Opinião: como fazer o certo na precificação?

 

Por Vicente Criscio

Semana passada eu perguntava nesse espaço se havia acabado o encanto (clique aqui e releia).

Neste domingo o Palmeiras veio jogar com equipe completa no Allianz Parque contra a categoria de base do Atlético PR (com a camisa da Ferroviária). 18.413 pagantes entraram no estádio. Ticket médio de R$ 53,54.

Menos de 50% da ocupação.

Como falado aqui uma semana atrás o problema poderia ser o conjunto da obra. Um time que não encanta, ingresso caro, várias competições, recessão no país, …

Dentre todos os fatores, o preço do ingresso – que está no controle da Diretoria – está cada vez mais torto (claro, minha opinião, como diz o título da coluna).

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Ingressos para assistir a Ferroviária bailar no Allianz: de 80 a 180 reais. Com direito a meia. E concorrendo com o jogo da 5a feira contra o Rosário.

Claramente tem algo errado na precificação do Allianz. E não é de hoje. No ano passado víamos grandes clarões nas cadeiras do estádio em certos jogos.

As finais da Copa do Brasil esconderam um pouco essa ineficiência. Em jogos finais pode colocar o preço do ingresso nas nuvens que o torcedor palmeirense compra.

Mas e quando é um campeonato decadente, onde as 15 primeiras rodadas não valem absolutamente nada, com um time prá lá de duvidoso, e um preço caro? O resultado taí.

Quer mais? O primeiro jogo da Libertadores no Allianz terá preços pouca coisa mais caro que a partida contra a Ferroviária. Falta claramente inteligência na precificação. E óbvio que não é o ingresso da próxima quinta-feira que está barato.

Já passou da hora dos setores responsáveis da SEP (planejamento, Arena, financeiro, marketing) trabalharem no tema precificação. Mais ainda. Desenvolverem ações de inclusão e aproximação da torcida com o Allianz.

– preços populares para atrair torcedores de todas as classes sociais;

– ingressos “combo” para famílias;

– Avantis de outros estados;

– Pais trazendo filhos pequenos (ou não é recomendado?);

– Gratuidade para crianças.

Com um pouco de boa vontade e trabalho, dá prá se fazer muitas coisas com a torcida. Há momentos para se cobrar caro e há momentos para se cobrar barato. Encher o estádio e fazer a alegria dos torcedores que não têm acesso regular ao Allianz é uma das obrigações desta e qualquer outra diretoria.

É difícil fazer o certo?

PS: um papelão a fila para retirada dos ingressos do Avanti. Minutos antes de iniciar a partida e fila enorme na porta do estádio. Imperdoável tratamento dado ao torcedor palmeirense.

Veja aqui.

Saudações Alviverdes!