A Corneta do Cunio – Jogando a batata quente

maio 1, 2009 13 Corneta do Cunio

Por Alberto Cunio

Persigal alviverde, realmente gostamos de
um esporte que prega algumas peças até naqueles que não dormem de touca. Quando
você acha que a coisa está para lá de azeda, aparece uma solução mirabolante
para (quase) todos os problemas. Vejamos as razões porque penso que nossa
situação no semestre passou de trágica para surpreendente.

Todos se lembram que após nossa fatíditica
e pífia participação nas semifinais do Paulistão, preguei por uma atuação
“protocolar” contra os mapuches chilenos, já que nada restava a não ser lutar pelo
último fio de esperança que tínhamos na Libertadores. Ao mesmo tempo, o
ceticismo era total, pois tínhamos uma equipe que andava em campo desconjuntada
e que traçava um prognóstico nada alentador em curto prazo.

Eis que tudo o que humildemente pedi para
fazermos foi cumprido: programação bem feita, adversário estudado, treinos
secretos, jogadas ensaiadas, comportamento sério e lutador. QUASE tudo. Faltou
o protocolar. Teria sido se uma das duas bolas na trave tivesse entrado e o
resto do jogo fosse apenas para “cozinhar o galo”. O que se viu foram vários
remédios embaixo da língua, copos de tudo que é bebida alcoólica sendo virados
e mobílias sendo arremessadas para tudo o que é lado aos 42 minutos do segundo
tempo. Pois é. Isto é Copa Libertadores. Isto são 14 participações, 4 finais e
1 título. Isto é camisa. Isto é tradição. Isto é PALMEIRAS!

Esperei então para que tudo se definisse e
pudesse chegar a algumas conclusões interessantes. E mais uma vez veio a
surpresa ao ver os resultados. Quando pensávamos que uma mera (e obrigatória)
classificação para as oitavas fosse um “brinde” para o conturbado semestre, ela
acabou se transformando num belíssimo presente de Natal antecipado: a classificação
veio com requintes de um épico, enfrentaremos um Barueri do Nordeste que (com
certeza) queria ver TUDO na frente, menos o Palmeiras (afinal, não esqueçam que
mesmo neste turbilhão, não perdemos deles), escapamos de todos os brasileiros
“carne de pescoço” até a semifinal (quando devemos cruzar com um deles e
escapar dos argentinos), restando aí sim uma final para entrar e destruir quem
estiver no caminho. Em suma, ainda recebemos DOS DEUSES uma combinação de
confrontos que não poderia ter sido mais generosa, em se tratando de uma Copa Libertadores.

E tem mais: antes que alguém me lembre que
é quase certo que disputemos todos as fases decidindo fora, sou veemente em
afirmar que, na maioria das circunstâncias e em especial a que estamos vivendo,
isto é uma VANTAGEM. Dificilmente o adversário se lança com ousadia no primeiro
jogo fora de seus domínios. Procura se resguardar e estudar o oponente,
pensando sempre no jogo da volta. Se perder, que seja de pouco. ESTE é o
pensamento que me agrada: o de um time que não entra focado em vencer. Esta é a
“sabotagem” que decidir em casa prepara aos desavisados.

Galera, jogamos literalmente a BATATA
QUENTE (eu diria incandescente) nas mãos de outrem. E ainda afirmo que
dificilmente ela retornará para a nossa. A sensação é de que deixamos as
“cobras” se matarem para que depois façamos o churrasco das sobras. Mas para
que tudo isso realmente dê frutos, devemos retornar ao planejamento desde o
início. Temos tempo para isso, já que apesar de iniciarmos as batalhas em quatro
dias, a primeira já nos é bastante familiar. Mais um motivo, porém, para
redobrar a atenção e não repetir os mesmo erros. Subir nas tamancas agora é
cair de boca na sarjeta.

Esta semana eu poderia, pelo bom humor, até
deixar a CORNETADA de lado. Mas como isso não seria nada “protocolar”, eu mando
agora para provocar: uma bem dada na orelha de todos os dirigentes e comissão
técnica do IXPORTI, como eles mesmo dizem, começando por aquele suposto
“dirigente” que fica falando mais que o homem da cobra. Estavam pensando que
iam se livrar do enrosco? “Tão na roça”, meus amigos!

Aqui é PALMEIRAS !!!   


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13 comentários em “A Corneta do Cunio – Jogando a batata quente

  • Kaleb Forte Rodrigues
    maio 7, 2009
    Responder
  • Kaleb Forte Rodrigues
    maio 7, 2009
    Responder
  • Breno Battistin Sebastiani
    maio 5, 2009
    Responder
  • Alberto Cunio
    maio 3, 2009
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  • Marcelo Breda Stocco
    maio 3, 2009
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  • Paulo de Moraes Manolio
    maio 2, 2009
    Responder
  • Sérgio Modesto Frugis
    maio 2, 2009
    Responder
  • Alberto Cunio
    maio 1, 2009
    Responder
  • Fabiano Riva Gemignani
    maio 1, 2009
    Responder
  • Sérgio Modesto Frugis
    maio 1, 2009
    Responder
  • JOSELITO LUIZ GONÇALVES
    maio 1, 2009
    Responder
  • Antônio José Xavier Oliveira
    maio 1, 2009
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  • Marcio Zambon
    maio 1, 2009
    Responder

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