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    <title>3VV</title>
    <link>www.terceiraviaverdao.com.br</link>
    <description>Terceira Via Verdao</description>
    <language>pt-BR</language>
    <webMaster>webmaster@terceiraviaverdao.com.br</webMaster>
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      <title>Infelicidade de fazer um gol, e sem querer</title>
      <pubDate>20/5/2010 00:00:00</pubDate>
      <description>POR JOTA CHRISTIANINI Atualmente a torcida do PALMEIRAS reclama, com razão, do tratamento que a imprensa dá ao clube, muito diferente do tratamento que é concedido aos outros times. Isso vem de longe; apenas aprimora-se. Recentemente um jornalista do Estadão requintou de tal forma a preferência de tratamento que teve o desplante de escrever que o árbitro do jogo Atlético Mineiro contra o  time do Jardim Leonor havia  'sonegado'   dois pênaltis ao time mineiro .
Cá entre nós! Jjuiz não marca pênalti e o jornal fala em sonegar?  Sofisticaram o apito amigo.
Nos primórdios do jogo, 1920, já encontramos um belíssimo exemplo de como éramos tratados pela imprensa e pela elite paulistana.
O  Paulistano  tinha forte, alias fortíssima, atuação nos bastidores, nas arbitragens e nos tribunais esportivos. Permitam-me uma pequena digressão: o Paulistano é, em certa medida  principalmente em usos e costumes,  o antecessor do clube da Vila Sônia.
O Palestra iria recebê-los no Parque Antarctica no primeiro turno daquele que seria o primeiro campeonato paulista vencido  pelos palestrinos  em sua história.
Perecebam como foi que o  jornal A Platéa de 16 de agosto de 1920 comentou a "infelicidade'"  do atacante palestrino  Ministro ao marcar um gol   "sem querer"."Logo no primeiro minuto de jogo, Ministro, tentando passar a esphera a seu companheiro de linha, o fez com tanta 'infelicidade'   que a bola tomando uma direccão  diversa da que lhe pretendia dar aquele peão palestrino, foi ter, inesperadamente, ao posto confiado a guarda de Arnaldo. 
O arqueiro alvi-rubro, como não teve tempo de colocar-se convenientemente, permitiu que se marcasse o primeiro e único ponto dos comandados de Bianco".
 
 
Descrição do gol extraída do livro O CASO PALESTRA ITALIA  - série  IMIGRANTESAutor Prof. Jose Renato Campos Araujo</description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=4042</link>
      <author>BLOG 3VV</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
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      <title>Tentaram mudar nosso estádio; só tentaram</title>
      <pubDate>13/5/2010 00:00:00</pubDate>
      <description>
POR JOTA CHRISTIANINI 

Algum dia na vida&amp;nbsp;houve quem quisesse trocar&amp;nbsp;o
estádio Palestra Italia pelo Pacaembu, ou por outro terreno.

Meia verdade e como tal meia mentira.

Aos fatos.

Em 1927, a compra do Parque Antárctica, feita pelo Palestra sete
anos antes, ainda despertava cobiça.&amp;nbsp;O Parque ocupava um lugar central,
bucólico e sua compra feita por um clube de futebol , ainda mais dos
italianinhos emergentes, não era aceita pela elite paulistana.

O Palestra subia a ladeira. Havia ganho o paulista de 26 e
ganharia o de 27 também; mudara a sede para a Libero Badaró com instalações
consideradas luxuosas; e ousara trazer um treinador argentino, Ramon Platero,
pagando um conto e duzentos por mês, cifra altíssima. Foi nesse ano que começava
o hexa campeonato, obtido pelo segundo quadro, de 1927 a 1932

Na reunião de 11 de maio – a primeira com ata escrita em
português, antes era em italiano – e na reunião subsequente,&amp;nbsp;em &amp;nbsp;20
de maio, quando aprovaram o décimo segundo estatuto do clube que tinha apenas
13 anos de vida, examinaram a hipótese de vender o Parque Antárctica&amp;nbsp;, com
a prefeitura interessada em nos doar uma&amp;nbsp;vastíssima área na margem do rio
Tiete.

O Palestra não aceitou&amp;nbsp;e&amp;nbsp;o assunto ficou dormindo
pouco tempo – voltaria logo a seguir. Em seguida aproveitando a reunião a
Diretoria decide iluminar a quadra com 6 lâmpadas de 600 velas cada, a pedido
de Oscar Paollilo, capitão dos quadros de bola ao cesto. No fim do ano&amp;nbsp;o
&amp;nbsp;Palestra, por equipes, &amp;nbsp;vence a S. Silvestre .

