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Estamos em guerra contra eurásia ou lestásia?

 

Mil novecentos e oitenta e quatro foi o livro que imortalizou George Orwell e a distopia sobre um regime totalitário no ano do mesmo nome do livro.

No livro, a Inglaterra (ou pista 1) era a capital da Oceania que vivia em guerra contra a Lestásia ou a Eurásia. E o inimigo mudava conforme a conveniência do Grande Irmão e sua ideologia IngSoc (ou Socialismo Inglês). Dependendo da conveniência, se reescrevia a história e a Oceania deixava de ser inimiga da Lestásia e passava a comunicar que o inimigo era a Eurásia. O anti herói do livro é Winston Smith, um homem com uma vida aparentemente insignificante, que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime através da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo sempre esteja correto no que faz. (fonte wikipedia)

Impossível não usar essa metáfora para analisar a confusão que vemos hoje entre o agora ex-Presidente Paulo Nobre e a Conselheira e representante da principal parceira do Palmeiras, Sra. Leila Pereira. Crefisa é amiga ou inimiga? A candidata ao Conselho está agindo de forma correta? O ex-Presidente fez bem em jogar esse assunto no ventilador e deixar a bomba no colo do Presidente Maurício Galiote?

Óbvio que para o Palmeiras a Crefisa é um parceiro fundamental. Maior patrocínio da América do Sul, esse ano de 2017 deve colocar cerca de R$ 80 milhões nos cofres do clube. Desde que entrou no Palmeiras fomos campeões da Copa do Brasil em 2015 e do tão esperado título brasileiro de 2016. Quando a comissão técnica quis Barrios, a parceira pagou os direitos econômicos e cedeu integralmente ao Palmeiras. Pagou os salários de Vitor Hugo e também do paraguaio.

Então qual o problema? A relação azeda com o ex-Presidente já era algo antigo, afirmam aqueles que são mais próximos dos atores. E a candidatura de Leila não caiu bem no grupo do ex-Presidente, que questionam o tempo de sócio da candidata e a sua regularidade estatutária para disputar o Conselho.

A candidata e executiva da Crefisa afirma que está tudo ok.

O problema sobrou para o Presidente Maurício Galiote. Que tem a Crefisa como um parceiro estratégico para buscar a independência financeira que o Palmeiras ainda não tem. Se perder a Crefisa não só não vamos ter um time forte em 2017 como também vamos rapidamente sair do paraíso para o purgatório.

Pior: o tema não é apenas técnico (pode ou não ser candidata?), ou financeiro (se a candidata não puser se eleger, o patrocínio corre risco?). É também político. O ex-Presidente Mustafá Contursi, aliado nos últimos 4 anos dessa gestão e que também apóia Leila Pereira, não gostou da movimentação de Nobre. E o outrora “player” da gestão que se encerrou agora é visto como inimigo. Deixamos de guerrear a Eurásia e passamos a odiar a Lestásia.

E no meio disso tudo, Mauricio Galiote. Que deveria estar preocupado em receber Eduardo Batista e montar um time competitivo para a Libertadores de 2017. Mas está tendo que descascar esse abacaxi.

Longe de nós aqui no 3VV querermos definir quem está certo ou errado. Não temos todos os elementos. Nem as motivações do ex-Presidente, que deixou para seu último ato essa bomba. Defendemos o que é certo, e se Dona Leila pode ser candidata, que assim o seja. Se alguém consegue provar que ela não pode, então prove. Mas me parece que o bode que enfiaram na sala do Presidente Mauricio Galiote é fedorento e barulhento. E independente da solução, o principal de tudo será garantir tranquilidade e governabilidade ao novo Presidente.

E assim volto ao meu samba de uma nota só. Quando esse site defende que é imperativo no Palmeiras uma Governança e a separação dos “negócios” futebol e clube social, e a despolitização, dando condições para que a gestão executiva seja blindada contra essas brigas políticas, nos chamam de utópicos.

Mesmo assim preferimos a nossa utopia que a distopia de 1984 e seus assemelhados por aí. Esperamos que essa confusão não dure muito tempo.

***

Juramos que para nossa volta tínhamos preparado um artigo muito legal sobre Cucabol e Alexi Stival no Palmeiras de 2016. Era essa a pauta. Mas a sexta-feira mudou nossos planos de volta…. semana que vem falaremos do Sr. Stival.

Saudações Alviverdes!

