A arte de contratar

Por Vicente Criscio

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com fatos, nomes, pessoas, ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

A mesa estava cheia. O Presidente, Seu Diretor Executivo, e os diretores de Planejamento, Jurídico, Financeiro, Administrativo, Recursos Humanos e Marketing. A pauta era a contratação do novo Diretor de Operações. A companhia era centenária, e o cargo de Diretor de Operações era extremamente crítico, principalmente na visão dos clientes. Mas como dizíamos o cargo de Diretor de Operações estava vago e um candidato havia sido entrevistado por todos.

Mas não havia consenso. O Diretor de Marketing foi o primeiro a dar sua visão:
– Achei o candidato muito jovem pro cargo. É um cargo estratégico, com visibilidade dos clientes, colaboradores e investidores. Teremos um ano muito competitivo e precisamos alguém mais experiente.

O Diretor Administrativo interrompeu:
– Com outra preocupação: temos esse ano os mercados latino americano para disputar e ainda – quem sabe – uma participação no Oriente Médio.

Coube ao CEO (Diretor Executivo, mas como a empresa gostava de posar de chique o cargo dele era Chief Executive Officer) contra argumentar:
– O candidato é novo mas é um estudioso. Muito bom em planejamento e planilhas.

O Diretor de Planejamento, como gostava de concordar com a hierarquia mais alta, não perdeu a chance:
– Claro… sabe planejar. Precisamos disso.

Novamente o Administrativo interrompeu:
– Vocês não percebem que o risco é alto?
– “Mas não há outra opção” retrucou o CEO.
– Foi erro do nosso planejamento. Já sabíamos que perderíamos o antigo Diretor de Operações (muito querido pelos clientes). Por que não buscamos uma solução antes?

O diretor Financeiro lembrou dos números:
– A vantagem desse é que é barato, comparado com o anterior e com os outros candidatos.
– Isso pode ser uma desvantagem – falou mais alto o diretor de Marketing. Se não vencermos os mercados que vamos disputar esse ano, não teremos as receitas que colocamos no orçamento.

O Diretor Jurídico, um bom ouvinte sempre, fez uma sugestão:
– Se é pra trazer um Diretor de Operações jovem, uma aposta, por que não promovemos o Assessor da Diretoria de Operações? Afinal ele está aí há anos, já assumiu algumas broncas e sempre foi bem, conhece a casa, e se der errado podemos tentar trazer na metade do ano novamente o antigo diretor…
– Isso nunca. Como vamos promover alguém da casa para um ano tão importante? – já sem paciência perguntou o CEO.
– Então saiba que vamos perder nosso assessor porque ele não vai aceitar mais uma vez ser preterido e por alguém sem experiência – devolveu o Jurídico.

– Ah – lembrou um dos diretores – e esse candidato pode sofrer resistência por parte de nossos clientes e membros do Management Board (é um Conselho chique, lembra que a firma tinha dessas manias). Lembre-se que já tivemos no passado um parente desse diretor nessa mesma função. E saiu daqui com vários problemas. Nossos clientes são exigentes… não esquecem essas coisas.

Bobagem! bateu na mesa o CEO, que estava há pouco tempo e ainda não havia compreendido bem alguns aspectos culturais principalmente da enorme base de clientes da companhia. Esse diretor tem enorme potencial, é inteligente, articulado, bom de grupo, com certeza terá sucesso aqui – esquecendo que o executivo tinha liderado empresas bem menores antes, e em uma delas saiu precocemente.

– Por que não temos mais candidatos na avaliação? Alguém mais experiente? Afinal de contas esse candidato vai gerenciar um ativo muito valioso e terá muitos desafios – perguntou o diretor Administrativo.
– Estão todos bem empregados e não quiseram conversar conosco, respondeu o Diretor de RH, que até aquele momento estava quieto.
– Ué: vamos analisar e escolher o mais adequado. E assim fazemos uma oferta que ele não poderá recusar, replicou o Administrativo.
– Mas e nosso orçamento? não podemos fazer loucuras!!! Falou o diretor Financeiro, pressionado pelos custos e por alguns conselheiros mais influentes.
– Não podemos. Mas loucura maior é trazer um treinador agora e demití-lo daqui a 6 meses porque ele não se adaptou. Precisamos de continuidade – ponderou o Jurídico.
– O Diretor de RH concordou com a cabeça, mas estava também pressionado pelo tempo e corria o risco inclusive de perder esse candidato para a concorrência.

