Opinião: Encontro com a realidade

Por Vicente Criscio

Senta que lá vem DR. E texto longo.

Há derrotas que merecem ser analisadas. Não falo apenas da derrota dentro de campo. Uma partida de futebol envolve 11 contra 11 e tudo pode acontecer, mesmo quando há uma teórica superioridade de um time.

E acho que batemos de frente com a dura realidade…

A eliminação da Libertadores para o Grêmio na última 3a feira foi um duro golpe nas pretensões dos palmeirenses. Campeão duas vezes nos três últimos anos do Brasileiro (e de quebra um vice-campeonato), a maioria dos palmeirenses que eu conheço queriam e muito disputar a final dia 23 de novembro em Santiago.

E o que deu errado… de novo?

Analisando a 30 mil pés

Infelizmente para nós, só podemos analisar de longe. Não sabemos o que se passa nos vestiários, nos treinos, na concentração, nas viagens. Então vamos lá.

Olhando daqui do alto o Palmeiras se preparou. Contratou. Gastou e muito. E manteve a base campeã brasileira em 2018 e semi finalista da Libertadores do mesmo ano. Lembrando que perdemos a vaga em fatídicos 5 minutos no final do jogo na Bombonera.

Com isso e com os números sempre superlativos do clube (patrocínio, Allianz, contrato com Globo), todos – imprensa esportiva, torcedores rivais, e mesmo a diretoria, elenco e comissão técnica – reconheciam que o Palmeiras era favorito em todas as competições do ano. Principalmente na Libertadores, onde Luiz Felipe Scolari mantém sempre o time considerado “titular”.

Até a Copa América, tudo parecia lindo e maravilhoso. O “plano” traçado ia bem. Uma campanha invejável no Brasileiro, apenas uma derrota na Libertadores (e a melhor campanha da fase classificatória garantida) e o céu azul e oceano tranquilo permitiam que nosso brilhante barco verde e branco nagevasse em águas calmas.

Mas no meio do caminho tinha uma pedra… ou várias…

Choque de realidade

Apesar dos números positivos, alguns palmeirenses se incomodavam muito com a aparente falta de repertório do time dirigido por Felipão. Na prática, antes da parada da Copa América, tínhamos tido poucos confrontos mais duros (o Santos foi goleado numa tarde de sábado feliz de nossa equipe e infeliz de Sampaoli).

Mas quem conhecia um pouquinho de futebol via nossas carências.
Uma incrível dificuldade no ataque, nosso calcanhar de aquiles, nosso queixo de vidro. Deyverson – que caiu nas graças de um Felipão cada vez mais paizão e menos técnico – era o preferido para ser titular. Uma contradição num elenco milionário. Scarpa, Borja, Lucas Lima, Bruno Henrique, Dudu, Felipe Melo, Gómez, além dos reforços (?!) Carlos Eduardo, Arthur Cabral, Zé Rafael, Felipe Pires, Matheus Fernandes, Goulart … esqueci alguém?

Contratações aconteceram no intervalo. Ramires, com problemas físicos. Dourado, que não sabemos como está. Luiz Adriano, esse sim, parece bom jogador, contratado a peso de ouro. Victor Hugo, retornando da Europa.

E voltamos da Copa América. E o choque. Eliminação para o Internacional, um time limitadíssimo, apenas com aplicação tática. Perdemos a classificação no Allianz, numa riquíssima Copa do Brasil, nas 4as de final, quando podíamos ter feiro 2 ou 3 gols de diferença. E o atacante de milhões de euros (sim, Deyverson) perdeu todas as chances de contra-ataque.

Derrota para Ceará, empates em casa contra Vasco e Bahia. A perda da liderança no Brasileiro. Um cheiro ruim no ar.

A vitória no jogo de ida contra o Grêmio na 1a partida foi um alento. E os mais entusiastas – eu inclusive – levantaram as mãos pro céu e disseram: ufa, já passou.

Mal sabíamos…

A derrota pro Grêmio na 3a feira, como disse no início desse artigo catártico tem muitas lições.

O pior cego…

… é aquele que não quer ver. Já dizia o ditado.

Planejamento (se é que houve) péssimo.

