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O desafio de Eduardo Baptista

Eduardo Baptista em coletiva na Academia

Na última quinta-feira o treinador Eduardo Baptista sentiu pela primeira vez a pressão de dirigir uma grande equipe e com uma torcida exigente como a do Palmeiras.

No intervalo da partida contra o São Bernardo, ainda no 0x0, e mostrando mais uma vez um futebol pouco convincente, a torcida gritou pelo nome de Cuca e mandou a mensagem que esse ano não se espera nada menos do que títulos.

A pergunta que ficou para alguns: é justa essa cobrança na terceira partida oficial do ano?

Retrospecto que preocupa

Parte dos palmeirenses demonstra uma enorme preocupação com a capacidade do treinador Eduardo Baptista em levar esse time ao título principalmente da Libertadores. Primeiro por conta do currículo. O treinador teve sua primeira experiência nessa função no Sport Recife. Lá era preparador físico. Tinha sido o preparador físico trabalhando com o pai Nelsinho em 2008, quando saíram e foram para o futebol japonês. Voltou em 2011 para o Sport novamente como preparador físico e ficou até 2014. O então treinador Geninho foi demitido e Eduardo passou a ser o treinador interino.

Na Copa do Nordeste quando assumiu no início de 2014 as chances eram mínimas. Mas se classificou e acabou levando o Sport ao título da Copa. E também ao título pernambucano. Foi efetivado como treinador e iníciou o Brasileiro de 2014 com destaque, inclusive nas primeiras posições. Após a Copa do Mundo o time caiu, quase foi pra zona de rebaixamento e depois se recuperou. Em setembro de 2015, quando balançava no Sport foi para o Fluminense. Lá não deu certo. Menos de seis meses depois foi demitido. Assumiu a Ponte Preta em 2016 e o time foi bem no Brasileiro.

Esse histórico – na visão de muitos palmeirenses – não é suficiente para comandar o Palmeiras. Os mais céticos lembram de Gilson Kleina e outros com trajetória semelhante. Lembram ainda que os últimos títulos do Palmeiras foram com treinadores que tinham experiência (Cuca, Marcelo Oliveira e Felipão).

O outro lado da moeda

Por outro lado está difícil encontrar treinadores brasileiros.
De forma bem subjetiva, vamos segmentar os treinadores brasileiros dessa forma:

“medalhões acima de qualquer suspeita”: Cuca, Tite; nenhum dos dois disponíveis;
“jovens promessas”: onde se encontra Eduardo Baptista e também: Sergio Vieira (português, no São Bernardo), Fernando Diniz (Audax), Alberto Valentim (esse era do Palmeiras mas saiu quando chegou Eduardo Baptista e hoje está no Red Bull), Jair Ventura, Zé Ricardo (Flamengo), Rogerio Ceni (??), Fábio Carille (???);
“jovens mas experientes”: onde podemos citar Roger (Atlético), Renato Gaucho, Mancini, … e quem mais?
“rodados mas que ainda dão algum resultado”: Abel Braga? Paulo Autuori? Mano Menezes? Dorival Junior?
“quem tem coragem?”: Luxemburgo, Levir Culpi, Marcelo Oliveira, Dunga, Celso Roth, Oswaldo Oliveira, Carpegiani, Argel Fucks, Ney Franco, …. a lista é enorme.

A difícil arte de decidir

Se analisarmos que no momento que Eduardo foi contratado a oferta era baixa, talvez a escolha não tenha sido errada. Pode-se questionar que se fosse para apostar num jovem treinador, Alberto Valentim poderia ser uma solução. Sempre que dirigiu o Palmeiras o fez de forma competente. Cogitou-se também que Mano Menezes estava na lista mas não sairia do Cruzeiro.

A ansiedade do Palmeirense é justa. Com contratações milionárias o Palmeiras tem elenco esse ano para ganhar qualquer título que dispute. Mas o treinador é peça fundamental e até agora Eduardo não mostrou nada de novo. Quem o conhece afirma que é um estudioso e que está mudando o jeito do Palmeiras jogar, compactando o time num 4-1-4-1 (diferente de Cuca, que trabalhava com dois volantes e usava frequentemente a marcação individual).