O Presidente ouvia a todos. Sabia que tinha que decidir e não havia unanimidade.
Mas ele tinha nas mãos todos os elementos pra decidir: contrata esse novo Diretor de Operações? Mantém o auxiliar? Vai buscar outro mais experiente?

O que ele fará?

***

A estória acima acima ilustra de forma meio caricata o que acontece em boa parte das empresas que estão buscando executivos. Passou a ser comum em grandes empresas que um bom número de entrevistadores entrevistem os candidatos – muitas vezes pessoas do mesmo nível hierárquico além de superiores – e a definição pela contratação sai depois de um longo processo.

E mesmo assim acontecem erros de contratação muito mais vezes do que pode imaginar nossa vã filosofia.

E no futebol? Essa cena não acontece. Geralmente o gerente de futebol e o presidente decidem. Algumas vezes ouvem mais um ou outro “colaborador da diretoria”. Mas não há um processo estruturado. Definem uma lista de nomes e procuram os “candidatos” por ordem de prioridade. Sondam, conversam e abrem uma negociação. Nenhum processo científico ou formal.

Isso vale em todos os clubes brasileiros. TODOS! E também por isso acontecem os problemas. Ano passado o SPFC cometeu um verdadeiro crime contra a carreira de Ricardo Gomes. Retirou o treinador do Botafogo em agosto para demití-lo em novembro – três meses no cargo. Na sequência contratou Pintado que salvou o time do rebaixamento mas perdeu o emprego pra Rogério Ceni.

Processo científico zero lá dos lados do Morumbi. E ninguém viu indignação da imprensa ou de outros treinadores. Mas essa indignação hipócrita de muitos da mídia e do futebol é papo pra outro post.

***

Continuando…. tudo isso até agora pra entrar no assunto Eduardo Baptista. Se olharmos o processo tradicional de todos os clubes em contratar treinadores – Palmeiras incluído – talvez não haja nada para criticar na decisão em trazer Baptista. Eduardo era o disponível no momento. Em algum lugar da mídia foi publicado que Mano Menezes foi sondado antes mas não tinha interesse em sair do Cruzeiro. Trazer um treinador estrangeiro era fora de questão, dada as péssimas experiências com Gareca no Palmeiras e também em outros clubes. Só restava “jovens treinadores” com talento e capacidade para crescerem dirigindo um time de ponta. Ou as soluções “antigas” de sempre (Luxemburgo, …).

Na vida há que se correr riscos. Em qualquer área. O Palmeiras correu o risco com Eduardo Baptista. Que durante cinco meses no cargo não conseguiu fazer o time jogar de uma forma compacta, com toque de bola e aproveitando os bons recursos que tinha nas mãos. O time fez talvez uma boa partida – contra o SPFC na goleada por 3×0. E talvez uma ou outra boa partida contra os pequenos do Paulista.

Mas acumulou vexames. Um deles contra o Corinthians (0x1 com um jogador a mais durante 45 minutos e o adversário completamente acuado em seu campo). Outro contra o Ituano. E a última a goleada por 0x3 contra a Ponte Preta, quando o time todo entrou apagado em campo. Era culpa SÓ do treinador? Não podemos afirmar isso. Mas ele era o comandante. Logo, a responsabilidade era dele.

Na Libertadores os números não refletiam a realidade. Uma partida ruim na Argentina (empate com a expulsão de Victor Hugo); duas partidas em casa contra JW e Peñarol e vitórias no sufoco. Peñarol lá, com uma virada depois de um primeiro tempo péssimo, principalmente pelo esquema e jogadores adotados pelo treinador. Mas o bom segundo tempo, a briga e o desabafo contra a imprensa pareciam que ia dar uma sobrevida a Eduardo.