Aliás, temos uma diretoria de planejamento. Não sabemos exatamente o que entrega. Mas voltando ao tópico…

Enquanto contratávamos Carlos Eduardo por 26 milhões de reais, Goulart que veio e foi, Arthur Cabral para depois emprestar, e até um jovem colombiano da base de lá, os adversários se reforçavam de verdade. Não preciso citar. Basta ver. (aliás o não aproveitamento da nossa decantada em verso e prosa base, aliado à vinda de Angulo daria outro post catártico….).

Mais: como um “novo rico” da “high society” descartamos ofertas milionárias por jogadores que definitivamente não deram certo da SEP: falo de Deyverson e Borja.

Quem paga essa conta?

Fomos eliminados pelo Inter na Copa do Brasil. Não conseguimos ganhar de Vasco e Bahia em casa (provando que não temos dois times como muitos falam). Perdemos do Ceará fora. Fomos eliminados da Libertadores “obsessão” por um elenco que deve custar metade do que custa o nosso.

Dinheiro não traz felicidade. E no Palmeiras, nem manda buscar. Pelo menos não para o palmeirense torcedor.

O que fazer?

Em uma coluna de Opinião, eu sempre dou a chance de estar errado. Portanto posso estar redondamente enganado no meu diagnóstico.

Não vou cais na vala comum de alguns e usar o argumento político. Isso é bobagem. Ou oportunismo. Se é que vocês me entendem. Quem nunca deu as caras, aparecer agora pra falar da política do Palmeiras, é no mínimo oportunista. Pra ser politicamente correto.

De qualquer forma, onde eu estava? Sim, no diagnóstico. Já foi mais ou menos dado. Me atenho nos temas técnicos, de processo e gestão. Planejamento (se é que existiu) desastroso. Contratações erradas. Excesso de soberba. Gastou-se muito em jogadores pra lá de duvidosos. Alguns casos mereceriam inclusive uma análise mais profunda com apuração de responsabilidades. Então o responsável tem nome e endereço certo. Alexandre Mattos. Excesso de poder! Não é de hoje. Vem de longa data. Mas uma hora a paciência (e tolerância) tem que acabar.

Para mim e para muitos outros palmeirenses, acabou.

Mattos deveria ter perdido o emprego na 4a feira logo pela manhã. Está provado que se esgotou seu modelo. Pode ir. Acabou. Contratações erradas, contratos de 4 anos com jogadores que nunca deveriam vestir a camisa do Palmeiras. Eliminação pífia em duas competições importantíssimas somente esse ano. Se fosse mandado embora na 3a feira depois da meia noite teria poupado o palmeirense da absurda, constrangedora e vazia coletiva da 5a feira. Aliás, o Palmeiras tem assessoria de imprensa? Ou ela também se reporta a Alexandre Mattos?

Esse modelo onde um gerente de futebol remunerado manda em tudo, em um clube onde ainda não há governança estabelecida, está errado! Venho falando aqui no 3VV desde 2014: não existe profissionalização num clube de futebol sem governança. E nossa governança é pobre. Carece de práticas, ferramentas e principalmente um poder descentralizado. E sem políticos influenciando, per piacere….

Quem me acompanha, sabe que defendo cada vez mais profissionais e menos políticos decidindo na SEP. Mas tem que haver uma estrutura e um modelo de gestão onde os profissionais decidem baseados em regras.

E esses profissionais deveriam se reportar a um órgão maior, o tal “Board” (na uso a palavra Conselho para não confundir com o atual Conselho Deliberativo, que infelizmente não tem estrutura para qualquer tipo de discussão produtiva sobre o futebol; e o COF não tem condições para isso ). Qualquer modelo onde apenas uma pessoa decide tudo (nesse caso, o Mattos) está errado. E já estava errado em 2018, 2017, 2016, …. apenas as vitórias encobriam isso. Então que pelo menos essa amarga eliminação sirva para a saída desse profissional e para a mudança do modelo.

Já!

Um modelo de gestão do futebol, com planejamento de verdade – no Palmeiras nunca vi nem comi eu só ouço falar – integrando de verdade as categorias de base. Com Governança. Com contratações baseadas em critérios técnicos e com mais profissionais opinando e ajudando na decisão. Isso falta ao Palmeiras. Principalmente quando o dinheiro parece dar em árvore (até porque, não dá!).

Ah, e antes que alguém pergunte, eu respondo: a patrocinadora nada tem a ver com a permanência de Mattos! Não é dela a decisão, como alguns acusam. Isso eu posso falar. A decisão é monocrática do Presidente da SEP.

