Palmeiras 3×1 Fluminense: os detalhes hoje ajudaram

Futebol tá ficando muito complexo! E analisar o momento do nosso time é tão complexo quanto.

Por exemplo, o time, elenco e mesmo Cuca foram criticados nas últimas quatro partidas. Principalmente pelas derrotas e pelas decisões erradas do treinador. Críticas justas.

Mas curiosamente os vilões das últimas partidas foram os melhores em campo nesta tarde de sábado. Prass (criticado por uma falha no gol do Coritiba, além de ter falhado em partidas anteriores) e Guedes (onde cogitou-se que o jogador sairia na janela do meio do ano) foram bem neste sábado: Prass salvou o time duas vezes, a segunda, aos 46 do 2o tempo, quando a partida ainda estava 2×1. E Guedes, responsável direto pelo 2o e 3o gol.

O time jogou melhor que o Fluminense. Mesmo com elenco muito desfalcado: Mina, Moises, Dudu, Borja … e pode colocar nessa lista ainda Arouca e o zagueiro Thiago Martins. O elenco tem deficiências? Sim, mas é inegável que os quatro primeiros são titulares desse time.

Mais: boa parte do jogo contra o Fluminense o Palmeiras teve maior posse de bola. Mesmo assim não teve um desempenho brilhante no ataque. Keno teve uma boa chance no primeiro tempo e Tchê Tchie no segundo. Mas tudo podia ter sido diferente se aos 46 minutos Prass não faz aquela defesa. O 3×1 viraria 2×2. E hoje todos nós estaríamos mais uma vez na depressão da perda de dois pontos “fáceis”.

Mais uma? Jean está mal. Muito mal! Hoje o gol dos cariocas saiu em cima dele. E Cuca corretamente mudou. Primeiro tirou Jean da lateral e mandou Tchê Tchê para lá. Depois, no intervalo, colocou Thiago Santos no lugar do volante. Mais tarde, Felipe Melo se contunde e Cuca é obrigado a mudar.

Com apenas mais uma substituição, Guedes cansado pede pra sair. Cuca segura, demora e sem querer querendo acerta, pois Keno se machuca. Se Cuca muda 5 minutos antes, o Palmeiras jogaria com com 10. E aos 48, Guedes – mesmo cansado – corre metade do campo adversário e faz 3×1.

Ganhou por 3×1. Dominamos o jogo. Mas o resultado é tão enganoso quanto talvez a derrota para o Coritiba (onde os dois times não mereciam ganhar).

Quer mais? A tabela palmeirense é ruim. Para um time que está fazendo uma nova pré-temporada – ok, aí a culpa é da gestão e da presença de Eduardo Baptista no início da temporada – jogamos a rodada 6 onde já fizemos um clássico como visitante, pegamos dois times que largaram bem no campeonato também como visitante (Chape e Coritiba), pegamos o rival direto pelo título no Allianz (e empatamos). Neste sábado jogamos contra o então 4o colocado no Brasileiro (sem os titulares, e ganhamos) e agora vamos disputar mais um clássico na casa do adversário. Justifica a campanha ruim? Claro que não. Mas pode explicar algumas coisas.

Enfim, o futebol, como em muitas coisas na vida, é o lugar onde os fins são mais valorizados que os meios. Com a vitória o Palmeiras ganha confiança. Mais uma vitória na Vila no meio da semana e o crescimento na tabela ficará mais evidente.

Tudo isso pra se constatar o óbvio. O time não era tão ruim… nem tão bom. E a situação na tabela, antes da R6 não era tão dramática. E após a rodada de hoje também não é para ser tão otimista. Futebol é isso aí. O que se espera é que o elenco melhore, Cuca acerte a mão, e a diretoria reconheça as falhas do elenco e corrija os problemas a tempo de ainda reagir no Brasileirão 2017.

Saudações Alviverdes!