Só que não. A péssima partida contra o JW apenas uma semana depois da heróica vitória de Montevideo selou o fim da curta carreira do treinador na SEP. Foi a derrota? Sim e não.

Eduardo não saiu por causa da derrota para o JW. Saiu porque durante cinco meses e 23 partidas não conseguiu apresentar um padrão de jogo digno para um elenco que deve ter custado uns 200 milhões de reais nos últimos 2 anos. Não tinha a obrigação de ser campeão paulista mas tinha a obrigação de chegar na final. Não tinha a obrigação de vencer todas as partidas na Libertadores mas tinha a obrigação de fazer o time jogar bem. Não conseguiu fazer nenhuma das duas coisas. Então perdeu o emprego. Acontece em qualquer lugar.

Deve ter colaborado o fato que Cuca levantou a mão e disse: estou de volta. Quanto? Ninguém sabe.

Mérito para a diretoria executiva (Mauricio e Mattos). Pior do que errar, é persistir no erro. Corrigiram, espera-se que a tempo. Depois que contratou Eduardo, muitos pediam a cabeça do treinador após a derrota contra o Ituano. Seria uma estupidez demitir naquele momento, seja porque ainda não era possível uma avaliação, seja porque não havia substituto. Um erro (olhando agora podemos dizer que foi um erro ter contratado Eduardo) não justificaria outro (mandar embora com apenas dois ou três meses por conta de uma derrota para o Ituano).

O timing parece ter sido correto. Apesar de termos dado o Paulistão de graça para o adversário. Agora é torcer para passar bem na Libertadores, vencer o Inter em casa pela Copa do Brasil e arrancar bem no Brasileiro.

O palmeirense voltou a ficar otimista!

***

Só isso?

Não!

Como sempre nesse espaço há uma provocação. E a provocação é a seguinte: é possível mudar esse processo de escolha de treinadores? Não falo só do Palmeiras; falo de qualquer time. Assim evitar demissões no meio da temporada, que só encarecem as folhas dos clubes e geram interrupções no planejamento do futebol.

É possível envolver mais pessoas e criar processos estruturados e menos empíricos na contratação de um treinador?
É possível formar treinadores a partir da base ou dos auxiliares dos treinadores – casos de Guardiola e Luiz Enrique, que por sinal também está saindo do time catalão ao final desta temporada depois de ficar de 2014 a 2017?

Há que se criar condições para os treinadores terem mais longevidade nos seus clubes. Da mesma forma há que se criar condições para que as escolhas tenham menor chance de erro. Hoje – e coloco em negrito porque é uma visão de fora – aparentemente tudo fica muito concentrado em poucas mãos. E isso é ruim, pois evita o debate dramatizado na primeira parte desse texto.

Se cheio de processos de recrutamento, apoio de grandes escritórios de Executive Search, vários entrevistadores, currículos, etc, as grandes empresas erram na contratação de executivos (que ganham menos do que treinadores renomados e sofrem menos pressão), imagine um time de futebol.

Pra se pensar.

Saudações Alviverdes! Boa sorte Cuca!!

71 Comments Added

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  1. Renato 14/05/2017 | Responder

    Um feliz dia das Mães para todos nós palmeirenses!
    Que o Palmeiras faça uma boa estreia e dê como presente as nossas Mães uma bela vitória!

  2. Roberto 14/05/2017 | Responder

    Primeiro jogo e o apito amigo fez a sua estreia para o time da globo. O comentário do gamba-wiiliam no lance do pênalti escandaloso a favor da chape foi antológico “a orientação do quadro de árbitros é para marcar, mas na Europa eles não costumam marcar” sensacional. E o Milton que beleza Leite foi de um silêncio sepulcral. Mais um ano que promete!