45 respostas em “Estamos em guerra contra eurásia ou lestásia?”

Acabou o sorteio da Libertadores. Vamos enfrentar Peñarol do Uruguai, Jorge Wilstermann da Bolívia e uma equipe vinda das fases preliminares (entre Carabobo da Venezuela, Atlético Tucuman da Argentina, El Nacional do Equador e Junior Barranquilla da Colômbia). Vale lembrar que o Peñarol, na teoria o mais difícil, terminou o campeonato uruguaio na 14ª colocação. É complicado falar em “grupo fácil” principalmente depois do que aconteceu em 2016, mas será preciso caprichar muito na incompetência pra não se classificar numa chave dessas. Uma novidade é que após a fase de grupos haverá sorteio para a definição das oitavas de final, ou seja, aquela história de terminar com a melhor campanha para decidir todos os mata-matas em casa não existirá mais. Boa sorte a todos os envolvidos na preparação da equipe, dentro e fora de campo, e que o time mostre sempre vontade de vencer, mesmo quando eventualmente for derrotado.

Seria legal enfrentar o Carabobo kkk…Grupo fácil. Em 2016 foi o genio do M.O que conseguiu complicar tudo. Passaremos de fase com tranquilidade se o Eduardo Baptista fizer o básico e o time continuar o mesmo. Com 2 ou 3 reforços então, fica mais tranquilo ainda.

Acredito que o Eduardo esteja mais atualizado q o Gargamel. Acho que ele será muito mais capaz de montar um time organizado e dar padrão de jogo. A única coisa que fico com uma pulga atrás da orelha é quanto a competitividade. O cuca conseguiu fazer isso, nosso time no BR 16 foi extremamente competitivo, os caras estavam focados em todos os jogos praticamente. É nesse ponto que mais desconfio do Eduardo.

Acho que já nos tempos de Santos ele não mostrava a mesma vontade e eficiência que apresentou no Cruzeiro. Jogando pelo menos há duas temporadas num futebol de baixíssimo nível como o chinês, não sei se valeria a pena. Por esse mesmo motivo, hoje já não considero a contratação do Conca, que eu já quis muito ver por aqui, como bom negócio. De qualquer forma, como meia tem um potencial que hoje não temos no elenco, resta saber se se encaixaria no esquema do novo treinador.

Ainda bem que pelo menos o estatuto tem.bom senso e a eleição não pode ser anulada! Porém a candidatura da Leila agora vai ser turbinada pelo marido Lamachia e o sapo boi ?/será que vai se dar bem, ou a oposição vai exigir sua punição pela maracutaia explícita? Isso só não está puor que o nosso senado !

Leila Pereira diz que votou com matrícula de 1996

A presidente da Crefisa, Leila Pereira, alega ter votado na eleição para presidente do Palmeiras, em novembro, com sua própria matrícula, do ano de 1996. Além de sua chapa ter sido impugnada para a eleição do Conselho Deliberativo, que acontecerá em fevereiro, há uma dúvida sobre como ela pôde votar para presidente. O direito é restrito a sócios há mais de três anos e ela afirmou em entrevista ao Diário de S. Paulo que ”tornou-se sócia recentemente.” Votar com carteirinha de outro associado é proibido.

Leila está nos Estados Unidos e a declaração sobre seu voto ter sido realizado com sua própria matrícula foi dada por meio de sua assessoria. Na viagem, ela não levou a carteirinha do clube, o que inviabiliza, neste momento, ter o número exato do documento com o qual ela alega ter votado.

Leila Pereira não é sócia desde 1996. Não há documentação no clube que confirme isso. Mas há uma chance de ela estar falando a verdade sobre o uso da matrícula para votar para presidente.

Segundo informações de dentro da Sociedade Esportiva Palmeiras, o departamento financeiro avalizou, a pedido do ex-presidente Mustafá Contursi, uma matrícula retroativa. Isto com base na declaração de Mustafá de que ela foi beneficiada com um título benemérita há 20 anos, junto com Josefina Farah, esposa do ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah.

A matrícula retroativa é irregular, não dá direito a voto para presidente, nem à candidatura ao Conselho Deliberativo. Mas explica por que ela conseguiu votar no pleito de novembro. Neste caso, o voto de Leila Pereira para presidente seria anulado, porque o documento é irregular. Mas a eleição não corre risco.