Logo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, num modelo desses, se o gerente de futebol remunerado não funciona e fracassa, ele é o responsável. Mas carrega o Presidente junto. Logo, a caneta do Presidente deveria funcionar nesse momento.

E sobre o treinador?

Pois é… tema difícil. Até porque sou fã de Felipão.

Merece uma estátua pelos serviços prestados e títulos conquistados na SEP. Foi importantíssimo em 2018. É um treinador que enfrenta todos os problemas sozinho. Imprensa, arbitragem, federação, adversários, políticos de plantão da SEP. Um profissinal que merece todo nosso respeito.

Para um presidente de qualquer clube, é fácil optar pelo Felipâo. Foi útil para Mattos e para o Presidente quando retornou em 2018. Felipão era a escolha mais segura depois de trocar de treinador tantas vezes (remember Eduardo Baptista, Rover Machado, Valentim, Cuca…). E deu certo naquele momento, pelo menos no Brasileirão 2018.

Mas parece ter perdido o prazo de validade. Seu modelo parece que também se esgotou. Família Scolari precisa ter mais cérebro e menos coração.

Mas eu não traria nenhum treinador da velha geração. Mano, Luxa, Abel, qualquer um desses, por favor fiquem longe da SEP. Traria um sangue novo. Talvez estrangeiro. Ou mesmo brasileiro. Mas para um projeto de longo prazo.

O problema: quem tem paciência na SEP (políticos de plantão, presidente sob pressão, torcedores organizados ou desorganizados) para esperar um treinador novo fazer sucesso? o que acontecerá quando for eliminado em uma competição? quantas trombetas tocarão?

Tema para outro artigo…. talvez mais longo do que esse.

Neste domingo, contra o Flamengo, uma derrota fará todos esses pesadelos florescerem. Uma vitória poderá mascarar um problema sério na gestão do futebol da SEP. E isso seria apenas adiar mais uma vez o encontro com a realidade.

Saudações Alviverdes!

27 Comments Added

Join Discussion
  1. Mauser A Zago 03/09/2019 | Responder

    Sempre bom ler suas opiniões, Vicente. E de fato, tomamos uma senhora aula de futebol no Maracanã, tanto na bola, quanto no planejamento de montar um time com jogadores que decidem, técnico que vem pra mudar o arcaíco sistema de futebol gaúcho-brasileiro e por fim, saber influenciar todo o sistema, pois hoje, na dúvida, tudo é marcado contra nós, até VAR que está na mesma linha.

    O Felipão tinha que cair, sim.
    O Mattos tinha que cair antes dele, mas como não há critérios de governança, temos que aturar um banana escondido debaixo da mesa que só aparece na alta maré.

    Confesso que tenho saudades do centralizador Paulo Nobre, que botava tudo pra fora, cobrava, brigava com diretores rivais que vinham desdenhar dentro do Allianz parque entre outros. Até ele pelo jeito largou mão.

    • ALEX CEREDA 03/09/2019 | Responder

      Pois é, Zago. Paulo Nobre que, criticado por muitos porque brigava com tudo e com todos, fez muito mais pelo Palmeiras do que o conciliador Galiotte. Sobretudo porque, ao contrário do atual presidente, gostava do futebol do Palmeiras, gostava de futebol, e não gostava dos nossos rivais, fossem eles quem fossem.
      É, juntamente com Beluzzo, os últimos presidentes do Palmeiras com P maiúsculo.
      Dizem que Galiotte quer ser presidente da CBF, por isso a aproximação com os dirigentes de outros clubes, sobretudo os paulistas. Podia contentar-se em ser presidente de verdade do Palmeiras.

      • Leo Basile 04/09/2019 | Responder

        Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, Belluzzo, economista keynesiano, deixou o Palmeiras com um dívida absurda e impagável se não fosse o próprio Nobre botar dinheiro do próprio bolso para salvar o barco à deriva! Cada uma!

        • Concordo que Keynesianos devem ser execrados e o modo como Belluzo quebrou o Palmeiras, foi igual Keynesianos que acham que imprimir dinheiro é solução.

          Mas o homem Belluzo, me pareceu sempre Palmeirense com P maiusculo sim. Ele ama o verdão como nós, apenas foi vítima da sua doutrinação estatista…

          • Leo Basile 04/09/2019 | Responder

            Tudo bem, PCM, mas ser palmeirense é o mínimo que se espera. Não ponho em dúvida a intensa palestrinidade dele, mas não foi pequena a quantidade de bobagens que fez, muitas vezes porque colocava a paixão antes da razão, o que é pecado para qualquer administrador.

