Opinião: Hora de falarmos sobre política… e nos posicionarmos.

 

Por Vicente Criscio

Fim da política nacional, fim da Libertadores, Brasileirão na reta final, hora de falarmos um pouco sobre a política palestrina.

Estamos no meio de uma campanha presidencial. Em 15 de outubro passado o Conselho Deliberativo da SEP aprovou as duas chapas concorrentes. A chapa 100, de Maurício Galiotte, teve 146 votos, enquanto a chapa 200, de Genaro Marino, conseguiu 83 votos. Em 24 de novembro, os sócios do clube votarão para eleger o presidente para o período 2019 a 2021 dentre essas duas chapas.

Maurício Galiotte tem o apoio de Leila Pereira, CEO da Crefisa, Conselheira e principal alavanca política do atual presidente da SEP.  Conta ainda com apoio das alas políticas menos ligadas ao “passado” alviverde.

O “Plano de Governo” da Chapa 100 – Palmeiras do Futuro apresenta como pilares da SEP: Futebol de alta performance, Equilíbrio Financeiro, Excelência na Gestão, Patrimônio, Governança e Relacionamento.

Há 10 grupos de objetivos para o triênio 2019-2021. Pude destacar os seguintes (interpretação livre da minha parte e não exaustivo):

  1. Administrativo: racionalização da estrutura e desenvolvimento dos recursos humanos do clube.
  2. Arena: aumento de rentabilidade com redução de custos além de melhorar a experiência do torcedor em dias de jogos.
  3. Clube social: melhoria da infra-estrutura e captação de recursos.
  4. Comunicação: melhoria na gestão da imagem e modernização dos canais de comunicação.
  5. Financeiro: gestão do passivo, pontualidade dos pagamentos, qualificação das informações, melhoria da gestão do caixa e do orçamento.
  6. Categorias de base: gerador de talentos para o time principal, além de padronização da atual filosofia e parametrização de desempenho.
  7. Futebol profissional: time competitivo para disputar todos os campeonatos que participar, com sustentabilidade financeira; otimização do elenco e uso de garotos da base no time principal também estão no plano.
  8. Governança: reconhecimento do IBGC e reforço aos processos de auditoria e de tomada de decisões.
  9. Jurídico: redução de perdas e combate a pirataria.
  10. Marketing: aumento de receitas com novos parceiros, estar mais próximo ao torcedor, valorização da torcida, desenvolver um papel social e valorizar nossa história.

Um plano OK para o próximo triênio. Mas que principalmente garante o protagonismo e a presença equilibrada e construtiva com os parceiros de negócios.

Do outro lado a chapa de 200 Avanti Palmeiras de Genaro Marino tem o apoio do ex-Presidente Paulo Nobre, além do apoio de Mustafá Contursi e Arnaldo Tirone.

Li seu programa de governo. Fala em “reavaliação dos modelos de negócios” para tornar o clube com “potencial permanente de sucesso esportivo”. Não entendi bem. Vai fechar alguns negócios? Vai mexer com alguns contratos? parcerias? enfim….

O plano também bate muito na tecla Governança. Não estabelece metas claras para o período. Divide o plano em Organização Administrativa, Equilíbrio Financeiro e Governança Corporativa. Provavelmente reflexo do modelo mental dos atuais aliados, além de uma certa má vontade que esse grupo nutre pela Crefisa/Leila Pereira, além de outros parceiros.

Recordando que o grupo que apóia Genaro Marino votou contra: 1. a possibilidade de candidatura ao conselho de Leila Pereira; 2. o mandato de 3 anos para o Presidente, uma vez que – de acordo com esse grupo – encurtaria o caminho para a própria Leila se candidatar a Presidente; 3. o  reconhecimento da dívida do Palmeiras com a Crefisa, pela ajuda na contratação de jogadores entre 2015 e 2017, gerando grande constrangimento ao Presidente Maurício Galiotte e à parceria (esse assunto foi votado em Conselho Deliberativo e aprovado o empréstimo e reconhecido em balanço, conforme exigia a Receita Federal).

