Corneta do Cunio – As lições de uma guerra

março 15, 2010 17 Corneta do Cunio

POR ALBERTO CUNIO 

Felizes alviverdes, é impressionante como parece que o ser humano não
aprende com os exemplos que a vida dá aos seus semelhantes. Há que se viver na
própria pele a dor para que haja uma mudança de discurso, comportamento,
pensamento.

Uma vez eu conversava com uma pessoa que havia vivido uma guerra. Ela
me contava diversas coisas interessantes, muitas delas chocantes. Uma, porém,
me chamou a atenção e eu não mais esqueci. Eram as palavras de um combatente,
de patente, e que dizia: antes de qualquer coisa, numa guerra, devemos conhecer
mais nosso inimigo do que a nós mesmos. E a principal, senão vital,
recomendação: JAMAIS podemos menosprezá-lo.

Transpondo isso para o nosso mundo futebolístico, graças aos céus algo
pueril se comparado com a ignorância de uma guerra real, podemos esperar
atitudes que não condizem com os preceitos do combatente supracitado de alguém
jovem, inocente, inexperiente e, por conseguinte, imaturo, como aquele
protótipo de calopsita do clube da Baixada. Talvez por falta de juízo, prefiro
não acreditar que por falta de caráter, mas com certeza falta de orientação na
carreira e cuidado de seus dirigentes, o rapazote entrou em campo ontem para
enfrentar uma equipe que, no mínimo, deveria despertar sua atenção.

O Palmeiras estava desacreditado, até mesmo porque teve que arrumar uma
“virada épica” na rodada anterior em cima do Sertãozinho, na ocasião, último
colocado do Paulistão. Ou seja, precisamos de um jogo com atuação individual
decisiva de um jogador para  bater a (teoricamente)
mais fraca equipe do campeonato. Mas isso não significa que o Palmeiras entrou
num féretro na Vila Belmiro. Muito pelo contrário. Apesar de mostrar seus
problemas crônicos de sempre, superou-se com a honra de sua própria história e
com o brio abalado de seus atletas. E venceu. Parabéns a todos.

Mas do outro lado… O que vimos foi um atleta displicente, que apesar
de ter feito um gol, poderia ter decidido a partida em outras duas ocasiões a
favor de seu time. No entanto, deixou que a vaidade cuidasse de decidir por ele
e, além de perder o jogo, perdeu a cabeça e foi expulso. Espero que a partida
lhe tenha servido de lição e ele passe a ter um comportamento semelhante ao seu
colega de clube da camisa 11. Este sim sério, ótimo jogador e corretíssimo.

Agora… O que não podemos admitir, em hipótese alguma, é o comentário
desprezível, preconceituoso, infeliz (e que certamente não terá retratação, já
que se trata de uma pessoa orgulhosa, prepotente e arrogante), de um pseudojornalista,
VETERANO, de uma pseudoemissora de rádio, que num pseudoprograma esportivo, comparou
o Palmeiras a um time que, dentro de suas limitações, disputa quase que
amadoristicamente a quarta divisão do futebol brasileiro. Infelizmente, se este
cidadão quis “causar”, como dizem os jovens hoje em dia, ele se lascou. A sua
cara deslavada e desbotada ontem em seu outro pseudoprograma dominical de
debate futebolístico, mostrou que deveria ter usado creolina na língua antes de
falar qualquer coisa que fosse do Palmeiras. 

Para este pseudoprofissional, deixo aqui minha NADA PSEUDOCORNETA.
Lembrando aos desavisados que o prefixo PSEUDO, do grego, pode ser traduzido
como FALSO. E olha que eu nem falei aqui na palavra já dita ontem no 3VV:
RESPEITO.     


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17 comentários em “Corneta do Cunio – As lições de uma guerra

  • Marco Túlio de Vasconcelos Dias
    março 17, 2010
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  • Marco Túlio de Vasconcelos Dias
    março 17, 2010
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  • Cassiano Juliotti Amatuzzi
    março 17, 2010
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  • Andre Luiz Martins Oltemare
    março 16, 2010
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  • Alberto Cunio
    março 16, 2010
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  • Sérgio Modesto Frugis
    março 16, 2010
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  • Marcio Zambon
    março 16, 2010
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  • JOSELITO LUIZ GONÇALVES
    março 16, 2010
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  • Alberto Cunio
    março 15, 2010
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  • Yzquierdo
    março 15, 2010
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  • luiz penchiari
    março 15, 2010
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  • gilberto giangiulio Junior
    março 15, 2010
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  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    março 15, 2010
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  • Ângelo Lista
    março 15, 2010
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  • Sérgio de Mauro
    março 15, 2010
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  • VERA LUCIA CLORETTI
    março 15, 2010
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  • Raul Ricardi
    março 15, 2010
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