Pós Jogo Palmeiras 1×0 Ponte Preta: vitória insuficiente

O Palmeiras venceu a Ponte Preta por 1×0 no Allianz Parque nesta tarde-noite de sábado.
Não foi suficiente. No resultado agregado das duas partidas perdemos por 1×3 e a Ponte foi pra final do Paulistão 2017.

O gol do Palmeiras foi de Felipe Melo aos 37 do segundo tempo.

Mas a resenha do jogo vai ficar de lado. Os palmeirenses já falaram sobre o jogo. Apesar do domínio, dos pênaltis não marcados, da cera da Ponte Preta, o Palmeiras foi ineficiente no ataque. Finalizou poucas vezes. Aranha fez apenas uma grande defesa. No mais, o erro de pontaria e o excesso de chuveirinhos na área impediram o Palmeiras de fazer os gols que tanto precisava.

Então esse pós jogo vai falar do pós Paulista.

O palmeirense se pergunta: e agora? Eduardo Baptista depois de quase 4 meses e da paciência de muitos torcedores não conseguiu dar um padrão pra esse time. O considerado melhor elenco do Brasil não foi capaz de encantar seu torcedor nas 21 partidas realizadas em 2017. Salvo talvez ao jogo contra o SPFC, e a uma ou outra goleada contra os pequenos. Muito pouco para um time caríssimo, contratado a dedo, com elenco de pelo menos 15 potenciais titulares.

Pior: o time de Eduardo Baptista não joga compacto, não apresenta jogadas pelas laterais, joga na base do chuveirinho, e mesmo com os reforços de Guerra, Borja, Felipe Melo, Michel Bastos, Keno, Willian, o time campeão brasileiro de 2016 não demonstra nem entrosamento e muito menos a agressividade dos tempos do “Cucabol”.

Outro problema evidente: o treinador parece não ter o elenco na mão. Ora os boleiros entram pilhados demais – como em Tucuman, com uma expulsão boba de Vitor Hugo no início, ou nos amarelos de Felipe Melo e Dudu; e ora entram dormindo – como em Campinas semana passada, quando perdemos o título paulista em menos de 20 minutos.

Eduardo Baptista – e por tabela o Presidente e sua diretoria – arriscam a temporada do Palmeiras esse ano. Um resultado negativo em Montevideu pode pressionar o time para a partida na altitude boliviana ou na última partida contra um Atlético Tucuman descompromissado. Seria um desastre não confirmar a classificação.

A torcida – boa parte dela – pede a substituição do treinador. Por quem? Nessa altura, pouco importa. A pior decisão é não decidir nada. O tempo que o treinador precisava pra mostrar seu potencial foi dado. Talvez sua contratação tenha sido um erro. Mandá-lo embora quando a desconfiança bateu na porta do palmeirense talvez não fosse uma decisão de bom senso. Mas nesse momento, 4 meses após treinar um elenco de estrelas, e depois de perder uma classificação pra final do Paulista para a Ponte Preta de Gilson Kleina Bob e Potker, nos parece que persistir no erro na manutenção do treinador já vai extrapolar o bom senso.

Que os deuses do futebol iluminem a cabeça dos que têm a caneta na mão.
Saudações Alviverdes!