Categorias
Brasileiro 2019 Opinião Resenha dos Jogos

Brasileiro 2019 Palmeiras 2×2 Bahia: VAR de VERGONHA

Por Vicente Criscio

O Palmeiras empatou nesta tarde de dia dos pais por 2×2 contra o Bahia em pleno Allianz Parque.

Dudu fez os dois gols

Felipe Melo foi expulso no final do primeiro tempo. No 2o tempo dois gols do Bahia. Os dois de pênalti. Os dois com ajuda do VAR.

O primeiro, vá lá. Bola na mão de Diogo Barbosa. Pênalti. Não se discute.

O segundo? Discutível à enésima potência.

Mais ainda: depois tivemos pênalti claro sobre Marcos Rocha. Nem pro VAR foi. Alegou-se qualquer irregularidade com Dudu no lance.

Eu não discuto aqui a competência, os erros e acertos de Felipão. Nem a enorme superioridade de elenco do Palmeiras contra o Bahia.

Mas alguém imagina essa ópera bufa no Maracanã num hipotético Bahia x Flamengo? Ou mesmo no Itaquerão, o Bahia teria um pênalti validado em um lance onde a bola passa sem que zagueiro e atacante tocassem nela e o juiz marca pênalti? Ou imaginem Fagner entrando na área adversária e sendo derrubado e o juiz nem vai consultar o VAR porque sei lá quem poderia estar impedido ou atrapalhando a zaga?

Há tempos o Palmeiras é a geni do futebol brasileiro. Entre os grandes somos os que mais apanhamos da arbitragem, TJD, STJD, e outros “quetais”. Por isso alguns acreditam que precisamos de um treinador “casca grossa”, mesmo que menos competente, para fazer o trabalho que dirigentes e gerente de futebol (muito bem) remunerado não fazem: bater boca com jornalista e dirigentes. Fazer valer a grandeza de nossa centenária instituição.

Mas isso dá trabalho. E é pra poucos!

E isso é uma vergonha.

Há tempos está claro o óbvio. Não querem o Palmeiras no topo dessa cadeia alimentar. Admitem os dois queridinhos da Globo (Flamengo e Corinthians, pra deixar bem explícito) e o Palmeiras que se vire em ganhar no campo, contra arbitragem e quem quer que seja. Já perdemos uma Copa do Brasil assim ano passado. Perdemos um Paulista ano passado desse jeito. Temos que lutar contra o sistema, contra a política interna da SEP, contra incompetentes com carteirinha e contra arbitragens maliciosas dentro do Allianz.

Quem consegue isso? Haja resiliência!

E esse VAR tem nome. Deveria se chamar VER. VER de VERgonha.

Vão trabalhar duro pra evitar mais um título da SEP esse ano. Nossa incompetência no planejamento de contratações – que fique claro, óbvio que gastamos errado, porque trazemos jogadores caros que não jogam, e depois temos que contratar mais caros para ocuparem aquelas vagas – será usado por parte da torcida e pelos formadores de opinião como nossas fragilidades.

Mas mesmo assim precisam do submundo do futebol para tirarem pontos.

E do alto de nossa arrogância, ficamos calados, apenas aplaudindo nossas receitas e nossas rendas no Allianz.

Até quando vamos viver no mundo de Alice?

251 respostas em “Brasileiro 2019 Palmeiras 2×2 Bahia: VAR de VERGONHA”

Esse post que está com quase 250 comentários VAR de Vergonha não significa nada perto de inúmeras vergonhas que esse time milionário do Palmeiras já fez o seu estimado torcedor passar.
Posso citar o mais recente, derrota em um amistoso, não importa que foi amistoso, mas foi derrotado pelo Guarani de Campinas que é o atual último colocado da série B.

Borja artilheiro da Liber 2018. Borja perto de ser o maior artilheiro do Palmeiras em Liber. Para um time que tem como armas técnicas chutões e laterais monstro, esta de bom tamanho. Podem trazer o R7, sem meio de campo que municie o jogador ninguém faz gol. Lembro-me do grande Ozéia que na risca do gol chutou para cima contra o Manchester. Ano passado Borja marcou na final do Paulista no itaquerão.

Todo mundo queria o Borja , inclusive voc\ê que se bobear foi até o aeroporto buscar o cara. Falar agora é
fácil.

Central de dados, olheiros profissionais, pra quê? Eu tinha certeza que esse pé de rato tinha sido contratado por causa de 2 jogos contra os Bambis, e eis a confirmação:

“São Paulo, Brasil

A diretoria do Atletico Nacional se assanha quando recebe ligações de representantes do Palmeiras.

Depois de receber R$ 9,7 milhões pelo venezuelano Guerra, o clube fez a sua melhor transação desde a sua fundação, no dia 7 de março de 1947.

A venda de Miguel Borja.

Dirigentes e jornalistas colombianos ficaram entusiasmados e surpresos com o desempenho fulminante do atacante nas fases decisivas da Libertadores da América de 2016.

Ele igualou o recorde que era de Pelé na competição.

Marcou cinco gols seguidos. Quatro na semifinal e um na final, contra o Independiente del Valle.

Mas foram os quatros gols da semifinal que mudaram sua vida.

Foram dois em Medellin e dois em pleno estádio do Morumbi. Contra o arquirival do Palmeiras, o São Paulo.

