Editorial: perdendo a vantagem

 

 

A FPF divulgou nesta 3a feira a tabela da fase de quartas de final do Paulistão 2018.

E para surpresa dos palmeirenses, o time com a melhor campanha na primeira fase irá jogar num sábado às 19 horas na casa do adversário, como manda o regulamento, e fará o jogo de volta numa 3a feira: no Pacaembu. O Allianz terá um evento e poderia estar liberado na 4a feira dia 21 ou na 5a dia 22 (veja nota da direção do Allianz Parque sobre o assunto clicando aqui). Mas fomos ignorados sobre isso. Perde o Palmeiras e perde o palmeirense.

Nem 4a ou 5a feira. Corinthians (contra Bragantino) e Santos (contra Botafogo) farão os jogos da 4a feira (um dos dois será o jogo da tv aberta). SPFC jogará domingo a tarde contra o São Caetano (provável jogo da TV aberta no domingo).

E o time de melhor campanha fica colocado como coadjuvante nisso tudo.

A diretoria palmeirense se cala sobre isso. Coloca a cabeça no buraco e alguns tentam jogar a culpa na FPF, na Globo, talvez no “um século de perseguição aos italianinhos”.

Talvez. Mas sofremos esse tipo de retaliação – que gera prejuízos ao clube e ao seu torcedor – porque permitimos essa violência contra nossos direitos. Da mesma forma que em outras situações (no sorteio da arbitragem que sempre “damos azar”; na tabela mal feita nos bastidores; na fórmula de um campeonato bizarro onde dentre 8 classificados o 1o se defronta contra o 3o colocado; na reprovação do árbitro de vídeo) o Palmeiras é sempre o que fica em desvantagem no momento das escolhas a quatro paredes.

Convenhamos: não pode ser considerado apenas coincidência. Ou pura perseguição de outros. Isso é uma absoluta incapacidade de se posicionar como protagonista e exigir seus direitos, ainda que num campeonato regional.

O elenco palmeirense é superior aos seus adversário nesse Campeonato Paulista? Sim, é. Tem condições para manter a vantagem de 4 pontos sobre seus adversários mesmo fazendo duas partidas fora de seu estádio e chegar à grande final em condições de decidir na sua verdadeira casa? Sim, tem. Mas abrindo mão de seus direitos vai diminuindo a vantagem que tem sobre seus adversários.

E futebol não é algo linear onde o favorito sempre ganha. Vantagens conquistadas dentro de campo devem ser preservadas. Superioridade é para ser reafirmada. Mas nos bastidores vamos nos permitindo perder aquilo que construímos com esforço ao longo de 12 rodadas.

Depois não adianta reclamar da sorte, do treinador, ou do atacante.

Que os deuses do futebol protejam o Palmeiras. Porque se depender de seus dirigentes…