A oposição também já se manifestou e afirma não discutir o pleito em que Maurício Galiotte foi eleito. Desde o princípio, a oposição do Palmeiras teve posição madura. Afirmou não ver condição de concorrer contra Galiotte neste ano e prepara uma candidatura forte para daqui a dois anos. Mas não discute a legalidade da eleição nem a capacidade de Galiotte exercer seu mandato.

O que está em questão é a possibilidade legal de Leila Pereira candidatar-se a conselheira em fevereiro.

O interesse de Mustafá Contursi em tê-la como candidata é óbvio. Na eleição do Conselho Deliberativo, um candidato carrega votos para toda a chapa. Leila Pereira tem apoio de parte da Mancha Alvi-Verde e provavelmente carregaria muitos votos. Isto ajudaria a eleger uma série de candidatos de nível baixo apoiados por Mustafá Contursi. É uma hipótese de aumentar o poder de influência do ex-presidente no Conselho. Há anos, discute-se a necessidade de melhorar o nível médio dos conselheiros do clube.

Até que se confirme que Leila Pereira tem uma matrícula de 1996 e que o documento não foi emitido de maneira retroativa, a candidatura da presidente da Crefisa está impugnada.

Fonte: http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2016/12/21/leila-pereira-diz-que-votou-com-matricula-de-1996/

A saída tem que ser dentro do Estatuto, mesmo que arcaico. Que seja levado ao órgão competente do clube a decisão sobre a possibilidade ou não de candidatura da Leila Pereira. Este órgão deverá investigar profundamente se houve ou não fraude por parte do sr. Mustafá. Acredito que o bloqueio de 8 anos é muito grande, mas se é a regra, que seja cumprida. Quem está a 8 anos como sócio não será um terceiro interessado em outras coisas que não sejam o engrandecimento da SEP. Se a Leila não tiver os 8 anos e estiver engajada, que aguarde. Se tiver boas intenções, não terá problemas em esperar. Agora, se houver a comprovação de fraude da parte do Mustafá, a sua expulsão é obrigatória.

E as cenas são picantes: oposição estuda impugnação da eleição e exclusão de Mustafá do Palmeiras ! A primeira opção pode até ser legal, mas não vai ajudar o clube em nada nesse momento e a segunda já deveria ter acontecido há muito tempo, mas me parece mais um sonho do que uma possibilidade real…

E imaginar que alguns dias atrás falava-se tanto de “paz nos bastidores”. Com o Mustafá fazendo o que quer dentro do clube e as múmias deixadas pelos antigos egípcios na chamada “oposição”, não há paz que aguente… Não seria possível todos pensarem apenas “Palmeiras”?

Estando apta ou não, não vejo com bons olhos um patrocinador dentro do clube.
O papel dela é oferecer recursos ao clube, e cabe ao clube tocar o barco “como lhe convir”. Não acho normal um patrocinador eser conselheiro do clube.
Deveria se possível criar uma emenda que, ninguém pode patrocinar e estar dentro do clube ao mesmo tempo.

Muito boa sorte a todos nós palmeirenses amanhã e claro , ao Palmeiras. Que o caminho a ser trilhado na Libertadores não seja o pior possível e sim , um caminho pela qual possamos atingir o objetivo que é ir para a disputa do Mundial.

Renato, não entre na onda desses analfabetos de redes sociais. Parece que se não ganharmos Libertadores e Mundial em 2017 o Palmeiras vai acabar ou vai ter que recomeçar da Série D em 2018. Tenho a expectativa de fazermos um bom torneio continental, mas desde que uma eventual eliminação não venha na forma de uma campanha pífia como a deste ano ou de uma goleada para um rival brasileiro, não será uma catástrofe. Considerando esse formato com os seis primeiros colocados do Brasileiro garantindo participação pelo menos desde as fases preliminares, a tendência é de que o Palmeiras passe a ser frequentador assíduo da competição, e uma hora vai acabar ganhando. Em 2017 o desafio maior será mantermos a hegemonia nacional, principalmente lembrando que a CB 2015 veio na bacia das almas e que no Brasileiro deste ano, apesar da regularidade e da competência inquestionáveis, faltou brilho.

Só espero que nesse fogo cruzado entre Nobre x Leila e Palmeiras x Crefisa aconteça o que todos esperamos : A conquista da taça Libertadores e o Mundial de Clubes em 2017.