Estamos em 1928, pela primeira vez disputa-se a taça
Competência. O campeão paulista enfrenta o campeão do Inteiror. O Palestra bate
o Botafogo de Ribeirão Preto 5x0 e conquista a taça equivalente a de campeão
estadual.

Eis que surge novamente a história de transferir o estádio
(na verdade ainda embrionário com uma única arquibancada de cimento) só que
desta vez para o bairro do Pacaembu. Naquela época ainda não se falava no
estádio municipal que surgiria 12 anos depois.

Discussão acalorada, esperava-se mais uma novela como da
outra vez; mas entrou em ação o sangue palestrino.

O sr. Angelo Cristofaro , diretor tesoureiro, pede a palavra
e em menos de um minuto, além de acabar o debate, inicia mais um ciclo brilhante
de nossa história, que culminaria com o pioneiro estádio em 1933, o Jardim
Suspenso, que em 1964 e futuramente, seria considerada a mais moderna arena da
América.

Bem o disse, Angelo Cristofaro

“Senhores conselheiros, abandonem a ideia de
transferir&amp;nbsp; o Palestra para as margens do Tietê ou para as matas do
Pacaembu e tratem de construir o estádio na propriedade atual do Parque
Antarctica".

Bravo Angelo! obrigado !&amp;nbsp; Seguimos sendo o mais antigo
estádio em atividade no Brasil.

&amp;nbsp;

</description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=4020</link>
      <author>BLOG 3VV</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
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    <item>
      <title>Goleiro chuta, 100 metros depois é gol</title>
      <pubDate>6/5/2010 00:00:00</pubDate>
      <description>POR JOTA CHRISTIANINI Caía a tarde na Moóca, aliás não era a tarde que caía;  como o estádio da Rua Javari não tem iluminação o jogo começou no meio da tarde, às 15 horas.

O Palmeiras B - era melhor chamar de Palestra o time de promessa do Palmeiras - disputava o acesso para a série A2 do Paulista.

Vencendo o Palmeiras subiria. Se empatasse precisaria empatar novamente no fim de semana.

Ao Juventus não restava alternativa: tinha que ganhar ou ganhar.

Como a única saída era ganhar o Juventus começou fazendo sua parte.

No primeiro tempo, com o Palmeiras defensivo demais, o time da Moóca faz dois gols, um deles antes do primeiro minuto de jogo.

No intervalo o Palmeiras muda e parte para o ataque.
O jovem Diego Acosta faz o primeiro e na metade do segundo tempo empata.

Apenas bom para o Palmeiras, péssimo para o Juventus. 
O jogo vai chegando ao fim e os juventinos desesperam-se. Não querem que o Moleque Travesso, acostumado a pregar peças nos  grandes da primeira divisão, fique  mais um ano na terceira.

O goleiro Borges do Palmeiras é expulso. Sem poder fazer mais alterações o atacante Diego Acosta, aquele dos dois gols, vai para a meta.

49 minutos do segundo tempo.
Blitz total dos grenás. 
Os verdes defendem-se como pode, é tudo ou nada!
Escanteio para o Juventus.

Vão todos para a área: os 11 jogadores inclusive o goleiro. O Sr. Antonio, que vende canole, o Giba do bar, o Carlão do vinho, seu Chiquinho, vão todos juntos prá área. 

O tempo que estava nublado modifica, sai ate um raio de sol.
Pensam: "é em homenagem ao Juventus".

Ledo engano. Do outro lado estavam aquelas camisas verdes, o irmão mais velho e mais forte estava lá, avisando que era a ele quem a naureza saudava. 

Batido o escanteio, bola na área, salta toda coletividade juventina, mas eis que salta Diego Acosta, o artilheiro do jogo, agora improvisado como goleiro.
Salta e agarra, agarra e domina, domina e chuta.
e quando chuta o silêncio se faz ouvir.

108 anos da existência do campeonato paulista ficam estáticos para assistir. 
A bola cruza os cem metros do campo e vai para o fundo das redes.

Terceiro gol do Palestra, terceiro gol de Diego Acosta.
Alguns pensaram, era o Palmeiras B subindo de divisão.
Errado! era o velho Palestra que revive no time de jovens; pelo menos ali. ***Veja o gol de Diogo no site da ESPN clicando aqui. 
 
