Sobre o preço dos ingressos

 

Abrindo um espaço na comemoração da primorosa passagem do Palmeiras para a fase de semi-final do Paulistão 2018, vamos falar do preço dos ingressos.

Foi divulgada nesta 4a feira os preços dos ingressos para a Libertadores 2018 no Allianz Parque. Isso apenas para a primeira fase.

Veja tabela abaixo:

Gol Norte – R$ 180,00 [R$ 90,00 meia-entrada]
Gol Sul – R$ 260,00 [R$ 130,00 meia-entrada]
Central Leste – R$ 350,00 [R$ 175,00 meia-entrada]
Central Oeste – R$ 400,00 [R$ 200,00 meia-entrada]
Superior Norte e Sul – R$ 200,00 [R$ 100,00 meia-entrada]
Superior Leste e Oeste – R$ 220,00 [R$ 110,00 meia-entrada]
Superior Visitante – R$ 200,00 [R$ 100,00 meia-entrada]

Como o amigo palestrino pode ver, os preços variam (entrada inteira) de R$ 180 a R$ 400. A meia entrada naturalmente é 50% desses valores. Esses preços representam em média 70-80% a mais que a partida das quartas de final contra o Novorizontino.

Curto e grosso sobre esses preços: somos contra! Por mais apaixonado que seja o palmeirense, por mais milionário que seja o elenco, o chamado “match day” (como a nova geração gosta de definir) deve ser avaliado num sentido amplo. E nesse sentido, esse valor de ingresso está caro! Seja pelo poder aquisitivo médio do torcedor palmeirense, seja pelos padrões brasileiros.

Talvez a subida de preços possa indicar uma estratégia da Diretoria para forçar a migração para o plano com 100% de desconto. E indiretamente irá ajudar na venda das cadeiras especiais da WTorre.

Entretanto o grande regulador será a velha lei da oferta e demanda. Se lotarmos o Allianz nos três jogos em casa mesmo com esse preço (isso poderemos checar no borderô da renda) a diretoria poderá justificar dizendo que fez sentido esse aumento. Mas terá que avaliar conjuntamente o % de sócios-torcedores nos jogos e ainda quanto foi a migração dos planos do Avanti inferiores para o plano que dá 100% de desconto (esses dados não teremos acesso). Com esses números em mãos, aí a Diretoria poderá avaliar se errou na mão ou não.

De qualquer forma algumas preocupações vão persistir:

1. estamos elitizando o Allianz?
2. esses preços se sustentam no longo prazo?
3. talvez a pergunta mais importante: se essa precipitação se sustentar (imagine num cenário do Palmeiras ganhando tudo em 2018), qual a estratégia com o Avanti? Essa pergunta pode chegar inclusive na conclusão que o Avanti não faça sentido e a venda dos tais “season ticket” (na prática o Avanti a 100% de desconto) e a venda “spot” (jogo a jogo) traz mais valor ao clube.

Mas elitizará os jogos mais importantes, por exemplo, finais e da Libertadores.

Tema denso. Com a palavra a diretoria!

Saudações Alviverdes!