  3. Renato 13/05/2017 | Responder

    Amanhã começará o ano para valer para o Palmeiras. Lamento o site 3vv não ter aberto um post para que nós pudéssemos dar a nossa opinião a respeito do time neste campeonato brasileiro.
    Que começou hoje com empate entre Flamengo x Atlético-MG e também entre Gambás x Chapecoense (com 5 minutos de acréscimos no 2o tempo).
    Eu escrevi aqui que para competirmos pelo bicampeonato será primordial fazer 6 pontos contra os rebaixáveis , vencer em casa os grandes e beliscar um empate fora.
    Que assim seja ! Avanti Palmeiras !

    • Entendo que existem duas formas básicas de se vencer campeonatos de pontos corridos. Numa delas, ganha-se os jogos contra os pequenos e médios e administra-se a campanha contra os “concorrentes diretos”. O Cruzeiro fez isso, não me lembro se em 2013 ou 2014, e o Chelsea acaba de ser campeão inglês mais ou menos assim. Outro jeito é matar os rivais diretos ao título em casa e fora, como os Gambás fizeram em 2015, algo que permite alguns tropeços aqui ou ali contra os “turistas da Série A”. Com o Bap tenho certeza de que terminaríamos o ano com uma das piores campanhas como visitante, e haveria uma crise de abastecimento de fraldas no mercado. Com o Cuca, o elenco empenhado, um lateral esquerdo que aguente a temporada e o salto alto fora de campo, as chances de título já começam em 50%.

  4. Os “favoritaços” ao título empataram. Manchete do UOL: “Em jogo eletrizante, Fla e Atlético-MG empatam no início do Brasileirão”. Caso o Palmeiras ganhe por 3×0 amanhã, leremos algo do tipo: “Cucabol funciona e Palmeiras sai do sufoco”.

    • Renato 13/05/2017 | Responder

      Eduardo, não tenho a mínima ideia do que vai acontecer nesse campeonato brasileiro. Porém, para repetir as dobradinhas (73/74 e 93/94 e 2016/2017) será fundamental fazer 6 pontos contra esses times:
      Atlético-GO
      Ponte Preta
      Avaí
      Bahia
      Vitória
      Chapecoense
      Coritiba
      Times considerados pequenos e claro vencer os grandes em casa e beliscar empate fora.

      • Renato 13/05/2017 | Responder

        Esqueci o time do Vasco.
        Temos que obrigatoriamente também fazer 6 pontos contra eles.

        • Faltou a dobradinha 67/67, para desespero de “jornalistas” do nível do Kfouri, que não questionam dois campeões no mesmo ano na maior parte dos países da América do Sul. Ano passado tivemos um aproveitamento fantástico contra os times da parte de baixo da tabela, e isso foi fundamental para o título. Acho que a conta é simples: cada tropeço contra essas equipes obriga a uma vitória fora, ou pelo menos a soma de quatro pontos (vitória + empate), contra um “grande” para manter a vantagem. Em 2016 contra Santos, Fla e Galo fizemos apenas 6 de 18 pontos possíveis, mesmo assim chegamos 9 na frente do vice.

    • Não me lembro se ontem ou anteontem, estava vendo um programa na fox sports, e os comentaristas palpitando pros jogos da 1a rodada, todos cravaram vitórias por goleada dos gambás e vitória dos urubus. E um deles cravou vitória do vasco contra nós. Eu não sabia se ria ou se mudava de canal. Sim, gambás eram favoritos, mas o resultado mais provável pra Atlético Mg e Flamengo era um empate. Do mesmo jeito que se fosse Palmeiras e Atlético ou Flamengo, o resultado mais provável seria um empate também, pelo menos nesse início de campeonato. É muito torcedor e pouco repórter na tv.

      • Sexta-feira na ESPN, dos quatro comentaristas da mesa três apontaram palpite seco no favorito ao título: Flamengo. As justificativas foram aquelas estapafúrdias de sempre. O único que palpitou “Avaí”, para avacalhar e ao mesmo tempo demonstrar a total imprevisibilidade do campeonato, foi justamente o único flamenguista presente (de quem muita gente não gosta mas que nunca deixa de ter argumentos). Essa emissora já é obrigada a incluir na sua programação, extremamente repetitiva e cada vez pior, informações sobre filmes lançados pela dona do canal (o grupo Disney). No dia 4, chamado de “May the 4th Be with You” (data alusiva à estreia de “Star Wars” nos cinemas há 40 anos), faltou colocarem o Chewbacca apresentando o Bate-Bola. Parece que além de evitarem críticas aos esportes americanos, os “patrões” proibiram qualquer comentário negativo aos urubus cariocas, sob risco de demissão sumária. Subserviência total e ridícula.

