Entrevista de Mauricio Galiotte

O Presidente Mauricio Galiotte deu entrevista coletiva neste sábado pela manhã, menos de 24 horas depois da demissão de Cuca.

Seguem alguns trechos:

Sobre a saída de Cuca

“É importante a gente falar primeiro do Cuca. Eu queria agradecer o Cuca pela conquista do Brasileiro no ano passado. Eu quero sempre ressaltar a importância do Cuca para o Palmeiras. Neste ano nós não tivemos o mesmo desempenho do ano passado, não tínhamos a evolução que esperávamos.

Depois do jogo contra o Bahia, o representante do Cuca nos procurou dizendo que ele estava desgastado, muito próximo do seu limite. Conversamos sobre isso. Nossa situação era parecida e, em comum acordo, decidimos pelo encerramento do ciclo, sempre respeitando o profissional.

Sobre técnico, vamos tratar em outro momento. O técnico do Palmeiras é Alberto Valentim até outra situação que passe aos senhores.

(…) Tem outra situação que não disse. O fator principal do desgaste do treinador é o resultado. Quando não tem, a pressão é ainda maior. Obviamente, o Cuca tinha essa pressão. Mas, além disso, a falta de evolução também criou o desgaste. E tem uma posição que o representante do Cuca nos passou ontem, que é uma situação familiar importante.”

***

Sobre Roger Guedes

“Ele teve uma situação de vestiário muito comum. Vai passar por período de reciclagem, de treinamentos e no momento certo vai estar com o grupo.”

***

Sobre o planejamento e o ano de 2017

“Claro que tivemos erros, senão teríamos títulos e não estaríamos falando de troca de treinador. Não é nossa filosofia a troca de treinadores, não é o que desejamos. Mas em algumas situações somos obrigados a agir, e foi necessário. Em 2015 tivemos troca de treinador, e fomos campeões. Em 2016 também. Em 2017 a situação se repete, mas a gente não consegue título.

Nossa ideia é que quanto mais tempo o treinador tenha para treinar, mais chance de resultado. Porém, não temos receita pronta.

No início do ano nós tivemos contratações e mantivemos boa parte do time campeão. Naquele momento a avaliação era de que o Palmeiras seria campeão, um dos favoritos. Depois, a contratação do Cuca potencializou ainda mais. Plantel forte e treinador vencedor.

Toda essa movimentação, esse planejamento que criou essa expectativa tão grande. Naquele momento, foi avaliado como um bom planejamento. Só que existe o imponderável do futebol. O importante é que temos convicção de que estamos trabalhando para ter um Palmeiras forte sempre. O grupo é competitivo, no ano que vem será também. Estamos preparando o Palmeiras para os próximos anos.

Estamos hoje aqui fazendo um ajuste pontual. Não era o que queríamos, mas tivemos que fazer. No ano que vem, também teremos um time bastante competitivo. Não podemos considerar um ano positivo, porque não foi, mas estamos brigando no G-4. Isso já passa a dimensão do nosso planejamento, de onde queremos chegar. Num ano que não foi positivo, estamos entre os primeiros do campeonato.

(…) Em relação a planejamento, não temos a receita da conquista. Ninguém tem. No futebol, acontece. Você trabalha, planeja, tem nomes e às vezes consegue, às vezes não. Uma equipe será campeã, 19 não vão vencer. Então, 19 teoricamente não fizeram bem feito. A gente sabe que não é isso. Óbvio que alguma coisa não deu certo, mas fizemos tudo que imaginávamos que deveríamos ter feito.”

***

Sobre a classificação para a Libertadores 2018

“É obrigação, temos que buscá-la. Agora, nós sabemos que outras equipes estão brigando também e também têm condições. Obrigação, nós temos de título. O título hoje é muito difícil. Matematicamente, existe possibilidade, mas é muito difícil. Por isso que estar na Libertadores é o objetivo no momento. Estou sendo muito realista.

Não foi ano bom, fizemos planejamento. Mas em um clube como o Palmeiras, com nossa envergadura, poder de investimento, estrutura, quando não tem título, não é um ano positivo. Agora, veja bem: estamos entre os cinco primeiros. Um ano que não é bom, e estamos entre os cinco primeiros. É a ideia de aonde o Palmeiras quer chegar.”

***

Sobre novo treinador e Valentim

“Quando não pudemos contar com Cuca (na primeira saída), buscamos no mercado um perfil parecido, mas é muito difícil, com as mesmas características. Hoje, o Cuca não continuando no Palmeiras, o Alberto que é o treinador. Até a gente ter outra posição, o Alberto é o treinador, e também com outra característica. Não existe no Brasil outro profissional com as mesmas características.

(…) É um grande profissional, vem se preparando, ainda está em evolução. Tem características modernas e hoje é o técnico do Palmeiras. Enquanto não tivermos nenhuma outra notícia em relação a isso, o Alberto é o técnico do Palmeiras.

***

Então…. o que o leitor do 3VV achou da entrevista? Deixe sua opinião nos comentários.