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Futebol com Números

As dívidas dos clubes paulistas – 2

Devedores AlviVerdes, na semana retrasada mostramos que as dívidas dos clubes paulistas têm algo em comum: todas aumentam!

Mas como sempre é necessário um olhar um pouco mais detalhado sobre as dívidas para entendermos se a situação dos clubes seja “apenas” preocupante ou “muito preocupante”.

Já discutimos muitas vezes por aqui que o (pequeno) prazo para o pagamento da dívida é um dos fatores que asfixiam os clubes de futebol. Evidentemente para alguém que tem dívida, o ideal é que se possa pagar a dívida em um maior prazo possível.

No gráfico acima vocês podem reparar que houve um grande esforço dos clubes em geral para reduzir a dívida de curto prazo nos últimos anos, porém essas dívidas tendem sempre a aumentar.

Então, sempre que um ano se inicia os presidentes dos clubes tem que tentar refinanciar essa dívida ao longo do ano que se inicia. Isso é sempre um risco pois dois problemas básicos podem ocorrer (1) pode ser que ninguém queira refinanciar essa dívida e (2) pode ser que ao refinanciar essa dívida ela fique mais cara. Obviamente os clubes ficam nessa corda bamba todos os anos e – provavelmente – acabam pagando muito mais caro do que deveriam.

Para se ter uma ideia: na média os clubes devem no curto prazo quase 100% da receita do ano (sem consideramos a receita de negociação de atletas)! Como até o ano passado essa porcentagem era 122% e caiu para 70%, melhoramos bastante, mas continuamos em um patamar ridiculamente alto.

Como podemos ver, ainda falta muito trabalho para “colocarmos as coisas nos eixos”. Mas, se serve de consolo, pelo visto estamos muito melhor do que os nossos adversários!

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando, a quem conhece e a quem não conhece, os números do futebol

7 respostas em “As dívidas dos clubes paulistas – 2”

Olhando o gráfico entendemos o por quê no inicio de seu mandato em 2013 o PN se apegou no “suar sangue”com aquele time horroroso….. Mais de 200 milhões no curto prazo era pra estarmos falidos.

Nem ao céu muito menos ao inferno, ganhamos duas seguidas e tem torcedor acreditando no título. Se perdemos domingo , pronto vamos disputar para não cair. A questão é que não existe nenhum time com elenco forte, o mais importante é não perder ponto em casa e para times considerado pequenos. Derrotas virão, o que não pode acontecer é perder para Goiás em casa ou mesmo empatar com o Jec. São esses pontos que dificultam uma colocação melhor na tabela. O time é razoável, não é uma seleção vamos aguardar.

Aproveitando a chamada para o assunto financeiro, apesar de bastante criticável a política de preço de ingressos e do forte aumento nos planos do Avanti, a presença de público nos jogos e o resultado financeiro disso merecem destaque, no site da espn consta matéria mostrando que o Palmeiras faturou nesse início de campeonato mais do que CRF, SCCP e SPFC juntos. E como disse o colega Mário Luiz, acredito que uma hora essa vantagem financeira vai se refletir no campo, na tabela, nos títulos.

O Palmeiras está com as finanças equacionadas e receitas em alta. Situação muito favorável se comparada com a dos rivais. Em tempo: Renato Cajá não joga contra o Palmeiras. Maravilha.

Estarmos muito melhor que os nosso adversários do ponto de vista financeiro, já é bastante positivo. Agora precisamos fazer com que esta “vantagem financeira” se reflita no desempenho do futebol. O que parece já estar acontecendo.

A filosofia de um grande clube de futebol como o Palmeiras é a conexão investimento X receita. O investimento é necessário para que um grande clube, se destaque na mídia e consequentemente tenha uma maior visibilidade. Para que haja investimento é necessário um aumento de receita. Essa relação biunívoca deve ser sempre transparente e responsável.

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