  5. Philipe Frois 13/05/2017 | Responder

    Troca troca entre os Palestras novamente. Vai Rafa Marques, vem Mayke. Parece uma boa troca, mas como diria Milton Neves, parece tão bom mas tão bom que na verdade pode ser ruim. O Mayke jogou muito no cruzeiro em 2013/2014. De lá pra cá virou um jogador fraco, tipo Egídio. Não sei se um clube em sã consciência trocaria seu lateral direito titular de 24 anos por um atacante/ meia/ pereba de 35 anos que nem joga direito e nunca foi unanimidade em lugar nenhum. De qualquer forma vamos torcer pra dar certo né, provavelmente vem pra ser titular e o Jean será deslocado para o meio por causa da suspensão do Felipe Melo, essa é a impressão q eu tenho. Ainda espero um lateral esquerdo que é muito mais urgente!

    • A mídia já cai de pau destacando o fraco desempenho defensivo do Mayke no Cruzeiro. Não vi a contrapartida, mostrando o “excepcional” desempenho do Rafa Marques no ataque palmeirense, mas aí seria esperar demais. Só esqueceram de dizer que lá existe um enganador que nunca é culpado de nada e que ganhou seu último título em 2009 com boa ajuda do apito, e que cá existe um treinador vencedor e competente. Em todo caso, concordo que nosso maior problema ainda esteja na lateral esquerda.

  6. Alex 13/05/2017 | Responder

    Chegando Juninho e Mayke, saindo Porpeta e Rafael Marques e VH.
    Aos poucos vamos sanando nossas carências e tirando os que estão descompromissados.

    • Reynaldo Zanon 12/05/2017 | Responder

      Se punirem o clube será uma aberração e ficará escancarado que eles realmente perseguem os clubes brasileiros. A vítima (Palmeiras) sofrendo punição será um absurdo!

      • A responsabilidade do que aconteceu após a partida, contando com a conivência da arbitragem, evidentemente foi do Peñarol. Porém, se tivéssemos um treinador mais capacitado e experiente, que não precisasse queimar duas substituições no intervalo para corrigir a fenomenal ca.ga.da que fez na montagem da equipe que iniciou o jogo, ele poderia perfeitamente ter tirado o Felipe cinco minutos antes do final, mandando-o antecipadamente para os vestiários. É para se pensar o quanto atitudes absolutamente equivocadas (no caso, escolher um técnico incapaz e fazer declarações provocativas) podem ter consequências desastrosas. E mais uma vez saliento: nada justifica a covarde tocaia armada pelos uruguaios.

  7. Gustavo Aroni 12/05/2017 | Responder

    Quanto à decisão da Conmebol não esperava algo diferente. Eles sempre fazem de tudo para f.od.er os times brasileiros. Não passamos de meros mac.aquit.os.

  8. Philipe Frois 12/05/2017 | Responder

    Felipe Melo 6 jogos suspenso na libertas, é isso mesmo? Será que o professor Cuca vai conseguir acertar o meio campo com Thiago Santos pro mata mata? A qualidade cai absurdamente!

    • Gustavo Aroni 12/05/2017 | Responder

      Esse Thiago Santos é dose pra cachorro louco. É ruim e só bate. Para mim, o Felipe Melo fará muita falta. Um baita abacaxi para o nosso novo salvador.

      • Sei que muita gente torce o nariz, principalmente pela falta de grife, mas nessas horas faz falta o Matheus Salles. Talvez fosse o caso de improvisar (algo não tão raro nesse time, mas impensável para quem pretende ter “o melhor elenco da galáxia”) Zé Roberto de volante e Michel Bastos de lateral, principalmente porque Thiago Santos não passará eventuais cinco partidas com apenas um cartão amarelo na conta.