A situação me parece clara, Nobre viu que se deixasse o assunto ser resolvido internamente o sapo boi iria “ajeitar” as coisas pra dona Leila, que não me parece preocupada com o futuro do Palmeiras e sim com o futuro da sua crefisa e talvez outros interesses! Esses ” outros” interesses não faço idéia de quais sejam, mas se ela tem o respaldo do sapo boi, boa coisa não deve ser! Existem alguns pontos que não foram salientados no post: como está a situação da reforma estatutária que o Sr. Pompeu de Toledo coordenou, onde se faria a tão sonhada separação do futebol e do clube social? Qual a posição de Nobre e seu grupo? Qual a posição do sapo boi? E onde a dona Leila entra nisso tudo? Acho que as respostas para esse embrólio político do clube social, que está respingando forte no futebol, passam por essas respostas! Aguardamos as cenas do próximo capítulo …

Até quando Mustafá vai continuar aprontando? Ainda um dia desses, atirou contra o bom trabalho de profissionalização que vem sendo feito no futebol do Palmeiras por considerar que é, pasmem, “muito caro”! Ok, vamos voltar então ao bom e barato, ao Palmeiras B, às divisões de base que só revelavam bons jogadores para os rivais, às instalações e equipamentos sucateados, etc, etc. Agora essa história de título de sócio benemérito concedido para Da. Leila, pasmem again, em 1996! Será que dessa vez não dá pra pegar esse sapo com a boca na botija?

Hoje, 20/12, apareceram, via imprensa, elementos que comprovam que a Sra. Leila Pereira é sócia do clube a aproximadamente um ano. Portanto, a participação na eleição deste ano foi irregular, e ela não cumpre os requisitos para se candidatar ao conselho.
Acredito que esta questão está encerrada, menos para aqueles que querem polemizar.
Pergunto: vale desrespeitar o estatuto, por mais que ele tenha problemas, em nome do dinheiro investido pela patrocinadora? Vale desrespeitar o estatuto, por mais que ele tenha problemas, por ela ser opositora ao tão odiado ex-presidente?
Se quer ser conselheira e futuramente presidente, que cumpra os requisitos exigidos.
Se vai colocar a faca em nosso pescoço com a chantagem de deixar de patrocinar o clube se não conseguir o que quer, é prova de que boa pessoal não é.

Correto. Mesmo se não quisesse ganhar uma vaga no conselho à base da “carteirada” por conta de sua proximidade com o Mustafá (que nessa conseguiu se queimar até com apoiadores incondicionais), nada justificaria a dona Leila se achar acima de qualquer estatuto ou regulamento do clube. Por outro lado, não podemos esquecer que há pouco mais de dois anos o Palmeiras estava às portas da falência, batendo também na porta que levava de volta à série B e que o presidente de então buscava desesperadamente sua reeleição contando com “cabos eleitorais” ativos como o próprio Mustafá e “convencendo” eleitores indecisos à base de privilégios mesquinhos (conforme li aqui mesmo na época), após um primeiro mandato patético e digno das piores administrações da história da centenária instituição. O que fica bem claro nisso tudo, portanto, é que o mesmo pau que bate em Chico bate em Francisco, e que nem Leila Pereira tampouco Paulo Nobre estão, neste ou em qualquer outro momento de suas vidas nos últimos anos, preocupados com o “futuro” do Palmeiras, apenas com os próprios umbigos. Para alguns isso pode se resumir a mera “polêmica”, para outros pode significar o “ovo da serpente”. De toda maneira, acho que já ficou muito claro para quem sabe somar 1 + 1 que o único perdedor nessa história é o Palmeiras.

Quem precisa provar o que? A Leila precisa provar que tem tempo de sócia suficiente para ser conselheira ou o Nobre provar que é tudo uma Mustafice manjada?