            • ALEX CEREDA 04/09/2019 | Responder

              Aí depende o que vc administra. Eu acho que no futebol, como se trabalha com paixão de torcedor, conteúdo irracional, é difícil ser apenas racional.
              Galiotte mesmo tem provado isso. É bom administrador? É possível que sim. Bom negociador? Também acho que é, mas é um c a g ã o. Não tem pulso e não tem paixão. O Palmeiras, mais do que um clube, é futebol. É sua atual razão de ser. E o presidente vem pisando reiteradamente na bola quando o assunto é futebol.

              • Leo Basile 04/09/2019 | Responder

                Considero o Galliote incompetente mesmo, assim como o Belluzzo.

              • Eu não sei se consigo concordar. É o que acontece (a mistura da paixão com administração), mas não é o ideal. Também não acho que o peso de um time passar a jogar mal, seja diretamente culpa do presidente. A ele cabem questões do macro, o Deyverson matar todas nossas chances de ataque, precisando de um resultado contra o Grêmio, essa culpa cai primeiro no colo de ex técnicos, diretor de futebol, etc. O presidente talvez tenha culpa na escolha do diretor de futebol e homem das negociatas.

          • ALEX CEREDA 04/09/2019 | Responder

            Acho que vc entendeu o que eu quis dizer. Não entrei no mérito administrativo.

  2. Mario Galhardo 02/09/2019 | Responder

    Perfeito. O cara não pode mandar em tudo e o presidente ser a rainha da Inglaterra.
    Felipão e Mattos decidem não vender o menino maluquinho para a China por uma boa grana e o presidente aceita? Ou tem personalidade fraca ou não sabe nada de futebol.

    #ManoNão

  3. Jango 01/09/2019 | Responder

    Alguém precisa falar com o Paulo Nobre de forma séria, a patrocinadora que ele trouxe vai fazer estragos perigosos no clube se assumir a presidência. A Leila não pode assumir a presidência ou as contratações duvidosas, técnico-escudo, diretor de futebol onipotente, etc vão ficar ainda mais graves.

  4. Lito 01/09/2019 | Responder

    Ser que hoje tem pipoca? Faz tempo que não perdemos para os urubus no Maracanã. Mas como esse “time” só nos surpreende, vamos aguardar. Vem mais pipoca por aí.

  5. Ronaldo 01/09/2019 | Responder

    Ótima análise. Apenas discordo da posição que considera que a patrocinadora não tem influência sobre o atual gerente de futebol, uma vez que num passado recente, se eu não estiver enganado, li ou ouvi dizer que a permanência do patrocínio estaria diretamente ligada a fato de mantê-lo no cargo.

  6. Lito 31/08/2019 | Responder

    Excelente texto. Faz tempo que comentávamos que Weverton, Luan não poderiam ser titulares. Falamos também que não temos um 9. Outra coisa quando meus precisamos do f Mello, ele não joga. Galhardo do River seria uma excelente contratação. O tal de Mattos também já está na hora de ir embora. Leva o Felipão junto

  7. Concordo boa parte da sua opinião Vicente! Mais isso precisava ser levado ao conhecimento geral do MG! Ele me parece um pouco deslumbrado com a Presidente e com o Patrocinador! O próprio clube Social virou uma “Terra Crefisa” isso é meio confunso. A Patrocinadora está 3m tudo, isso significa que tem realmente interesse em suceder o atual Presidente e ao mesmo tempo diz que não dá palpites em nada? Acho que a gestão no geral faz um bom trabalho, mais que quando o futebol não vai aparece rodos os defeitos e que precisam ser revistos! Alexandre Matos não vai sair fácil, só sai se o Presidente quiser, ou seja, se a Patrocinadora autorizar. Felipão na era para ter a estátua pronta e coloca no Palestra,” MITO”, mais já deu!!! Pode até ser campeão brasileiro, mais já deu! Renovação sempre é necessário num clube grande. Vocês Cartolas do segundo escalão, ( conselheiros ) são portas vozes da torcida l, isso da maneira mais legítima, eu mesmo com sócio não irei questionar os trabalhos do presidente! Vou torcer para que suas idéias sejam colocadas em prática, para melhorar o nosso desempenho geral nos próximos campeonatos.
    Avanti 3 VV
    Avanti Palmeiras
    🇳🇬♥️🇮🇹🏆⚽🍷💚🐭

  8. Diogo Belotto 31/08/2019 | Responder

    Obrigado Criscio, por nos mostrar sua opinião. Você é um cara que eu respeito muito dentro do Palmeiras, é uma pena que tenham tão poucos como você no Conselho.
    Está claro para quem quiser ver que tem muita coisa errada lá dentro, mas a falta de atitude de quem deveria ter é o que mais nos deixa com a pulga atrás da orelha.