  9. Faltam pouco mais de 24 horas para que a maratona de 38 decisões em cerca de sete meses tenha início, sabemos que a pressão e a cobrança pelos lados do Palmeiras será enorme, mas sem dúvida o mais difícil já começou. A imprensa esportiva adota, desde hoje, o “cheirinho de hepta”, que provavelmente teremos de aguentar até novembro ou dezembro. É soda limonada, sem gás.

    • Gustavo Aroni 12/05/2017 | Responder

      Pois é, e desta vez partindo do próprio presidente. Não aprendem mesmo. Se bem que…se o Cuca conseguir fazer com que nossos jogadores joguem um bom futebol (ou mesmo no San Gennarobol), conquistando a Libertadores, não me importo que o Flamídia sinta o cheiro e pape o Brasileirão (apesar de eu torcer contra isso, sempre).

  10. Eliminações de competições importantes para times do escalão de Argentinos Jrs., Millonarios, Goiás (já rebaixado), Tijuana, Santo André, Ipatinga e Atlético Goianiense, sendo algumas delas em casa, interesses pessoais e politicagem se colocando à frente do clube, crise financeira e caos técnico. Esse era o Palmeiras do Século XXI até o início de 2015, quando parece que o sapo (não o sapo-boi turco, que ainda dá seus pulos por lá) enterrado no CT da Barra Funda saiu de seu túmulo, pulou o muro e foi assombrar os vizinhos “exemplos de organização”. Em menos de um mês o “Tri-Mundial” foi tri-eliminado, e agora está livre para pensar exclusivamente no planejamento para fugir do rebaixamento do Brasileirão. Tudo bem que ainda não estamos completamente livres do risco de sermos eliminados por um time argentino de quinta categoria em casa numa competição internacional, mas botar o Defensa y Justicia no mapa do futebol mundial é para poucos. Proféticas as palavras do Aidar, ele só errou o nome do time que se apequena cada dia mais.

    • Reynaldo Zanon 12/05/2017 | Responder

      Muito boa análise. E o melhor de tudo é que o Palmeiras que ressurgiu a partir de 2015 tem consistência, devido à excepcional conjugação torcida grande e fanática + Allianz Parque = vultosas receitas. E esta realidade veio para ficar. É irreversível. Ontem a bilheteria daquele clube foi de cerca de 300 mil reais. Impensável para o Palmeiras nos dias atuais. É só termos um mínimo de competência para mantermos hegemonia por longuíssimo período.

      • É por causa desse “mínimo de competência” que não podemos cravar que o processo é irreversível. Depois de 1993, tinha certeza de que os dias sombrios haviam ficado pra trás, mas a filosofia da “austeridade” (que infelizmente não morrerá junto com o Mustafá) nos jogou em dias muito piores no século XXI. Enquanto não tivermos estruturas que nos garantam sucesso mesmo com dirigentes incompetentes e sem farto apoio de patrocinador, estaremos na roda gigante do futebol, que ora nos coloca lá em cima, ora lá embaixo. Os últimos presidentes tiveram chance de fazer essa mudança estrutural e abdicaram dela. Sem isso, a irreversibilidade vai até a página 10.

  11. Gustavo Aroni 11/05/2017 | Responder

    Tem que arrumar ambas as laterais. Dois titulares, nada de meia-boquice. E Jaílson de titular, pra ontem.

  12. Acho que precisamos sim de contratações, pelo menos um lateral de cada lado. Jean e Zé darem certo mais uma temporada é arriscar demais. E traria E.Ribeiro, considerando que em breve teremos jogos em média a cada três dias. Quanto a Alectreino, sua saída já se consuma como um dos maiores reforços para o Brasileiro.

    • Marco 11/05/2017 | Responder

      Everton Ribeiro está mais próximos da mulambada, mas parece que Aranguiz foi sondado pelo Palmeiras. Particularmente sou mais o Aranguiz, ele jogou muita bola no Inter e no Chile, é mais versátil, está numa Liga muito forte e cairia como uma luva no nosso meio campo.