Já que foi citada no texto a política fictícia do livro 1984 de Orwell, vejo que o Palmeiras, hoje – guardadas todas as devidas proporções – se encontra em situação semelhante à dos Estados Unidos ao final da Segunda Guerra Mundial. Embora os americanos tenham também sofrido pesadas perdas humanas e materiais, ao final da guerra viu-se em pé e com o seu parque industrial intacto, enquanto que as potências industriais concorrentes (França, Japão, Inglaterra, Itália e Alemanha) estavam todas arrasadas economica e industrialmente. Os Estados Unidos – com a faca e o queijo nas mãos – tornaram-se a potência hegemônica, com um único desafiante: a já extinta União Soviética. As outras potências se reergueram ao longo dos anos, mas todas sob a liderança dos americanos, que perdura até hoje. A invejável situação financeira do Palmeiras atual, conquistada por boa administração, sim, mas favorecida por uma conjugação de fatores (Arena, sócios-torcedores, grande bilheteria, maior patrocínio do País, altas cotas de TV, tudo consequência de uma torcida enorme, vista de Norte a Sul do Brasil e apaixonada), coincide com um mal momento dos rivais. O Corinthians está atolado em uma dívida impagável (Itaquerão). O São Paulo também está em apuros. Além de ter grande dívida – que faz com que tenha de vender jogadores ou fazer custosos empréstimos bancários para simplesmente pagar os salários dos jogadores – já ficou para trás, com um estádio ultrapassado, que não lhe traz grandes receitas e, não bastasse, tem uma torcida sem paixão e dirigentes incompetentes. O Vasco, outro clube que, em tese, teria potencial para desafiar o Verdão, está ainda no Século XX, sob a atrasadíssima administração Eurico Miranda. Há potência médias (Atlético-MG, Internacional, Grêmio, Cruzeiro), que até podem e vão dar algum trabalho, mas jamais nos superar como potência hegemônica. Demais clubes, como Santos, Botafogo ou Fluminense, simplesmente não têm porte (tamanho de torcida; receitas) para nos ameaçar. Vejo um único clube que poderá nos desafiar: o Flamengo. Eles tem torcida e receitas suficientes e, se bem administrados, serão nossos grandes adversários. O Flamengo é a “União Soviética” do Palmeiras. O que temos de fazer é nos unirmos em prol do Verdão para que os demais clubes tenham dificuldades em nos enxergar até com binóculos. É possível e está se encaminhando para isso.

Pois é, Reynaldo, muito bem comparado. O problema é que ao contrário dos Estados Unidos, há décadas o Palmeiras tem seus maiores “inimigos” infiltrados no próprio clube, muitas vezes cobertos por um manto de “patriotismo”. Nesse sentido, e da mesma forma que já aconteceu antes, entre os anos 1960 e a primeira metade dos 1970 e também na Era Parmalat, o medo que tenho é o de nos tornarmos um Império Romano, que cresceu tanto e depois sucumbiu principalmente por conta da própria incapacidade em lidar com sua grandeza.

Mudando um pouco de pato pra ganso (nada a ver com eventuais contratações vindas da Espanha), foram definidos os “potes” para o sorteio da Libertadores. O Palmeiras estará no pote 2, e é certo que enfrentará um destes times: os uruguaios Peñarol e Nacional, os argentinos River Plate e San Lorenzo ou o atual campeão Atlético Nacional da Colômbia, sem dúvida a parada mais indigesta da lista. Clubes brasileiros não se cruzarão na fase de grupos, a não ser que venham das fases preliminares. Sempre lembrando que é uma competição muito difícil (e a campanha pífia deste ano, mesmo num grupo “acessível”, provou isso), imagino que Peñarol, Zamora (VEN) e Sport Boys (BOL) seria uma “chave dos sonhos”, enquanto que River Plate, Independiente de Medellín e Atlético Paranaense, por exemplo, seria um osso daqueles bem duros de se roer. É esperar pra ver nesta quarta-feira.

Eu concordo com você. Acho que pegaremos uma chave mais díficil do que esse ano. Apesar de estarmos mais “casca grossa”, com um time montado, estamos na mão de um tecnico novo. Com C.uca, eu poderia dizer que eramos um dos favoritos, ate pelo futebol do Palmeiras ser perfeito na Libertadores. Mas com o EB, voltamos a ser mais um time do bolo…

Acho que é isso mesmo, Thom. O estilo que o Cuca impôs ao time casa muito bem com uma competição como a Libertadores, daí minha crítica por utilizá-lo num campeonato com 38 rodadas (no qual tropeços são normais e contornáveis) como se fosse a única opção para ser campeão. No torneio continental, uma única noite azarada (e quem não se lembra daqueles 5×0 no lombo dentro do Olímpico em 1995?) pode acabar com o trabalho de um ano inteiro, e apesar da equipe estar arrumada ainda não temos ideia do que vai fazer o meu xará. O sorteio de amanhã sem dúvida poderá nos ajudar, mas é essencial fazer uma boa fase de grupos e passar pelas oitavas com tranquilidade, pois dali pra frente será briga de foice no escuro.

