Situação vence Presidência do COF: barba, cabelo, bigode e costeleta

Na noite desta 6a feira, 22 de março, a chapa da Situação, liderada pelo Presidente da Diretoria Executiva Maurício Galiotte, venceu a disputa pela Presidência do Conselho de Orientação e Fiscalização da Sociedade Esportiva Palmeiras para o período de 2019 e 2020.

O vencedor foi o Conselheiro Tommaso Mancini, com o resultado de 10×8 sobre seu oponente, o Conselheiro Savério Orlandi. E ainda tivemos 3 conselheiros partidários da oposição (leia-se Mustafá Contursi) ausentes.

Nos últimos anos Mustafá Contursi vinha liderando o COF e sempre tratando os presidentes a quem ele não era simpático com enorme rigor. O COF em tese é um Conselho de Orientação e Fiscalização, mas nos últimos tempos veio assumindo um papel cada vez mais controlador. Além disso, alguns dos membros da oposição a Galiotte eram acusados de sistematicamente vazar informações confidenciais para a imprensa, na forma de constranger o presidente em exercício, tais como contratos e valores pagos a jogadores.

Com a vitória do Presidente Tommaso Mancini a Situação domina os principais poderes na sua presidência (Seraphim del Gande no Conselho Deliberativo, Mancini no COF e Maurício Galiotte na Diretoria Executiva). Além disso a Situação fez a eleição do vice-presidente e do relator do COF.

É do Presidente do COF Mancini a frase que ficou famosa em 2015 em uma reunião do Conselho Deliberativo. Em uma ida à tribuna, e criticando algumas práticas questionáveis e os resultados até aquele momento da gestão do ex-Presidente Paulo Nobre, Mancini lascou a frase: “o Pavão de hoje é o Espanador de amanhã”.

Entendendo o COF

Na segunda-feira passada, dia 18 de março, o Conselho Deliberativo elegeu seus 15 representantes para compor o COF junto com os membros vitalícios (os ex-presidentes Mustafá Contursi, Carlos Facchina, Affonso Della Monica, Luiz G. Belluzzo, Arnaldo Tirone e Paulo Nobre).

A Situação venceu por 9×6. Não deixava de ser algo para se comemorar, uma vez que Galiotte teve que conviver por dois anos na gestão anterior (2017-2018) com um COF hostil à sua gestão, onde o placar entre os cofistas eleitos era 5×10.

Mas havia (e ainda há) um problema político. Os ex-presidentes são estatutariamente membros natos (vitalícios). E estes em sua maioria (exceto Belluzzo, simpático a Galiotte) são ligados a Mustafá.

Ou seja invariavelmente, em qualquer votação nas gestões anteriores, o grupo de Mustafá ditava o resultado. No período de 2017-2018 foi assim, seja nas discussões sobre a dívida com a Crefisa, liberação de recursos de empréstimos para contratação de jogadores, pareceres sobre as contas, formação de comissões, etc.

Com a vitória por 9×6 no último dia 18, o Presidente Maurício Galiotte equilibrou esta conta. Considerando os ex-presidentes aliados a Mustafá ainda há alguma vantagem ao ex-presidente, mas que pode ser revertido com negociação e contando sempre com os ausentes.

Foi assim nessa 6a feira. Em um esforço de mobilização política, a chapa da Situação conseguiu votar fechada e também a presença de Belluzzo (que votou com o grupo de cofistas de Galiotte). Assim totalizou os 10 votos.

Do lado de lá, as ausências dos ex-presidentes Paulo Nobre e Affonso Della Monica (este aparentemente está independente), além da ausência surpreendente do recém eleito cofista Guilherme Pereira, garantiram a eleição de Tommaso Mancini.

Para as votações seguintes, o placar deverá ser sempre apertado para qualquer dos lados, e as negociações e pressões de ambas as partes deverão se repetir.

Por enquanto a Situação segue, como dizem nas alamedas, com barba, cabelo, bigode e costeleta.

Saudações Alviverdes!

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