      Também acho que precisamos de um LE, mas não sei qual opção seria uma boa…. é uma posição bastante escassa

      • Talvez o Aránguiz seja uma boa, mas tenho receio do excesso de gringos no elenco. Pode ter jogado bem no Inter, mas está há mais de um ano no Bayer Leverkusen, que atualmente está a apenas três pontos da zona de rebaixamento do Campeonato Alemão. O último estrangeiro que veio nessas condições (temporada obscura em time mediano da Europa) foi o Barrios, que deu no que deu. Por outro lado, o Éverton Ribeiro está disputando uma liga fraquíssima mas é o dono do time, que poderá participar do Mundial se vencer a “Champions” asiática. Particularmente, considerando o momento atual de cada um não botaria a mão no fogo por nenhum deles, mas se forem as “melhores” opções disponíveis e lembrando do último chileno que passou por aqui consideraria a vinda do Éverton, que além disso deixaria de reforçar um rival.

  13. Leu 11/05/2017 | Responder

    Repito o que já disse outras vezes: necessitamos da contratação de 02 (DOIS) laterais esquerdos; se “somarmos” os dois que temos dá “meio”. Também acho que precisamos de um reserva para o Borja (o Willian não é centroavante).

    • Alex 11/05/2017 | Responder

      Eu fixaria o M Bastos na lateral esquerda, com o Zé na reserva.
      A não ser que tragam alguém de fora pra posição. No Brasil o nível é baixíssimo.

  14. Philipe Frois 10/05/2017 | Responder

    Alecpança fora do Verdão. Ufaa rs…tão falando que o Cuca já pediu reforços. Pra mim só um lateral esquerdo é necessário por questões óbvias. Tão falando tbm do Everton Ribeiro e minha opinião é que eu gostaria que o Palmeiras parasse com esse negócio de ficar querendo contratar todo mundo. Gostaria que um técnico fosse capaz de transformar o Yohan e o Raphael Veiga em grandes jogadores pq potencial os mulekes tem. Everton Ribeiro tbm não era ninguém e se transformou num ótimo jogador ( não é craque ) com o tempo . Se for pra trazer um craque legal, se não , faça um time campeão com o ótimo elenco q temos pro nivel do futebol brasileiro atual.

    • Renato 10/05/2017 | Responder

      Isso aí. Chega de contratar.
      Coloca o Veiga e o Hyoran eles têem potenciais para jogarem.
      Estão sendo sub utilizados.

    • Reynaldo Zanon 10/05/2017 | Responder

      Concordo. Não tem cabimento técnico nenhum estar insatisfeito com o nosso elenco. Está faltando os técnicos mostrarem a sua capacidade em montar um time competitivo. Não que eu esteja reclamando da suposta vinda do Everton Ribeiro, mas o Cuca não pode reclamar nem exigir nada.

  15. lito 10/05/2017 | Responder

    Esse Juca Quifuro e o tal de Arnaldo do ESPN são de dar ….
    Não perco tempo assistindo esses caras, pois a imprensa em sua maioria está “” nas calças por causa da volta do Cuca. Dá-lhes professor.

  16. Paulo Esteváo 10/05/2017 | Responder

    Criscio mais uma vez parabéns pela narrativa. Sua capacidade analítica de traducao das alamedas ao publico eh algo motivador quando se vislumbra o ponto futuro. O poetinha paulistano preveu comportamentos inócuos dessa monta : Vou me embora pra Passargada lá sou amigo do rei.

    Felizmente o rei se foi e o Palmeiras é uma democracia em evolucao

    Vrummmmmmmm

  17. Paulo Esteváo 10/05/2017 | Responder

    Criscio mais uma vez parabéns pela narrativa. Sua capacidade analítica de traducao das alamedas ao publico eh algo motivador quando se vislumbra o ponto futuro. O poetinha paulistano preveu comportamentos inócuos dessa monta : Vou me embora pra Passargada lá sou amigo do rei.

    Felizmente o rei se foi e o Palmeiras é uma democracia em evolucao.

    Vrummmmmmmm

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