Opinião: falta pouco

 

Por Vicente Criscio

Depois do blackout do 3VV que durou alguns dias (culpa da Locaweb e de ataques de hackers) e de um voto de silêncio de só voltar a falar de política depois do título palmeirense, volto prá coluna por conta da reta final do Brasileirão 2016.

Falta pouco. Apesar da ansiedade natural nos palmeirenses, há anos – nem mesmo em 2009 – estivemos tão perto de voltar a ser campeões brasileiro. Eu acredito que o Palmeiras não perde esse título. E nem precisará das tais 4 vitórias que muitos comentam. Menos que isso será necessário.

Por quê?

Porque é o único time que está jogando bola nesse campeonato. Ontem por curiosidade perdi uma hora e meia assistindo Flamengo e Botafogo. Se esse time do Flamengo ainda tem alguma chance de título é porque por várias razões o Palmeiras não matou o campeonato antes. É um time limitadíssimo, com Guerrero se esforçando em algo e Sheick que é um ex-jogador em atividade. E mesmo o badalado meia – Diego – incapaz de criar jogadas de perigo. Prá se ter uma ideia o melhor deles ontem foi Marcio Araújo. Não precisa dizer mais nada.

 

O Atlético MG tem digamos um time com 11 jogadores muito competitivo. Mas não funciona prá um campeonato de 38 rodadas. Não tem elenco. E tem Marcelo Oliveira. Apesar de duas vezes campeão brasileiro e campeão com o Palmeiras pela Copa do Brasil, MO não parece ter neste momento a mesma pegada (e sorte) dos títulos com o Cruzeiro (lá também não havia adversários). E os mineiros já demonstram o stress de final de campeonato, ainda disputando a final da Copa do Brasil. Pode até ganhar do Palmeiras no próximo fim de semana. Mas perdeu o título sábado passado quando não ganhou do Flamengo em casa.

E o Santos de Dorival Jr. Mesmo apenas 6 pontos atrás do Palmeiras, difícil acreditar que em 5 rodadas o Santos ganhe 5 (se o Palmeiras “só” ganhar 3). É possível passar o Palmeiras? É! Mas é improvável.

E o mérito disso tudo? Prá mim a combinação elenco com torcida (leia efeito Allianz) e treinador.

E esse elenco é mérito da Diretoria (antes que digam que eu não elogio nada). Moisés, Mina, Tchê Tchê, Jean, foram jogadores que vieram esse ano e vêm sendo fundamentais para a campanha. E apesar do meu ceticismo inicial esse mostrou-se competitivo num campeonato que de verdade foi tecnicamente ruim. Hoje o Palmeiras tem o melhor ataque, a segunda melhor defesa, melhor saldo de gols. É um time que dificilmente toma gols. Mina caiu como uma luva nesse time. E o fato de ter volantes que se adaptam bem em outras funções acabou sendo o grande diferencial desse time. Moisés, Tchê Tchê, Jean são os destaques. E só não estamos já matematicamente com o título pela insistência (aí vem uma pequena crítica) dessa diretoria em acreditar que Cleiton Xavier seria o 10 que precisávamos. Não foi. Vamos ser campeões sem um meia “bom” no time. Sorte nossa.

Jogar no Allianz, foi outra arma importante. Sobre a torcida e jogar em nossa arena, mereceria um post a parte. E teremos, na hora certa.

E tem ainda o efeito Cuca. Difícil tirar o mérito do treinador nessa campanha apesar de algumas lambanças pontuais. Cuca herdou a maioria desses jogadores e trouxe alguns pontuais, (Guedes, Mina, se não me equivoco vieram a pedido do treinador) e taí o time. Cuca cometeu equívocos mas montou esse esquema tático que funcionou. E está perto de entrar prá história palmeirense. Mas também esse assunto é prá outro post.

O fato é: estamos perto. Pode parecer jargão mas a final é hoje contra o Inter. Uma vitória contra os gaúchos, e dificilmente qualquer outro adversário vai tirar a diferença de pelo menos 6 pontos em 4 jogos.

Que assim seja!

Saudações Alviverdes!