Paulistão 2010: análise da arbitragem na R11

março 2, 2010 0 Jogos

POR DANILO CERSOSIMO

Difícil comentar a arbitragem da partida entre Rio Claro e
Palmeiras, onde sofremos a primeira derrota sob o comando de Antonio Carlos
Zago.

O gramado encharcado tornou o jogo pesado e entradas mais duras poderiam
ter tido conseqüências mais graves – nesse sentido os próprios jogadores
tentaram se controlar para evitar maiores estragos e colaborar com o árbitro Rodrigo
Guarizo Ferreira do Amaral, que fez boa arbitragem. Pela boa condução da
partida leva uma nota 7,0.

Foram corretamente punidos com cartões amarelos os jogadores
Diego Perini e Walker (Rio Claro) e Eduardo e Léo (Palmeiras).

***

O gramado estava tão ruim que tecnicamente não deveria ter
ocorrido a partida – mas no Brasil isso praticamente nunca ocorre; já vimos
gramados em condições muito piores (no próprio Palestra, por exemplo) receberem
partidas que deveriam ser postergadas. Um calendário ruim e interesses
comerciais das televisões impedem que se privilegie apenas a técnica do jogo.

De qualquer modo o gramado ruim não pode servir de desculpa para
a limitação técnica do time e do elenco e especialmente para a falta de
inteligência desses jogadores que insistiram em tocar a bola num campo
encharcado – justo eles que até a semana passada eram criticados por fazerem
tantos chuveirinhos… vai entender!

***

Na Vila Belmiro vimos o Santos disparar na classificação – fosse
este um campeonato de pontos corridos e já teríamos o campeão.

O árbitro José Henrique de Carvalho teve trabalho, mas na minha
visão não influenciou no resultado da partida.

Seu único erro, na minha visão, foi ter dado o cartão amarelo
para Roberto Carlos no lance do pênalti, apitado corretamente, diga-se de
passagem. O cartão amarelo que culminou em sua expulsão foi aplicado corretamente,
dado que o lateral tentou simular um pênalti. Ressalte-se ainda que Roberto
Carlos deveria ter sido expulso também na partida contra o Racing uruguaio pela
Libertadores.

A expulsão de Moacir foi corretíssima – carrinho de frente que
poderia ter machucado o adversário gravemente.

Ressalte-se que o time corintiano pressionou o árbitro o jogo
inteiro, porque eles agora pensam que “espírito de Libertadores” é fazer
rodinha em torno do juiz. Foi irritante esse comportamento. Mano Menezes, a
quem a imprensa sempre pega leve, também reclamou o tempo inteiro – fez
inclusive um gestual de que seu time estaria sendo “roubado”. O STJD vai deixar
passar impune?

 

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0 comentários em “Paulistão 2010: análise da arbitragem na R11

  • Marcio Zambon
    março 3, 2010
    Responder
  • Alberto Cunio
    março 2, 2010
    Responder

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