Peñarol 2×3 Palmeiras: que jogo!

O Palmeiras venceu por 3×2 o Peñarol e praticamente está classificado para as oitavas de final da Copa Bridgestone Libertadores. Willian (2) e Mina fizeram os gols.

Mas que jogo!

Eduardo Baptista cometeu um grande erro ao lançar o Palmeiras em campo com três zagueiros. Prass, MIna, Dracena, V. Hugo; Jean, Roger Guedes, Felipe Melo, Guerra, Michel Bastos e Egidio; Borja. Num 3-6-1 que deveria se transformar num 3-4-3 e jogando de forma compacta, o Palmeiras foi um time desorganizado, mal posicionado, sem posse de bola, errando passes e que foi totalmente dominado pelo Peñarol. Não podia dar outra. Tomamos dois gols e não demos um chute a gol.

O Palmeirense mais entusiasta chegou a pensar em desligar a tv e ir dormir.

Só que não.

Eduardo Baptista voltou pro segundo tempo com Willian no lugar de Victor Hugo e Tchê Tchê no lugar de Egidio. Funcionou muito bem! O time voltou pro seu feijão com arroz. 4-1-4-1. Jean cresceu na partida. Guerra, que estava apagado, foi o melhor em campo. E Willian teve a competência e a estrela dos artilheiros. Fez um golaço logo no início do 2o tempo. A jogada começou pela direita, com Jean. Depois Roger Guedes perdeu dentro da pequena área outro gol, nova jogada de Jean.

Só dava Palmeiras. O Peñarol sentiu o gol. Mina entrou por traz da zaga e escorou um perfeito cruzamento novamente de Jean. 2×2.

O empate para quem teve um primeiro tempo desastroso já era uma vitória. Mas o Palmeiras continuou jogando no mesmo ritmo. O Peñarol saiu pro jogo e as coisas ficaram mais fáceis. Guerra, que estava dominando o meio campo acertou um chute de fora da área. O goleiro espalmou e Jean cruzou para Willian virar o placar.

3×2. Eduardo Baptista foi de besta a bestial em 45 minutos. Inventou um esquema onde os jogadores claramente não estavam preparados para jogar e quase colocou tudo a perder. Percebeu a besteira e corrigiu muito bem no intervalo. E o resultado veio.

***

Nota muito desagradável. O pau comeu no final do jogo. A coisa começou com Felipe Melo. Virou briga generalizada. A polícia não interviu. Fecharam as portas do vestiário. Vários jogadores palmeirenses saíram com hematomas e sangrando (Prass, Willian). Felipe Melo também foi agredido e revidou.

E depois foi pra torcida. E novamente sem polícia.

Coisas que não combinam mais no futebol do século XXI. Se a Conmebol fosse séria, esse estádio e esse time do Peñarol não jogaria mais uma partida de Libertadores.

Lamentável!