Treinadores no Brasileirão: Valentim e Carpegiani com a melhor média no 2o turno

Enquanto debatemos sobre quem será o novo treinador palmeirense para a temporada 2018 – Valentim fica? Valentim sai? quem vem? – vale a pena dar uma olhada no desempenho destes treinadores até a R35 no Brasileirão.

Claro: Carille é o grande vencedor. Após 35 rodadas, o treinador conquistou 67,6% dos pontos que disputou.
Bela marca. Ok, aqui não retiramos os pontos que a arbitragem ajudou a conquistar. Falha na estatística.

Mas no 2o turno, Carille despencou – junto com seu time. Fez absurdos 82% no 1o turno contra 50% de aproveitamento no 2o turno.

E quem está sobrando no 2o turno?
Dois treinadores:

Alberto Valentim e Paulo César Carpegiani, os dois com 66,7% de aproveitamento, respectivamente com 9 e 8 jogos disputados.
Claro, muito pouco para comparar com as 35 partidas de Carille. Mas algum sinal existe aí.

De qualquer forma, vejam a lista abaixo de pontos conquistados por treinador. Retiramos da lista apenas Sidnei Lobo (Cruzeiro) e Valdir (Vasco) que dirigiram apenas uma vez seus times e conquistaram os 3 pontos (100% de aproveitamento).

 

Alguns dados curiosos:

  • Jair Ventura, que era bastante badalado algumas rodadas atrás, hoje está apenas com 49% de aproveitamento;
  • Zé Ricardo, demitido do Flamengo com 50,9% de aproveitamento em 19 jogos, tem na média geral 56% de aproveitamento no Vasco e média de 53% no geral;
  • Já Reinaldo Rueda tem 46,7% de aproveitamento em 15 jogos;
  • Vagner Mancini tem uma história curiosa nesse campeonato: foi demitido da Chapecoense depois de 11 rodadas com 42% de aproveitamento. No vitória tem 47% após 19 rodadas e luta pra não cair; seu desempenho geral é 45,6% de aproveitamento em 30 jogos;
  • E o Eduardo Baptista? 41% de aproveitamento após 21 jogos (somando Atlético PR e Ponte Preta). O curioso é que na Ponte ele tem 33% de aproveitamento (no CAP foi demitido com 50%).
  • Gilson Kleina, hoje na Chape, também tem 66,7% de aproveitamento após 6 jogos. Mas na Ponte foi demitido com 38,9% de aproveitamento (mais do que EB). Pergunta? os dirigentes de Chapecoense, CAP e Ponte Preta tomaram decisões erradas quando decidiram mandar embora seus treinadores? E Flamengo?

No que nos interessa: Valentim pegou um time que não foi montado por ele e depois de 8 partidas tem desempenho de campeão. Pouco tempo e poucos jogo? Pode ser. Mas os números não mentem.

Vamos em frente… Saudações Alviverdes!

14 Comments Added

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  1. lito 28/11/2017 | Responder

    Eu acho que esse Weverton vai ser outro furo, assim como foi o Wagner. Porque não o Gatito? Já que o Prass vai renovar, Jailson fica (para mim ter que ser titular), porque não “subir” o Fuzato.
    Infelizmente com a saída do Mina, ficaremos sem zagueiro. É preciso trazer dois zagueiros de primeira qualidade, quem sabe o Gil e até mesmo o Pablo, pois Luan, Dracena são bons reservas. Juninho pode ser emprestado.
    Falta ainda um lateral direito, apesar de que o Diego pode jogar nessa posição e o Victor Luiz na esquerda. Vamos dar tempo ao Roger quem sabe.
    No mais valeu Zé Roberto, vai fazer falta.

  2. Leu 20/11/2017 | Responder

    “São Marcos” (premiado pela sul-americana como o melhor jogador do torneio) e Alex (jogou muito) ganharam aquela libertadores; o Capataz Caduco 7×1 era um mero entregador de camisas retranqueiro. Também responsável principal pela 2ª queda. A China é o melhor lugar prá ele; que fique eternamente por lá.

    • Menção honrosa ao Paulo Nunes, em alguns momentos cruciais ele também jogou muito. O Felipão teve seus méritos naquela conquista, sim, mas seus conceitos de futebol ainda estão estacionados por ali, 1999-2000, assim como o raciocínio de alguns de seus fãs ardorosos.

  3. Paraíba 20/11/2017 | Responder

    Em 2016 , trocou o Marcelo Oliveira na Libertadores.
    Em 2017, trocou o Eduardo Batista
    na Libertadores.
    Em 2018 , trocou o Valentim …
    Eu já vi esse filme , parece que não vai mudar.
    Na Europa ,dirigentes e jogadores são profissionais, aqui todos levam no jeitinho brasileiro.