  9. ALEX CEREDA 31/08/2019 | Responder

    Sempre bom ler o Criscio.
    Dito isso, algumas ponderações. Em 92, com a chegada da Parmalat, iniciou-se o projeto que culminaria com o time vencedor de 93/94. Foi contratado para ser o técnico do time Otacílio Gonçalves, na época conhecido no país e de bons trabalhos. Não era um Felipão, consagrado, mas tinha certa bagagem. E não deu certo. Trouxeram então um desconhecido, campeão paulista com o Bragantino em 90, e as coisas passaram a funcionar. Ou seja, já naquela época planejamento já não era nosso forte, e isso só foi melhorar, ao meu ver, no final dos anos 90, já com nosso modelo de co-gestão consolidado, embora em vias de se encerrar.
    Ou seja, se não for pra trazer alguém que “quebre” o status quo, melhor deixar o Felipão mesmo. Mano, Abel são mais do mesmo.
    Quanto ao Mattos e sua política de gestão de elenco, pra mim é claro que funciona para o campeonato brasileiro e apenas para ele. Mas funciona, ou vinha funcionando.
    Mas me assusta essa história de contratar um jogador para “estourar” daqui quatro anos. A contratação tem que ser imediata. Alguns jovens valores podem ser contratados para ir aos poucos se adaptando ao time, mas são alguns, não todo mundo.
    E me parece óbvio que o presidente é o principal responsável por isso, afinal, em tese, dá carta branca a tudo que acontece com o futebol do clube.
    E, por fim, deixo um questionamento para o Criscio. Em seu texto você fala que Mattos sempre teve liberdade total dentro do clube desde que foi contratado. Na época do Nobre não havia uma participação maior do presidente dentro das coisas do futebol, inclusive com o mesmo despachando de dentro da Academia e não na sede social?
    Continue escrevendo aqui, Criscio. Suas ideias, opiniões e visões nos ajudam a ver o futebol de uma maneira melhor.
    Abraço.

  10. Wagner Ribeiro 31/08/2019 | Responder

    PERFEITO ! Foi cirúrgico, gostaria muito que essas palavras sabiamente colocadas aqui possam chegar à diretoria e ao Presidente, para que algo seja feito. A junção Nobre e Leila acredito que fosse perfeita, porém, isso parece impossível. Vamos ver se Galiotte se impõe para tomar uma providência eficiente. A nós resta torcer e reclamar. Mas é duro ver times com menor poder nos deixar para trás

  11. ALTAIR ACERBI 31/08/2019 | Responder

    Confesso que no as contas 100% dos palmeirenses sao melhores tecnicos que os tecnicos que estao la.
    100% dos palmeirenses sao melhores gestores que os gestores q estao la …
    Isso enche o saco…
    Eita torcida de arrogantes idiotas ….
    Me.mostra um.modelo de gestao de gutebol no mundo todo onde nao desperdiça dinheiro com contrataçoes q nao dao certo ?
    Me mostra um modelo no mundo onde.nao tem.um cara que manda em tudo sempre.
    Me desculpem.mas entre o modelo do palmeiras ate 2014 e esse modelo q temos hj eu sou mais esse…
    Que sejam conquistados 1 titulo por ajo pelo menos e eu nao reclamo.
    O xilique da torcida de idiotas do palmeiras e esse casuismo q precisamos ser campeoes mundiais….
    Nao me importo de ser campeao brasileiro sempre ….
    Deixem o mundial para os grandes !!!!!!!
    Q bela merda…..
    Perdemos porque nossos jogadores nao souberam marcar uma jogada de bola parada idiota e porque um jogador diferenciado dez uma jogada individual maravilhosa e nao teve um bosta com culhao pra dar uma sapatada nele.
    E o grande time do gremio nao jogou bista nenhuma contra a gente nos 3 jogos que jogou contra nos
    Porque ficar jogando a culpa nas estrategias, planejamentos, taticas e teorias ….
    Parece q a idiotice dos pseudo xomentarisats de futebol esta criando uma geraçao de torcedores q acha q um cronograma e uma planilha sao reaponsaveis pelas cagadas q fazemos no campo.
    Foi no campo q perdemos o jogo. Falhamos em nao marcar os gols q podiamos marcar e falhamos em dar 2 chances ao gremio que nao e um time bobo….
    Prefiro mil vezes perder assim do q ser eliminado pelo asa de Arapiraca em casa… isso sim e vergonhoso ….

