Guichê Zero

setembro 24, 2009 13 Allianz Parque

Por Claudio Baptista Jr.

Pessoal, todos vocês conhecem aquela expressão
“tolerância zero”.

Hoje gostaria de adaptá-la e trazê-la para o
sistema de venda de ingressos falando de “guichê zero”.

Mesmo sem a construção de uma Arena moderna,
hoje existe a possibilidade técnica de se adaptar o sistema de venda de
ingressos a fim de minimizar a quantidade dos mesmos presentes na bilheteria.
Honestamente, eu não gostaria apenas de minimizar e sim de zerar os ingressos
físicos nos guichês.

Alguns clubes, Palmeiras incluso, têm feito
contratos com empresas que prometem colocar a disposição um grande número de bilheterias,
postos de vendas descentralizados e antecedência nas vendas. Particularmente
não vejo solução nestas propostas. Basta o ingresso estar presente fisicamente
em um guichê para abrir-se a oportunidade de fraudes, trabalho de cambistas e
confusão nas vendas por demanda reprimida em caso de boa campanha da equipe. 

Seguem abaixo apenas algumas alternativas.

  • Ingressos no cartão de crédito: o exemplo que
    nos vem em mente é o aquele adotado no setor Visa. Também existe aquele cujo
    gestor do cartão patrocina um setor do estádio e oferece descontos àqueles que
    possuem seu cartão.
  • Setores patrocinados: como no exemplo do
    cartão de crédito, empresas podem patrocinar setores do estádio e oferecerem
    vantagens aos seus consumidores. O ingresso é adquirido eletronicamente ou nos
    postos de venda da empresa.
  • Ingressos “carregáveis”: têm se falado na
    idéia de adoção de cartão individual de ingresso que seria carregado e
    utilizado no jogo em que o torcedor quiser. Aqui cabe um comentário, uma
    crítica talvez até por desconhecimento meu. Como se estabelece a compra?
    Eletronicamente e antecipada através de um portal web ou presencial? Se for
    presencial para retirada de ingresso volta-se o problema de potencial de
    confusão no guichê. Se for por passagem na catraca sem reserva antecipada
    através de um portal citado anteriormente, pior ainda, como controlar a demanda
    na hora do jogo?
  • Smartcards atrelados a sistemas de base de
    dados:
    solução de venda eletrônica de ingresso aliada a informações sobre o
    perfil de consumo dos fãs no interior do estádio ou de produtos relacionados ao
    clube que podem ser utilizadas como ferramenta para os programas de
    relacionamento junto aos torcedores.
  • Sócio torcedor: o que ele quer são ingressos
    para ver seu time, preferência na aquisição. Nada mais justo visto que o mesmo
    antecipa e incrementa receita do clube. Portanto, não o obrigue a “brigar” por
    um ingresso em um guichê específico.

Enfim, existem alternativas. Algumas mais
completas e melhores, mas na minha concepção não pode mais existir bilheteria
vendendo ingresso e mesmo aqueles que patrocinariam setores e venderiam
ingressos em seus postos de venda, deveriam realizar a venda de forma
eletrônica e não presencial.

Tudo bem que cabe aquele questionamento. E os
ingressos não vendidos antecipadamente por qualquer que seja a solução adotada,
não deveriam ser disponibilizados a torcida nas bilheterias a fim de que o
clube complemente a receita do jogo? Claro que deveriam ser disponibilizados,
só que não na forma presencial e sim em um sistema on-line (incontáveis postos
de venda virtual). Repito, a presença para retirada de ingresso é potencial
para confusão, fraude e cambistas.

Também tem aquela crítica. “Vocês querem
elitizar o futebol, acabar com sua alma popular”. Para isso tenho uma resposta.
O povo é inteligente, adapta-se às necessidades. Ingresso eletrônico não é
sinônimo de ingresso caro. Você que diz isso prefere perder tempo do trabalho,
com sua família para enfrentar filas e confusão de bilheteria?

Para finalizar, podem-se adotar vários
sistemas sem que o estádio seja uma Arena Moderna, porém se o estádio for
concebido com esse propósito, somente o será se possuir um sistema de venda não
presencial. A solução “Guichê Zero”.

Essa é minha opinião. Qual é a sua?

Abraço e até a próxima semana.

Claudio Baptista Jr.


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13 comentários em “Guichê Zero

  • LOURENÇO CORSI NETO
    setembro 26, 2009
    Responder
  • Alberto Cunio
    setembro 25, 2009
    Responder
  • Cássio Andrade
    setembro 24, 2009
    Responder
  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    setembro 24, 2009
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  • Claudio Baptista Jr.
    setembro 24, 2009
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  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    setembro 24, 2009
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  • Marco Túlio de Vasconcelos Dias
    setembro 24, 2009
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  • Claudio Baptista Jr.
    setembro 24, 2009
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  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    setembro 24, 2009
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  • Alberto Cunio
    setembro 24, 2009
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  • Claudio Baptista Jr.
    setembro 24, 2009
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  • João Gomes Yzquierdo Neto
    setembro 24, 2009
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  • Ricardo Brito Teixeira
    setembro 24, 2009
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