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Editorial: que aprendam com os erros

Vanderlei Luxemburgo não é mais treinador do Palmeiras. Após a terceira derrota consecutiva e apesar do título do Campeonato Paulista e do bom desempenho na Libertadores, o treinador foi demitido na noite de 4a feira.

Nós do 3VV entendíamos que era difícil sustentar o treinador e que sua demissão era o melhor caminho. Mas mais ainda, a pergunta é: por que foi contratado?

Em vídeo gravado após a demissão o treinador afirma que foi contratado para fazer uma reformulação. E que estava fazendo o que tinha sido proposto a ele. Colocou garotos da base e aceitou resignadamente (aparentemente) o desmanche de vários atletas, a ponto do elenco ter várias carências, principalmente em época de convocação para seleções.

Sendo assim a diretoria não deveria dispensar um treinador que estava fazendo exatamente o que lhe foi solicitado.

Por outro lado a pressão de torcida, conselheiros e da prncipal Organizada jogavam contra Luxemburgo. Teria sido esse o principal motivo da demissão?

Para nós o que parece é que a cadeira de treinador na SEP é de extrema fragilidade. Desde 2014 o treinador que começa o ano na SEP não termina empregado. Foi assim com Kleina, Gareca e Dorival Jr (2014), Oswaldo Oliveira e Marcelo Oliveira (2015), Marcelo Oliveira e Cuca (2016), Eduardo Baptista, Cuca e Alberto Valentim (2017), Roger Machado e Felipão (2018), Felipão e Mano Menezes (2019) e finalmente Luxemburgo em 2020 (janeiro a outubro). Doze nomes, Treze treinadores diferentes em 7 anos! Ainda não aprenderam com todos esses erros?

Essa constante troca de treinadores indica uma ausência de convicção no projeto que foi contratado além de uma enorme susceptibilidade à opinião pública. Ou ainda: na escolha errada de nomes. Lembrando que Luxemburgo não era o primeiro da lista e veio após uma arrastada e mal sucedida tentativa de trazer Sampaoli, o nome da vez no final de 2019.

Difícil ainda não acreditar que Felipão, Mano e Luxemburgo, foram escolhidos muito mais por se auto blindarem do que por terem uma proposta de futebol moderno.

O que esperamos é que pelo menos dessa vez o próximo treinador seja escolhido com calma. Sem pressa. Talvez que venha fora do Brasil, não por ser modismo, mas porque tenha qualificação para entregar o que o Palmeiras precisa. Um treinador antenado com um futebol moderno, competitivo, forte no coletivo. Que tenha como missão colocar no prazo de 2 a 3 anos 70-80% da nossa base como titulares. Que integre a base ao profissional. E que essa base não seja moeda de troca para pagar rombos de caixa que ocorreram muito antes da pandemia. Um treinador que saiba planejar um elenco com contratações pontuais e corretas, pagando caro (porque bom jogador é caro) mas que valha o que se paga. E que use os Patricks, Meninos, Verons, Wesleys, Esteves e tantos outros como titulares, formando-os para terem condições de ficar muitos anos na SEP, ganhando títulos, entrando para a história, tornando-se ídolos.

E que torcida e políticos de plantão tenham paciência. Porque isso não ocorre em poucos meses. Mas é projeto de anos.

E que a diretoria tenha um projeto de verdade para vender ao treinador, convicção nas suas escolhas.

Saudações Alviverdes!

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