Ser ou não ser…. eis a questão

 

 

Por Vicente Criscio

“Ser ou não ser” acabou por extrapolar o seu contexto e se tornou um questionamento existencial amplo. Para além da vida ou da morte, a frase se tornou uma pergunta sobre a própria existência. “Ser ou não ser” é sobre agir, tomar a ação e se posicionar ou não diante dos acontecimentos. (fonte: www.culturagenial.com)

A discussão que acompanho nos comentários do 3VV sobre a vinda de Felipão ao comando do Palmeiras me faz refletir sobre o drama existencial de Hamlet.

A decisão era: contratar ou não Felipão? Eis a questão!

Direto ao ponto: Roger Machado não era mais viável no Palmeiras. Quem o torcedor apostaria para o lugar dele? Abel Braga foi consultado e não vinha. Felipão era a segunda opção.

Mais do que decidir se deveríamos ter trazido um treinador experiente, no auge dos seus 69 anos de idade, a escolha passava pela seguintes opções: trago um jovem treinador (qual?) e aposto novamente? ou trago alguém experiente, que sabe administrar um elenco de estrelas? O mundo do futebol brasileiro – gostemos ou não – hoje divide-se entre treinadores “jurássicos” e “jovens e promissores” treinadores. Boa parte desses últimos perderam o emprego esse ano.

A falta de treinadores no futebol brasileiro talvez seja consequência da soberba aliada à incompetência dos dirigentes do futebol brasileiro. Não se investe na formação de treinadores. O que vimos na Copa do Mundo mostra a distância que o “melhor” dentre os nossos (o tal do Tite) está dos demais treinadores.

Aqui, a solução por Felipão (óbvio, na minha opinião) era quase óbvia. Já conhece o clube, sabe administrar vestiário, sabe cuidar de estrelas. Ah… não é um estrategista: e quem é?

Felipão, cumprindo os 2,5 anos de contrato, será o treinador que mais treinou o Palmeiras nos mais de 100 anos de história. Isso não é pouca coisa. E seu histórico mostra que é um vencedor. Se mantiver a escrita, pelo menos um título deve conquistar por aqui.

Então vamos torcer por Felipão. Não se espere grande futebol. Os resultados serão assim mesmo. Alguns sofridos. Mas podemos esperar aquelas partidas épicas.

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Aproveitando o espaço desejo um Feliz Dia dos Pais a todos os amigos palmeirenses. Que tenham um dia abençoado.

Saudações Alviverdes!