Mauricio Galiotte recebeu a notícia do executivo Alexandre Mattos que o Atlético Nacional queria fazer dinheiro com o jogador.

O presidente, a diretoria, patrocinadores, conselheiros e torcedores ficaram alucinados com a possibilidade de contratação.

Empresários do atleta negociavam com o futebol chinês. De personalidade forte, Borja avisou que não queria ir. Seu sonho era voltar para a Europa, onde havia fracassado, depois de uma passagem relâmpago no Livorno, em 2013. Entrou em oito partidas e não marcou um gol sequer.

O Palmeiras é visto na Colômbia como um gigantesco trampolim para o Velho Continente. Não era segredo que, em 2016, ele chegou a São Paulo para ganhar experiência, confiança para jogar no Barcelona, em 2018.

O clube brasileiro já havia comprado Guerra, grande parceiro do atacante.

E Borja se convenceu que São Paulo seria o atalho para a Europa.

Virou, com gosto, as costas para a China.

Os dirigentes do Atlético Nacional perceberam o quanto os representantes palmeirenses salivavam de ansiedade pelo atleta.

E fizeram uma proposta indecente.

Pediram 10,5 milhões de dólares, cerca de R$ 33 milhões, em fevereiro de 2017. E deixaram claro. Se o clube brasileiro não vendesse o atleta até dois anos e meio depois, no dia 17 de agosto de 2019, teria direito a mais 3 milhões de dólares, R$ 11 milhões.

Seu preço final, 13,5 milhões de dólares.

Custo para o Palmeiras, R$ 44 milhões.

Galiotte e sua diretoria aceitaram sem pestanejar.

Tinham a certeza que, apesar de ter assinado contrato de cinco anos, ele deveria ser vendido logo após a Copa de 2018. Esse era o desejo, sonho, esperança.

Só que a adaptação de Borja foi péssima.

Jogador muito fechado, tenso, irritadiço quando as coisas não dão certo. Para piorar, os treinadores palmeirenses, Eduardo Baptista, Roger, Cuca e Felipão, exigiram dele o que não sabe fazer, não foi preparado para desempenhar.

Trabalho de pivô, de movimentação pelos lados do campo, habilidade para tabelar, infiltrar.

Ou seja, o que o futebol moderno exige de um atacante moderno. Como aconteceu no pequeno Livorno.

Só que Borja é um jogador de definição, que sobrevive de sobras dentro da área. Artilheiro com as características dos anos 60. Que fica fixo nos últimos 30 metros do seu time, esperando um passe milimétrico dos meias, um cruzamento perfeito dos laterais. Sempre preparado para dividir a bola com os zagueiros.

Não tem refinamento, velocidade, talento com a bola dominada.

É um jogador do último toque, o homem que empurra a bola para as redes.

“Miguel é um ariete (uma arma de guerra da Idade Média). Ele rompe as defesas adversárias. Esse é o seu trabalho específico. E onde mais funciona”, já ensinou o treinador Reinaldo Rueda, que conseguiu o melhor desempenho de Borja.

Algo que ficou distante no Palmeiras.

Ele tem contrato de cinco anos.

Ficará até 2022.

O trampolim que o levaria para a Europa travou. O atrapalhou, inclusive, na Seleção Colombiana. Reserva na Copa do Mundo da Rússia, lógico que não se valorizou. Encostado no Palmeiras, não foi chamado nem para os suplentes na Copa América.

Seu pífio desempenho fez o limitado Deyverson titular. E obrigou o clube a investir na busca de atacantes de área. Vieram Arthur Cabral, Henrique Dourado e Luiz Adriano.

A diretoria palmeirense tenta vender Borja há três janelas consecutivas. Mas não consegue.

Assim, o dinheiro já está separado.

Gastando R$ 33 milhões, o colombiano já era o mais caro contratado da história do Palmeiras.

A partir de amanhã, ele chegará à espantosa quantia de R$ 44 milhões.

Com o polêmico Valdivia, o clube gastou R$ 8 milhões para tirá-lo do Colo Colo. E depois mais R$ 16 milhões do Al Ain.

Total, R$ 24 milhões.

Só que o havia vendido por R$ 16 milhões ao próprio clube dos Emirados Árabes.

A multa rescisória de Borja é de 60 milhões de euros, cerca de R$ 268 milhões.

O jogador recebe 85 mil dólares, cerca de R$ 342 mil mensais. Mais bônus por artilharia e títulos.

Agentes e empresários que negociam com Alexandre Mattos oferecem o atleta para clubes europeus, árabes e chineses.

Mas não há interesse em um reserva que, eventualmente, tem começado alguns jogos na Libertadores.

O Palmeiras mantém a esperança de negociá-lo.

R$ 25 milhões amenizaria o prejuízo.

Só que não acredita na venda.

Trabalha de forma realista.

Os R$ 11 milhões a mais já estão reservados.

Os cofres do Atlético Nacional serão reforçados…”

Ninguém tem obrigação de saber o que eu sempre achei do Borja, mas desde que anunciaram a contratação por 34 milhões, eu achei um absurdo, pois até aquela semi contra o São Paulo, ninguém nunca tinha ouvido falar em Borja. Depois, ainda li que, ele nunca se adaptou jogando fora da Colômbia, em time algum.

Por isso eu disse no começo: central de dados, olheiros, pra que? São uns deslumbrados mesmo, essa diretoria, novo rico que não sabe gastar dinheiro…

Os comentários estão desativados.