Opinião: o Palmeiras que queremos… e Felipão

 

 

Por Vicente Criscio

Fazia tempo que não postava minhas opiniões. Mistura de excesso de trabalho com um lado meio observador dos tempos atuais da SEP.

Mas depois da classificação para as semifinais  da Libertadores, difícil resistir à tentação do teclado.

O Palmeiras de hoje é o Palmeiras que queremos. Seguramente dentro das quatro linhas, é o que o palestrino espera.

Elenco forte. Pode não ser tudo que esperávamos, mas é o elenco mais competitivo do Brasil. Principalmente se considerarmos não apenas os 11 titulares. Há carências em algumas posições? Sim. Mas outros times também têm carências.

Comissão técnica competente. Felipão botou ordem na casa. Em pouco tempo, com sua experiência e com o auxílio de Paulo Turra, montou dois times. O time “das quartas-feiras” e o time “dos finais de semana”. Um é cascudo e experiente em Libertadores. Weverton, Dracena, Moisés, Borja. Outro é mais leve: Prass (ou Jaílson), Luan-Gomez, Lucas Lima. E Deyverson… Mesclando com Dudu, Willian, Bruno Henrique, mexendo nas laterais, usando Jean, Guerra. Lidando com Felipe Melo… Colocando Thiago Santos pra marcar. E ainda tem a volta de Scarpa. Felipão e seus “auxiliares” fizeram em dois meses o que Roger não conseguiu fazer em oito.

Aliás, comentei com amigos, Felipão é um caso a ser estudado. Não apenas no futebol: mas no mundo corporativo. Enquanto muitas empresas (e fundos de investimentos) preferem gestores “jovens”, deixando de lado a experiência e a senioridade, Felipão dá uma aula de energia aos 70 anos de idade. Mostra que experiência é tudo. Que sabe se cercar de gente competente. Que ouve e aplica o que seus auxiliares sugerem. Mas é ele quem comanda. Com mão forte, transparência, valorizando seus “colavboradores”, e até uma certa leveza (basta ver suas entrevistas). Uma aula a muitos “jovens” do mundo corporativo que pensam que sabe…

Mas voltando ao Palmeiras.

Felipão + comissão técnica + elenco juntos podem não encantar com técnica. Mas quem encanta? O fato é que disputamos todos os títulos esse ano. Primeiro o Paulista (que perdemos nas mãos de Roger e de um árbitro covarde que de forma irregular voltou atrás uma penalidade por interferência externa).

Depois disputamos até o último minuto da 2a partida a semifinal da Copa do Brasil.

Agora estamos numa semifinal histórica contra o Boca pela Libertadores. Osso duro de roer. Serão duas partidas épicas.

E estamos até esse momento, faltando 11 rodadas, na liderança do Brasileiro. Aliás, Felipão chegou na rodada 17 exatamente 8 pontos atrás do líder. Hoje estamos empatados com o Inter mas com melhor saldo de gols.

Ou seja. Estamos disputando todos os títulos com chances de vencer todos eles.

No futebol nada é definitivo. Um mata-mata em uma noite de azar pode colocar toda a campanha a perder. Um campeonato de pontos corridos, mesmo com a superioridade do elenco, também pode trazer surpresas. Mas se esse modelo se repetir ano após ano, seguramente o Palmeiras será campeão. Ganhará algumas, perderá outras. Mas disputando sempre garante que sempre poderá ser campeão.

E é isso que o Palmeirense espera.

Deixemos para outro post o que podemos falar sobre o mérito de fora das quatro linhas. Por enquanto vamos pensar no clássico de sábado que vem.

Parênteses no post: Felipão tem tudo para se “aposentar” no Palmeiras. Treinador que terá brevemente o maior número de jogos dirigindo o time em toda sua centenária história. Será – se os deuses do futebol permitir – o maior vencedor de títulos. E será merecedor de uma estátua em tamanho natural na porta do Allianz Parque. De preferência fazendo banana para uma certa torcida….

Saudações Alviverdes! E votem direito no domingo….