Tecnologia e profissionalismo versus categorias de base

dezembro 18, 2009 9 Futebol com Números

POR LUIS FERNANDO TREDINNICK

Amigos, entre os vários fatores que fizeram as categorias de
base serem insuficientes para fazer um time campeão podemos citar o
“profissionalismo” e a tecnologia.

Acho que uma história pode ilustrar bem o que mudou.

UMA BOA HISTÓRIA – AINDA
QUE TALVEZ NÃO SEJA VERDADEIRA

Vocês devem se lembrar do Giovanni que jogou no Santos e na
seleção brasileira e foi vice-campeão brasileiro em 1995 e jogou a Copa de
1998.  A história que eu conheço – reforço que talvez não seja verdadeira
– é a seguinte: Giovanni é original do Pará, ou seja, longe, muito
longe.  O Palmeiras, através de um contato no Pará, ficou sabendo do jogador e
o trouxe para São Paulo para fazer um teste.  Por algum motivo ninguém do
Palmeiras veio buscá-lo para realizar o teste.  Ele ficou três dias em um hotel
no centro da cidade passando frio.  Quando ele desistiu e queria voltar para o
Pará, o contato dele no Pará ligou para alguém do Santos e vieram buscar o
jogador para fazer um teste na baixada. 

O resto, como dizem, é história.

Uma história como essa dificilmente se repetira hoje. 

O PAPEL DA TECNOLOGIA

Hoje em dia, com a tecnologia acessível à maior parte da
população, um jogador mesmo no Pará teria um DVD com suas melhores jogadas e
partidas.  Confeccionar um DVD com uma qualidade boa é algo muito fácil. 

Hoje são comuns as histórias de jogadores contratados por
DVD. 

Ou seja, a tecnologia permite que QUALQUER clube tenha
acesso aos melhores momentos de QUALQUER jogador de QUALQUER parte do Brasil e
do mundo.

Ou seja, enquanto o clube tem até uns 50/60 garotos nas
categorias de base, podemos observar todos os anos centenas de jogadores
através dos DVDs.  Ou seja, a chance de observamos algum jogador melhor do que
o que temos nas categorias de base é altíssima!

O PAPEL DO
“PROFISSIONALISMO”

“Profissionalismo” não é bem o termo. O que
acontece é que os antigos “olheiros” eram geralmente conhecidos de
algumas poucas pessoas dentro dos clubes.  Geralmente um “olheiro”
era quase “cativo” de um clube.

Hoje esses “olheiros” possuem uma rede bem mais
ampla de contatos e basicamente “prestam serviço” para quase todos
os clubes.  Ou seja, de “prestadores de favor” para seus
conhecidos, para “prestadores de serviço” para os clubes. 
Logicamente, o valor do pagamento que esse personagem recebe aumentou muito.

De novo, algo como o ocorrido na história acima seria
praticamente impossível, já que os olheiros que “descobriram” o
Giovanni já teriam contatado diversos clubes e testes já teriam sido marcados
antes mesmo do jogador deixar o Pará.

ENTÃO?

Então esse é o meu ponto: times campeões só serão formados
com uma mescla de jogadores das categorias de base e de contratações de fora,
pois o “profissionalismo” e a tecnologia fizeram com que a
contratação de talentos se tornasse bem mais fácil.

 A excelência dos clubes será medida pela capacidade de
desenvolver uma rede adequada de olheiros e na contratação de talentos antes do
que os concorrentes!

Saudações Alvi-Verdes

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9 comentários em “Tecnologia e profissionalismo versus categorias de base

  • LOURENÇO CORSI NETO
    dezembro 20, 2009
    Responder
  • Andre Luiz Martins Oltemare
    dezembro 19, 2009
    Responder
  • Marcos Simonetti
    dezembro 19, 2009
    Responder
  • Marco Túlio de Vasconcelos Dias
    dezembro 19, 2009
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  • Paulo Cesar Juliani
    dezembro 18, 2009
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  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    dezembro 18, 2009
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  • Marco Bucci
    dezembro 18, 2009
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  • Alberto Cunio
    dezembro 18, 2009
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  • Andre Luiz Martins Oltemare
    dezembro 18, 2009
    Responder

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