Nenhum treinador resiste a resultados ruins. Mas precisa fazer um trabalho muito fraco para ter resultados ruins na primeira fase do Paulistão. Com esse elenco, chegar na final é obrigação. A semi-final do Paulistão é 16 de abril. O problema é que quando o palmeirense chegar nessa data, já teremos feito três partidas na Libertadores.

Até lá, Eduardo Baptista já terá feito esse time jogar bola e dar tranquilidade ao torcedor?

Vamos torcer para que sim.

Saudações Alviverdes!

12 respostas em “O desafio de Eduardo Baptista”

Olha, pela lua que está fazendo hj no interior de SP to esperando um jogo num ritmo bem lento principalmente no primeiro tempo. Acho q no segundo qdo estiver um pouco menos quente o jogo ficará mais aberto. Acho que 2×0 de novo é um bom placar.

Olha, se fosse só no interior que estivesse essa “lua” eu ficaria feliz. O Senegal é logo aqui… Falando sobre o técnico, insisto (pra ser do contra, como sempre) que o título mascarou muita coisa errada no campeão brasileiro de 2016. O futebol praticado muitas vezes esteve “abaixo da linha da pobreza”, o Cuca também não é esse gênio todo nem um cara cujo maior mérito seja construir ambientes harmoniosos em vestiários. Houve um pacto entre jogadores, comissão técnica e diretoria para se chegar ao título, mas estou convencido de que se todo mundo realmente quisesse “de corpo e alma” a permanência do treinador, ele não teria deixado o clube da maneira que deixou. E eu teria efetivado o Valentim.

Ficou muito bom o novo layout do site, qto a Eduardo Batista espero que ele consiga dar liga no time para que tenhamos muitas felicidades esse ano.

Incógnita é a palavra que define plenamente o Eduardo Baptista. Por isso a insegurança de toda a torcida do Palmeiras. Não haverá meio termo, ou ele é um novo Gilson Kleina ou se consagra. Mas o Eduardo Baptista tem uma enorme vantagem em relação a outros treinadores não conceituados: dispõe de um elenco muito forte e já campeão, enquanto os demais tinham times fracos e sem nenhuma conquista. Resta aguardar.

Primeiro: parabéns pelo novo site, ficou fantástico. Segundo: parabéns pela análise, realmente depois de um treinador campeão, qualquer contratação seria vista com ressalvas, não dá para escapar disto. Porém temos que ser honestos, tem momentos em que o EB realmente não ajuda, seja na escalação, seja na disposição tática dos jogadores ou até nas substituições que faz, porém felizmente estamos em início de trabalho e portanto ale ainda tem tempo (não muito na verdade) para fazer os ajustes necessário.

Vamos ver se ele muda o time ou se vai insistir nos mesmos erros.

Particularmente não entendo essa impaciência, é normal os times (principalmente no Paulistão) sofrerem no começo na temporada. Não acho que o Eduardo não esteja tentando reinventar a roda, o 4-1-4-1 e a marcação por zona que ele tentou implementar no Palmeiras é usada usualmente pela maioria dos times da Europa e levando em conta as peças que temos (Felipe Melo, Guerra, Tchê Tchê, Moisés, Dudu, Jean… todos jogadores de grande qualidade e polivalentes) é importante tentar novos esquemas e variações. Não estou nem um pouco preocupado, tenho certeza que o time vai evoluir muito com o passar do tempo, ainda mais com a chegada do Borja e com o crescimento do Guerra (que está em fase de adaptação e vinha de uma defasagem física).

O melhor técnico da atualidade trabalhando no Brasil, chama -se SÉRGIO VIEIRA.
Conhece TUDO de futebol, seja o antigo ou o mais moderno jogado aqui ou na Europa.
Pena que a arrogância da torcida palmeirense (lembram de Jorginho em 2009?), impede que ele venha treinar o Palmeiras ANTES de virar a “grife” que o palmeirense sempre exige como treinador, ele não virá.
Só depois que seu salário ser de 900 mil mês e ser elevado a grife por um outro time grande é que ele será aceito no Palmeiras.

Sabe quando um treinador estrangeiro (mesmo que fale nossa língua, é gringo) desse nível vai ter esse salário e essa grife por aqui? NUNCA.

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