Opinião: vai ter que ser paciente

Opinião 3VV
Com a colaboração do Estagiário Sr.

Ainda com dor de cabeça pelo mau resultado da rodada, o palmeirense foi dormir neste domingo com três dúvidas na cabeça:

– Nosso time (e elenco) não é tudo isso que acreditava?
– Cuca não é a salvação e só foi campeão ano passado porque tinha Jesus e Moisés (sem trocadilhos)?
– Isso tudo é momentâneo e logo logo Cuca e o elenco vão estar na mesma sintonia e o time voltará a vencer de forma consistente?

Apesar da paixão incondicional do palmeirense e sua bipolaridade – ora vamos vencer o Real Madrid, ora vamos perder tudo em 2017 – talvez as três dúvidas sejam pertinentes.

Quem acreditava que tínhamos um super elenco começa a ficar preocupado. Com carências nas laterais, sem um meia para substituir Guerra, algumas peças caindo de produção (Jean, Tche-Tche, Dudu…) e Borja demorando pra emplacar, esses primeiros cinco meses e alguns dias do ano serviram para mostrar que nosso elenco tem vulnerabilidades. Preocupantes, afinal gastou-se muito dinheiro nele. Essa conta vai pro Mattos. Mas quem paga no final do dia é o Palmeiras.

E Cuca? O treinador deve ser junto com Tite o melhor que temos no Brasil. Mas não faz milagres. Ele mesmo disse isso. Sem a espinha dorsal Victor Hugo – Moisés – Gabriel Jesus (e principalmente por conta destes dois últimos) Cuca precisa achar outra formação. Guerra é muito bom, mas parece lento para a saída de bola rápida que víamos em 2016. Jesus (figuradamente) fazia milagres enquanto Borja ainda precisa se adaptar a outro estilo de jogo. E Moisés deve ainda levar dois ou três meses pra voltar.

O que se espera e torce: esse time ainda vai melhorar. Cuca vai encontrar a melhor formação. Está testando os jogadores em diferentes posições. Já na partida contra o Atlético MG percebeu-se alguma evolução. Keno teve uma chance boa no primeiro tempo, Willian desperdiçou um penal e Borja, no 2o tempo, quase marcou em boa jogada de Keno. Pode parecer pouco, mas é muito se comparado com as últimas três partidas.

Mas o que me parece é que ser considerado franco favorito a tudo e eleito o melhor elenco do Brasil, tem atrapalhado os jogadores. Muita conversa, muitas entrevistas, muito papo sobre excesso de dinheiro e estrutura, com certeza não fizeram bem. Ano passado Cuca fez o contrário. De patinho feio, o treinador levantou a auto estima do elenco. Esse ano, é o inverso. Tem que baixar a bola e fazer o pessoal correr e jogar pelo prato de comida, mas sem pressão em ser o maior do Brasil.

Ou seja, boleiros e professor precisam trabalhar e encontrar a melhor formação e plano de jogo o mais rápido possível. Enquanto isso o palmeirense precisa ter paciência com Cuca e elenco. Não por condescendência, mas porque não tem alternativa. Esse é o elenco que vai até o final do ano disputar Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro. Pode até haver um ou dois reforços, mas o time é esse aí. E se quisermos chegar a algum lugar em 2017, elenco e comissão técnica vão ter que melhorar muito, mas a torcida vai ter que fazer sua parte e abraçar mais uma vez o elenco como o fez em 2016, e “blindá-lo” contra as cobranças. O Allianz precisará voltar a ser o inferno verde.

Por enquanto é esfriar a cabeça e esperar mais avanços nas próximas partidas.
Afinal, não estamos na fila como o vizinho de muro…
Esperamos que a evolução venha a tempo para conquistar os títulos – todos eles, sem priorização – que estamos disputando. Afinal foi montado um elenco forte para isso. Ou não?

Saudações Alviverdes!