 
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      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=3995</link>
      <author>BLOG 3VV</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
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    <item>
      <title>Jorginho e as duas revoluções</title>
      <pubDate>29/4/2010 00:00:00</pubDate>
      <description>POR JOTA CHRISTIANINI Jorginho Putinatti não queria sair do Palmeiras e 
principalmente não desejava ir para o Corinthians.
Os torcedores palestrinos tentando impedir a saída 
do jogador; confusão nas alamedas! Até queriam depor o presidente pelo 
que diziam ser&amp;nbsp;crime de lesa Verdão.
E do outro lado, como reagiam os corintianos? Não 
queriam ouvir falar do jogador.
--&amp;nbsp;"É palmeirense" diziam, "não deve vir".
Enfim até hoje ninguém entendeu porque fizeram essa 
transação, que não agradava as três partes envolvidas.
No domingo à noite a única mesa redonda da TV, a da 
Gazeta, ferveu.Walter Clark,o homem que junto com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni,&amp;nbsp; 
simplesmente montou a Globo, estava presente.Só essa presença tornaria o
 programa surreal. Algo como imaginar o Prêmio Nobel de física ser 
entrevistado no programa&amp;nbsp;do Ratinho. 
Dizem que Clark só apareceu porque queria comprar a emissora e resolveu
 tornar-se simpático aos funcionários.
O assunto foi único: Jorginho. E o convidado de 
honra quase não manifestou-se. Alguns sorrisos, respostas curtas, na 
maioria evasivas.
Ao final, na hora das despedidas, Walter 
Clark&amp;nbsp;olhou firme para o comandante do programa Milton Peruzzi, que 
como palmeirense estava indignado, e resumiu.
-- É poderosos esse Jorginho hein? Sem muito esforço
 está arranjando duas revoluções; uma, por não querer que ele saia, querem dar
 um golpe de mão e derrubar o Presidente do Palmeiras. Outra, por não 
desejá-lo no Corinthians,&amp;nbsp; ameaçam depredar a sede do time.

Como se vê, Clark podia entender de televisão, mas não entendia da rivalidade de Palmeiras e Corinthians. </description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=3977</link>
      <author>BLOG 3VV</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
    </item>
    <item>
      <title>Lula confiou nas palavras do Turcão</title>
      <pubDate>22/4/2010 00:00:00</pubDate>
      <description>
POR JOTA CHRISTIANINI Lula era um ponteiro diferente, embora carioca era do tipo matuto, acreditava em muita coisa  que lhe contavam, embora desconfiasse  de tudo.
Chegou na metade de  1946 e foi entrando aos poucos no time. Marcou gols - fez 49 nas 123 partidas que jogou - mas não vinha dando sorte contra o  time das muitas cores, então do Canindé  - que venderia  para a Lusa tempos depois, mudando-se para o Jardim Leonor.
Empatou alguns dos jogos e perdeu no torneio início e no amistoso.
Ano seguinte, 47, e o treinador já era Oswaldo Brandão, o Mestre; o treinador percebia que a má performance de Lula nestes jogos o  incomodava e bolou o jeito de neutralizá-la.
O primeiro turno do campeonato corria solto e o Palmeiras  - seria campeão - tinha no time que hoje fica na Vila Sonia, seu maior rival. Eles tinham Leônidas e isso era um diferencial.
Brandão  pegou na veia.
Dias antes do Choque-Rei chegou-se a Lula e começou a insinuar que Gijo  - ex goleiro do Palestra, perdeu lugar para Oberdan - debochava do chute dele. 
Dizia o Mestre:-- Por ter jogado aqui ele tem muitos conhecidos no clube e vive dizendo que teu chute é fraco não é uma bomba e sim um traque; pergunte para o  Oberdan ou ao Turcão.-- É verdade, disse Turcão, ele anda falando isso no Ponto Chic - restaurante no largo do Paissandu, frequentado por jogadores e dirigentes. -- Tanto disseram que Lula nem dormiu na véspera do jogo.
Começa o jogo e na primeira falta, de longe, Lula manda uma bomba e Gijo nem vê a bola passar, 1x0.
Quatro minutos depois outra falta da intermediária, outro canhão de Lula e 2x0 .
Neca diminuiu aos 44.
Logo no inicio do segundo tempo falta de novo. Outro chute de Lula e 3x1 para  o Palmeiras.
O adversário empatou 3x3 e ainda perdeu um pênalti, mas outra falta aconteceu para o Verdão.
Nem preciso dizer que Lula mandou um foguete, no rebote Oswaldinho fez 4x3 e o jogo acabou.
Na saída Gijo foi cumprimentar Lula pela potência do chute. O goleiro, que jamais tinha dito qualquer coisa a respeito da força do ponteiro palestrino, até hoje não entendeu o riso de deboche de Lula. &amp;nbsp;</description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=3951</link>
      <author>BLOG 3VV</author>
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