Sob nova direção

 

Mauricio Galiotte está há pouco mais de um mês no cargo de Presidente do Palmeiras. Nesse período já teve que administrar situações inesperadas. A principal delas foi o rompimento com o ex-Presidente Paulo Nobre. O motivo foi a candidatura de Leila Pereira, Presidente da Crefisa, para o cargo de conselheira. Mas não é só isso.

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Algumas das primeiras decisões de Mauricio Galiotte como Presidente da SEP demonstram que o Palmeiras está sob nova direção, pro bem e pro mal. Algumas delas:

1. Substituição da assessoria de imprensa, acusada pelos críticos de trabalhar mais para a imagem do ex-Presidente do que para a instituição da SEP;

2. Aproximação com a torcida Organizada, foco de conflito com o ex-Presidente;

3. Reabertura de venda de ingressos de visitante em São Paulo, beneficiando torcedores que viajam para acompanhar o time, principalmente os torcedores ligados às Organizadas;

4. Reformulação do departamento médico e fisioterapia;

5. Uso da Crefisa como parceiro estratégico para contratações e aliança com Leila Pereira.

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Mitos e verdades

Aqueles que ainda torcem para o ex-Presidente estão publicando nas redes sociais que Mauricio está “desmontando o legado de Paulo Nobre”. Nada mais absurdo! Abaixo três exemplos:

1. Perda da profissionalização: nos últimos quatro anos não se avançou um centímetro na verdadeira profissionalização. O Palmeiras continua tão profissional quanto na era de Tirone. E quem era próximo da gestão anterior afirma que nos últimos quatro anos os profissionais executavam as decisões do ex-Presidente. E nada mais. Ou seja, o Palmeiras continua com a mesma estrutura de profissionais, apenas menos centralizador na figura do Presidente.

2. Avanços no estatuto: a última gestão tinha como promessa – lá em 2013, quando assumiu o Palmeiras – entregar um novo Estatuto no biênio 2013-2014. Não entregou. A comissão da reforma estatutária tinha quase a totalidade de conselheiros aliados à gestão do período 2011-2014. E nem assim chegou a um projeto moderno que transformaria o Palmeiras num time de futebol alinhado ao século XXI. Em 2016 aconteceram algumas reuniões setoriais com conselheiros para debater a proposta de reforma do estatuto, mas não conseguiram cumprir os prazos e a proposta cheia de emendas não foi levada ao Conselho para debate.

3. Aliança com Mustafá Contursi. Galiotte está sendo acusado de se aproximar de Mustafá, para muitos o grande culpado de todas as mazelas da SEP. O ex-Presidente foi eleito em 2013 e reeleito no final de 2014 com o apoio de Mustafá Contursi. Teve Mustafá como aliado no COF, que era considerado como um “player” no xadrez político da SEP. Hoje os que chamavam Mustafá de player, o chamam de inimigo e condenam o novo Presidente. Coisas da política.

O atual Presidente está há 36 dias no cargo. Tomou decisões que podem ser questionadas – como o caso da demissão do Dr.  Rubens Sampaio, bastante controversa – e nos próximos dois anos irá acertar e errar. Mas é inegável que entrou pegando alguns pepinos muito mais políticos do que técnicos. Da mesma forma é inegável que a gestão anterior teve muitos acertos e também erros. E é absolutamente justo que queiram ser oposição. Mas as críticas devem ser plausíveis e a oposição, sempre importante em qualquer processo político, tem que ser responsável e não predatória ou oportunista. Nem pode ter amnésia do passado recente.

Que essa interminável política da SEP não atrapalhe os planos e o desempenho do time dentro de campo, onde teremos condições de ganhar todas as competições que vamos participar.

Saudações Alviverdes.