Libertadores 2017 Palmeiras 3×2 Peñarol: na marra

O Palmeiras ganhou do Peñarol por 3×2 no Allianz Parque nessa noite de 4a feira.
Foi emocionante.

Como todos os dramas há vilões e heróis. É difícil definir quem foi vilão e quem foi herói nesse jogo.

O time parecia nervoso no início. Pouca criação. Muito chutão. Excesso de individualismo. Borja voltava pro meio campo para armar. Dudu prendia demais a bola no lado esquerdo do ataque. Willian não criava.

Aí tomamos um gol. Um escanteio cedido por Felipe Melo que poderia ter sido evitado. E na cobrança, Fabiano não marca e eles fazem 0x1.

Veio o segundo tempo. Eduardo Baptista manteve o mesmo time que perdeu na primeira etapa e não havia chutado uma vez no gol.

Mas… mas…. o futebol é aquilo que conhecemos.

O time colocou a bola no chão e em 5 minutos teve três chances e fez dois gols. Guerra e Borja perderam um gol logo de cara. Depois em cruzamento na área Borja ia finalizar mas a bola sobrou para Willian que empatou. E aos 5 minutos Borja tocou para Guerra que serviu com carinho pra Dudu virar.

Era outro time.

Aos 10 pênalti pro Palmeiras. Borja bateu e… errou.
Logo depois perdeu mais um gol. Fácil pra fazer.

Aí o time caiu.

Eduardo Baptista mexeu mal. Muito mal. Tirou Borja – que apesar dos gols perdidos era referência no ataque e levava sempre perigo. Colocou Michel Bastos. Tirou Felipe Melo – que estava bem – por conta de um carão amarelo e colocou Thiago Santos.

O Penãrol foi pra cima e empatou. Bola alçada na área e Mina e Dracena não cortaram e livre o número 5 empatou.

O jogo abriu. O Palmeiras foi pra cima. Os uruguaios ficavam no ataque.

Guerra deixou o agora atacante Willian na cara do gol. Livrou do goleiro e com a meta vazia…. chutou no travessão.

Logo depois Michel Bastos arrancou pela direita e perdeu o gol.

Aí Eduardo errou de novo. Tirou Guerra, o melhor em campo, para a velocidade de Keno.

Desmontou o time. O Palmeiras parou de criar. Foi pro abafa. Podia fazer como podia tomar.
O juiz deu 5 minutos de acréscimo. O Palmeiras caía na catimba uruguaia. Dudu levou dois amarelos por reclamação – e por falta de equilíbrio emocional – e foi expulso.

Tomamos um contra-ataque e quase perdemos a partida. Aos 53 escanteio.
E Fabiano – tão criticado – foi o herói final. De cabeça no canto direito do goleiro fez 3×2.

A bola pune. Puniu os uruguaios pela cera, catimba. Felizmente.

Que fique a lição que Dracena comentou nas entrevistas pós jogo: em Libertadores tem que matar o jogo quando tem as chances.

Os destaques positivos do Palmeiras: Guerra (muito bem até ser substituído), Dudu (com o espírito da Libertadores até cair na catimba uruguaia e ser expulso) e Willian (que perdeu um gol feito mas sempre esteve lá).

E Eduardo Baptista? Não é culpado pelos gols perdidos de Borja, Willian, Bastos e Tchê Tchê. Mas mexeu mal e desmontou o time.
E alguém precisa trazer mais calma e ponderação nesse time.
Mas isso é Libertadores!

Saudações Alviverdes!