  4. Continuo convicto de que HOJE a diferença do Lisca Doido pro Felipão é que o auxiliar de um é o Murtosa e o do outro é a marvada. Conceitos totalmente ultrapassados e obsoletos. Linguagem de vestiário e tarimba são mportantes, mas sem qualidade não ganham nada. O Carille tem tarimba? O Cuca por acaso é “bom de vestiário”? O capataz 7×1 “fechou” seu grupo acreditando nisso e protagonizou o maior vexame de uma seleção anfitriã na história de todas as Copas, isso é o que precisa ser lembrado pra quem quer pensar em futuro, não os títulos que ele ganhou há 20 ou 25 anos quando o futebol era bem diferente.

    Pra não dizer que não lhe dou mérito pelo que fez aqui quando seus métodos davam resultado – embora o time tivesse uma qualidade técnica infinitamente superior a qualquer atleta que o Valentim tenha nas mãos atualmente – lembro que o Palmeiras do Felipão ganhou a Libertadores com 54,7% de aproveitamento, enquanto que o time do medalhinha/Bap em 2017 não passou das oitavas mesmo com 66,6%. Se não tiver qualidade (entenda-se por isso técnica acima da média e comprometimento acima de 100%) dentro de campo e quem saiba tirar o máximo disso fora dele, passa-se a depender da sorte, do acaso, do misticismo, de San Gennaro e de outras coisas, menos de futebol.

  5. Renato 20/11/2017 | Responder

    Se não tiver jogadores nota 8 ou 9 , nada vai adiantar. Pode ser o treinador que for.
    Sofrerá muito.
    O elenco atual do Palmeiras é recheado de jogadores nota 3 ou 4 , portanto , pode trazer Mourinho ou Guardiola , o resultado será o mesmo desse ano de 2017.

      • Renato 20/11/2017 | Responder

        Não existe.
        Então dois caminhos:
        Ou trás jogadores top de fora (dinheiro tem – via Crefisa)
        Ou investe na base (coisa que já deveria estar em curso dentro do Palmeiras)

  6. Gustavo Aroni 20/11/2017 | Responder

    Eu acho que o Valentim merece ficar. Se ele não ficar, eu quero que venha o Lisca Doido, pra tocar fogo em tudo. Felipão é um ex-técnico em atividade, assim como o Luxemburgo. São laranjas que já deram todo o suco e só estão enganando faz tempo, tirando dinheiro dos trouxas. Abelão, meu Deus, ta aí, 41% de aproveitamento, e futebol no volume morto.

  7. Concordo plenamente, por isso .meu técnico pra 2018 seria luis Felipe Scolari . Conhece muito bem o
    clube, é bicampeão da Libertadores e no momento é o único que pode levar o Palmeiras a grandes conquistas.

  8. mario luiz 19/11/2017 | Responder

    Números precisam e devem ser analisados dentro de seus contextos. Valentim tem média de campeão? Tem, porém ele só enfrentou times da parte de baixo da tabela, com exceção de Gambás e Cruzeiro, o fato de termos sido muito prejudicados nesses 2 jogos não pode esconder o fato que em ambos (e em outros jogos depois) o Valentim continuou insistindo em jogadores como Juninho (mesmo tem marcado um gol contra continuou como titular), Egídio (desse aí não há mais o que falar, apenas lamentar ainda fazer parte do nosso elenco), Bruno Henrique (desde que veio não fez uma única boa partida, apenas 1 gol). Faltou-lhe, e ainda falta, “envergadura” para comandar um time como o Palmeiras, ou seja, que me desculpem os inovadores, mas eu quero mesmo é um treinador com tarimba para trabalhar aqui, chega de “jovens” cheios de idéias e cursos, que simplesmente não sabem falar a linguagem do vestiário.

  9. Nos jogos importantes foi muito mal insistindo com o tal do Egídio e do Roger Guedes. Por enquanto não serve pro Palmeiras. Volta Felipão.

  10. Avaliar a qualidade do trabalho de um treinador apenas com base em estatísticas pode ser uma furada. Lembro que os ferrenhos defensores do Bap apontavam seu ótimo desempenho percentual como argumento pra mantê-lo no cargo, não analisando (propisitadamente ou não) que uma enorme parte desse “êxito” havia sido conquistado contra os bêbados do Campeonato Paulista. Qualidade de futebol e padrão de jogo bem definido é o que acaba determinando se vale a pena insistir com fulano ou investir em beltrano, daí as estatísticas serão complementares.

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