Ataques ganham jogos e defesas ganham títulos

Por Vicente Criscio

Fazia tempo que eu não escrevia. Já nem prometo mais a frequência de antes. Tempo escasso.

Igualmente fazia tempo que eu gostaria de discutir a performance atual do Palmeiras de Luiz Felipe Scolari. De verdade eu esperava um resultado não positivo. Talvez um empate contra uma Chapecoense fosse mais apropriado.

Não foi desta vez!

Mesmo assim aproveito uma brecha na agenda.

O título do post é sugestivo. Não sei quem disse isso. Um grande amigo meu de vez em quando repete, quando os palmeirenses começam a surtar com algum jogo palmeirense. Afinal de contas, Felipão é acusado por pragmatismo exagerado. Em partidas decisivas teria nos levado a derrotas. O caso mais citado é a partida contra o Boca em Buenos Aires na Libertadores de 2018. Perdemos por 0x2 porque, dizem os críticos, o Palmeiras abdicou de jogar para ganhar e só se defendeu.

Respeito mas discordo.

Após 61 jogos dirigindo o Palmeiras desde a sua volta, Felipão acumula números impressionantes. Entre 2018 e 2019, o Palmeiras de Scolari fez:

  • 61 jogos
  • 40 vitórias (a cada três jogos, duas vitórias)
  • Apenas 5 derrotas
  • 96 gols pró e 25 gols contra (um saldo de 71 gols)
  • 74,3% de aproveitamento dos pontos

Contra números, não há argumentos!



Ah o time joga feio! Será?

Talvez alguns não gostem do futebol apresentado. Não se discute isso. Mas não podemos afirmar que não há padrão de jogo.

Jogadas pelas laterais; lançamentos longos na recuperação de bola; triangulações na entrada da área do adversário com cruzamentos rasteiros ou aéreos; marcação forte; e uma incrível eficiência defensiva. Mérito dos jogadores mas também de uma excelente marcação feita pelo meio campo com ajuda dos atacantes. O time de Felipão (e Turra) apresenta uma consistência tática que pode não agradar a muitos palmeirenses. Mas é parte do mérito dos resultados que estamos experimentando há 61 partidas.

O Palmeiras irá perder em algum momento. Vai tomar gols. Faz parte do futebol. Mas a continuar assim é fortíssimo candidato ao título brasileiro pela enorme consistência que Felipão e Turra trouxeram para a equipe. Talvez o Flamengo venha atrás. E só ele.

E a Libertadores e Copa do Brasil? A vantagem do elenco grande diminui nesse caso. São 11×11 (ou 14×14). E um mata-mata tem sempre o fator “sorte” ou “azar”, além da vantagem ou desvantagem psicológica do mando de campo. O Palmeiras é também favorito, mas numa dose menor.

Talvez o palmeirense precise dar mais valor a esse momento que estamos passando, mesmo que não ganhemos por goleada em todos os jogos. Inegavelmente temos uma equipe competitiva, forte, elenco grande, aparentemente bem administrado dentro do vestiário. E com a consistência que vem apresentando, trará muitas alegrias aos palmeirenses nesse ano e nos próximos. Afinal de contas, ataques ganham jogos e defesas ganham títulos. E os títulos ficam para a história mais do que as vitórias.

Saudações Alviverdes!

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