O mais estranho de tudo isso, é que o Nobre fez com que não saísse mais fofocas do ambiente do verdão, e agora no final de seu mandato, vem umas conversas dessas? Estranho, muito estranho. Tomara que se acertem, agora que estamos no caminho certo, tomara que nada atrapalhe.

Parabéns pelo texto. E por lembrar que o mais importante para se manter no topo (algo muito mais difícil do que chegar até ele) o Palmeiras ainda não conseguiu: a separação entre futebol e clube social. Sem isso, a médio e longo prazo as pessoas que hoje só querem fazer festa serão as mesmas que elaborarão teorias conspiratórias colocando na CBF, na arbitragem ou na RGT a responsabilidade pelos nossos eventuais fracassos quando na verdade ela continuará morando no mesmo endereço.

Sinceramente estou em duvida quem é o certo nesta guerra de egos. PN com a grana que tem não mediu esforços $$ para ajudar o clube, mas não tinha necessidade de expor tudo no apagar das luzes, principalmente ele que sempre fala repetidas vezes, que tudo deve ser conversado internamente. Mas o que mais me incomoda é como esta Sra. Leila é barraqueira e ainda perceber que o Sapo Boi esta do lado dela. Claro que o dinheiro da Crefisa é importante para qq time, mas quando se fala em Sapo Boi perto, poderemos estar vendendo a alma para o Diabo. Boa sorte presidente!!

Caro Marcilio, mas quando foi que Mustafá não esteve ao lado da gestão PN? Não seja ingênuo, meu amigo… PN só chegou à presidência porque Mustafá era o “player”, como eles mesmo gostam de chamar. Abraço!!!

Independente de quem esteja certo, o errado foi ter trazido algo interno do clube para fora do clube, e aí me parece que o mais errado foi o Paulo Nobre que do portão para fora deveria ter minimizado o fato (ele fez justamente o contrário), e do portão para dentro ter tratado o assunto com a seriedade que o mesmo demanda.

Sejamos coerentes, o ex-presidente cansou de jogar caca no ventilador da imprensa quando queria atingir algum desafeto (construtora e patrocinador principalmente), como se hoje o Palmeiras não precisasse deles, então não há novidade nisso.

Tomara que acertem os ponteiros. Precisamos da Crefisa. Agradecemos o Nobre por tudo o que ele fez pelo nosso verdão. Agora é hora de deixar nosso novo presidente trabalhar.
Fica Crefisa, que venha Prato, Scarpa etc. e quem sabe o Cuca de volta no meio do ano.

Interessante é que no início da gestão do Paulo Nobre aqueles que o adoravam colocava o nome de predador aos que eram de oposição, por criticar suas desastrosas ações, depois que tais criticas davan armas a imprensa gamba, um pouco mais adiante que estas críticas deveriam ser feitas no fórum correto que seria internamente nas reuniões do CD, aí ao deixar a presidência Paulo Nobre usa a imprensa para atirar pra tudo quanto é lado e tem gente que acha que ele está certo, ue qual diferença do que se fazia e agora ?
Vai entender !!!!

Diferença nenhuma, Toninho. Até porque o Nobre é “filho” do Mustafá, esqueceu? Alguns preferem guardar dele a imagem do cara que põe dinheiro “do bolso” no clube e que sai nas fotos levantando a taça, mas ele não é assim farinha tão especial no meio desse monte de sacos…

Não deem audiência pra essa briga do patrocinador com o clube, não alimentem a imprensa de gambá.

Postem matérias sobre o título, etc, coisas positivas.

Marcelo, ignorar os fatos que podem definir os rumos do clube para 2017 e mais além não me parece sensato. Acompanhar o que acontece nos bastidores do clube que ama é obrigação tão importante para qualquer torcedor com um mínimo de critério quanto comemorar os títulos, até porque uma coisa está diretamente ligada e dependente da outra. Não há heróis nem vilões nessa história, mas um único perdedor que é o Palmeiras. Depois que os fracassos acontecem, fica fácil culpar CBF, arbitragem, Globo ou sei lá qual outra teoria de conspiração idiota elaborada na base do achismo.

Antes que eu me esqueça, sensacional a referência ao 1984!

Ano de Libertadores, time forte, espero que as coisas fora de campo se resolvam da melhor forma possível.

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