Nesta semana, logo após a desclassificação para a Libertadores, o ex-Presidente Paulo Nobre aproveitou o momento e deu uma tuitada criticando seu oponente (imagem ao lado). Foi criticado nas redes sociais por aproveitar uma derrota da SEP e usar isso como tema político. O ex-presidente também teve seus momentos ruins – remember 2014 onde quase caímos; sem falar na doação de Barcos, a venda prematura e discutível de Gabriel Jesus, contratações bizarras na gestão Brunoro, crises com parceiros, rompimento com a Globo para ir ao Esporte Interativo (causando sério desgaste com a emissora), ausência de patrocínio em 2014 (mesmo sendo ano do nosso centenário; lembremos da frase “não seremos reféns do centenário”…).

O curioso é que Maurício Galiotte – amigo e indicado ao cargo pelo ex-Presidente – inicialmente deu continuidade (na verdade melhorou) aquilo que vinha sendo feito de bom pela antiga gestão. Maurício Galiotte fortaleceu a profissionalização dos departamentos da SEP, manteve as contas em dia, manteve o bom trabalho das categorias de base.

Mas em minha opinião fez mais e melhor.

  • deu prioridade à reaproximação com a torcida e com os parceiros (WTorre incluída);
  • sentou com a Globo e reconheceu a importância de acertar com a Vênus Platinada, uma vez que o Esporte Interativo estava dando água;
  • diminuiu ruídos e crises internas e externas;
  • rompeu com a FPF após a palhaçada da final do Paulistinha 2018;
  • fortaleceu os laços com a Crefisa, principal parceiro do Palmeiras desde a Parmalat.

Lembrando que a Crefisa entrou em 2015. Bateu na nossa porta. E coincidência ou não, após Crefisa e Allianz Parque fomos campeões da Copa do Brasil 2015, campeões do Brasileiro 2016, vice-campeão brasileiro em 2017. Em 2018 fomos vice-campeões Paulista, semi finalistas da Copa do Brasil e semi finalistas da Libertadores, depois de 16 anos. Estamos na liderança do Brasileiro, faltando 6 rodadas, com 5 pontos à frente do vice líder.

E já estamos classificados para a Libertadores 2019. É o quarto anos consecutivo que vamos disputar a maior competição da América do Sul.

A relação com a torcida é boa (ao contrário da antiga gestão). A relação com os parceiros também é boa (ao contrário da antiga gestão). Disputamos para vencer todos os títulos, bem diferente da época anterior ao Allianz Parque e à Crefisa, quando nas mãos dos dirigentes que apoiam a chapa de oposição, lutávamos para não cair para a série B.

Nesse cenário, sempre belicoso, ofensivo na honra de pessoas da chapa da atual situação – o whatsapp já encaminha lamentáveis vídeos com críticas pessoais aos candidatos a vice da chapa de Maurício Galiotte – teremos um pleito em 24 de novembro onde a chapa 100 do atual presidente é favorita para vencer.

Nunca estivemos tão prontos para esse novo salto. A hora é melhorar o que pode ser melhorado e fortalecer aquilo que está bom. É manter o Palmeiras protagonista como vem sendo esse ano. Se disputarmos todos os títulos para vencer, ganharemos alguns. Mas sempre nos manteremos no topo de cima do futebol brasileiro e internacional.

Como sempre com muita transparência, eu como conselheiro declaro meu apoio incondicional a Maurício Galiotte. Por tudo que falei acima. E por tudo aquilo que o Palmeiras terá condições de construir nos próximos 10 anos. Aliás, incondicional é muito forte. Tem uma condição sim: que o Palmeiras continue sempre disputando todos os títulos para vencer. Que seja protagonista. Que em 10 anos seja um TOP 5 do cenário mundial do futebol. Que tenha cada vez mais profissionais e menos políticos em volta dele. Que seja administrado como uma das grandes marcas esportiva do mundo. Essa é a condição para esse apoio. E sei que com Crefisa, Allianz Parque, nossa apaixonada Torcida de mais de 16 milhões de palestrinos, nossa Marca, nossa História, a Academia de 1o mundo, ativos, temos tudo para dar esse salto.

Convido no dia 24 meus eleitores e amigos a votarem comigo na chapa 100 de Maurício Galiotte. É apostar entre o que está funcionando e promete melhorar, com um plano robusto para os próximos 10 anos sermos protagonistas de verdade, versus um grupo que defende o modelo de alianças com antigas lideranças do clube, além da certeza de brigas pessoais com parceiros mais que estratégicos.

Saudações Alviverdes!