    • Diogo Belotto 31/08/2019 | Responder

      Nunca li tanta bobagem no 3vv quanto nesse seu comentário. Não costumo perder tempo com isso, mas vamos lá:
      1) Todos os times do mundo estão sujeitos a contratações que não dão certo, são de pessoas (jogadores) que estamos falando, e as pessoas mudam e erram constantemente. Mas eu inverto a pergunta pra você: quantos times do mundo desperdiçam tanto dinheiro como o Palmeiras em más contratações?
      2) O único modelo de gestão que uma pessoa manda em tudo sempre é o Totalitarismo (ou ditadura), em todos os demais modelos existem “órgãos” fiscalizadores, ou conselhos, para justamente, analisar os mandos e desmandos da pessoa responsável pelo comando, e se cabível, exigir correções.
      3) Você convenientemente separou os “modelos” do Palmeiras como antes e depois de 2014, ou seja, antes e depois do dinheiro. Administrar com dinheiro é fácil, até o Tirone conseguiria, agora administrar em tempos de vacas magras, quando você precisa vender o almoço pra comprar a janta, aí sim o bicho pega. E essa administração atual está nadando em dinheiro mas não sabe usar, não tem planejamento.

      E é esse o ponto da questão, que muitos de nós estamos indignados. Nunca o Palmeiras teve tanto dinheiro em caixa, tem o melhor Estádio da América Latina, um CT de dar inveja aos rivais, e pra que? Pra gastar contratando jogador pior que os moleques da base?
      Se pra você está bom desse jeito, ótimo, recolha-se à sua redoma de vidro da ignorância e deixe que aqueles que se preocupam (os idiotas, como você disse) escrevam argumentos e apontem os erros para tentar melhorá-los.

      • ALEX CEREDA 01/09/2019 | Responder

        Diogo, duvido que o Tironi conseguiria administrar o clube mesmo com dinheiro.
        Mas sua colocação me leva a concluir que Galiotte é tão ruim quanto ele, pelo menos na administração do futebol.

      • Parabéns, Diogo. É incrível como ainda existe gente como esse Altair. Nunca o vi por aqui e já bateu o recorde de mer.da escrita por centímetro quadrado de postagem. Vê a realidade embaixo do nariz e finge que ela não existe. Lamentável.

  12. WAGNER GIMENEZ 31/08/2019 | Responder

    Perfeito Vicente..precisamos de um planejamento e nao de um talao de cheques

    • Como você mesmo falou, na alegria e na tristeza, então não podemos crucificar um trabalho feito por várias pessoas e que de uma hora para outra não presta e tudo tem que ser trocado. Como você mesmo sabe, que isso não se faz de uma hora pra outra.
      Doido mesmo, mas o que não entendo ,como um time que vinha de uma excelente performance desaprende a de uma hora pra outra a jogar bola e fica jogando pedrinha.
      Erro técnico existe, não é sempre que o técnico acerta.
      Agora não tem jeito, temos que nos centrar no campeonato brasileiro. Aí sim se não conquistarmos o Brasileirão o ano que vem devemos traçar nós planos. Ah, começando o planejamento agora.

  13. Gustavo Aroni 31/08/2019 | Responder

    Olha Criscio, o que você escreveu está bem de acordo com aquilo que eu penso, e já imaginava que você teria esse posicionamento. Uma pena que teremos que esperar muito ainda para você ser presidente. Esperar a “Dinastia Crefisa” passar.

    • LGO 01/09/2019 | Responder

      100% certo o Vicente!
      Só não podemos exagerar e cair na burrice que a “dinastia Crefisa” faz mal ao clube.
      Acho que a turma está com saudades de brigar para não cair!!!

Leave Your Reply

Posts antigos, Por Onde Anda, e Links Patrocinados