A Corneta do Cunio – Melancolia

novembro 13, 2009 42 Corneta do Cunio

 


POR ALBERTO CUNIO


 


Decepção. Se a coluna parecer escrita por um anti-J (referência ao nosso ilustre historiador do clube e colunista do 3VV), quero perdão.


 


O ano de 1976 foi emblemático na história do futebol palestrino. Foi o ano em que o “fio virou”. Todo o brilhantismo, magia, superação e heroísmo anterior a esta data, parece ter se esfacelado ao longo dos anos subseqüentes e deixado apenas resquícios espalhados aleatoriamente. Estamos falando de uma data que faz 33 anos. É muito tempo.


 


Há um lema que é decisivo para se atingir qualquer forma de sucesso: quando começamos a nos acostumar com o que é errado, chegamos ao início do fim. E somos a prova cabal deste lema desde a data supracitada. Façamos um PEQUENO paralelo:


 


1-    Primeiro time do interior a se sagrar Campeão Brasileiro: Guarani. Vice?


2-    Primeiro time do interior a se sagrar Campeão Paulista: Inter de Limeira. Vice?


3-    Copa do Brasil: Ceará, ASA, Santo André, Ipatinga. Eliminação. Em casa.


4-    Campeonato Paulista: XV de Jaú (1985 – 2×3 em pleno Palestra. 3º gol feito pelo Lateral-Esquerdo Felício, seu único gol na carreira. A vitória nos levaria à final); Bragantino (1989 – 0x3 em Bragança, única derrota da equipe no Campeonato); Paulista Jundiaí (2004 – Nos pênaltis, após Lúcio jogar fora nosso ingresso na final). Eliminações.


5-    O rebaixamento à Série B em 2002 já passou até do épico, para entrar na esfera do “romântico”.


 


Vejamos breves exemplos de nossos 2 arquirrivais:


 


1-    Finais de Brasileiro contra Guarani e Bragantino. Título.


2-    Finais de Campeonato Paulista contra Ponte Preta, São José, Botafogo-SP. Título.


3-    Copa do Brasil: em desvantagem contra Treze-PB, Sampaio Corrêa-MA, Cianorte-PR. Vitória. Brasiliense? Título.


 


Quem quiser lembrar mais episódios, deleite-se.


 


Um breve hiato entre 1993-2000 nos fez acreditar que algo havia mudado. Período em que aquele que se arrastava pelo chão ganhou uma muleta e conseguiu andar. Com ajuda.


 


Nada mudou. Somos os eternos perseguidos dos tribunais, das arbitragens, dos políticos, da imprensa, da nossa própria torcida, de nossos mandatários e rivais internos, até da Companhia de Engenharia de Tráfego. Paranóia coletiva. Delírio persecutório. Patologias crônicas, incuráveis.


 


Quando entendermos as verdadeiras razões e os porquês de sermos SEMPRE os únicos protagonistas deste tipo de tragédia, talvez consigamos retomar a rota anterior a 1976.


 


SAUDADES temos de algo que não temos mais, mas ainda é possível rever ou recuperar.


NOSTALGIA temos da pátria, ou de tempos de glória, que não voltam mais.


 


Nós temos falta de algo que nos agonia, atormenta, nos dá uma sensação de vazio, principalmente porque nem sabemos mais o que é: isso é MELANCOLIA.


 


P.S.: Corneta? Para todos nós. Que fazemos o Palmeiras existir.

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42 comentários em “A Corneta do Cunio – Melancolia

  • Giovanni Spinazzola
    novembro 16, 2009
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  • Raul Ricardi
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    novembro 13, 2009
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