A Euro 2016 e os estádios italianos

março 25, 2010 6 Allianz Parque

Pessoal, algumas semanas atrás a Federação
Italiana de Futebol, a FIGC (Federazione Italiana
Giuoco Calcio
), apresentou a versão para a mídia do dossiê da candidatura
da Itália para a Euro 2016.

A competição será a primeira que contará com
24 seleções na sua fase final e concorrem para recebê-la, além da Itália,
França, Turquia e a candidatura conjunta de Noruega/Suécia.

Essa é uma excelente oportunidade para o
futebol italiano revitalizar seus estádios que foram palco da copa de 1990, ou
seja, hoje defasados em 20 anos. Mais do que na hora de novos investimentos
nesta área.

Abaixo segue o link onde vocês poderão
encontrar o dossiê trazendo os descritivos genéricos das propostas para as
sedes, seus estádios, investimentos em transporte, segurança, comunicação,
etc…

https://3vv.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Dossier%20Euro%202016.pdf



Sobre os estádios destaco que em função das
exigências da FIFA serem menores para a realização de uma competição
continental em relação ao evento maior que é uma Copa do Mundo, a grande parte
dos estádios serão reformados e se não me engano, dos 12 estádios apenas a
Arena de Turim, Palermo e Cagliari serão erguidas como novos. Vejam nas páginas
13 a 17 o que se pretende fazer em linhas gerais com cada um.

Além de conforto, visibilidade e segurança,
serão dadas às reformas de vários deles atenção especial ao uso dos recursos,
como a instalações fotovoltaicas, reuso de água e utilização de materiais de
construção provenientes de reuso e reciclagem.

Um paralelo junto ao cenário brasileiro

As reformas nos estádios e entornos
provavelmente serão financiadas com recursos públicos das prefeituras das sedes
ou de outras esferas (não tenho a matriz de responsabilidades e desconheço a
metodologia de distribuição de recursos na Itália). Alguns estádios receberão
recursos particulares, como é o caso da Nova Arena da Juventus de Turim, porém,
na maior parte das sedes postulantes existe apenas um clube de futebol
principal, o que justificaria de certa forma os investimentos naquele estádio,
já nas sedes onde existem mais de um clube de expressão, normalmente o estádio
é partilhado por eles, casos de Milão e Roma, o que novamente pode ser um
argumento plausível para os investimentos públicos.

E por aqui? Como todos sabem, existe clube
mais igual que outros possuindo o poder de concentrar investimentos públicos em
seu estádio e entorno em detrimento aos rivais.

Neste embalo aproveito também para vestir a
carapuça e responder a uma cornetada bem sonora na minha orelha proveniente do
grande amigo Alberto Cunio.

Aceitar determinadas situações é repetir o
mesmo erro histórico que permitiu o crescimento de um rival a nossa sombra e
omissão. 

Para terminar, agradeço o colega Gabriel
Manetta Marquezin que tem me ajudado em algumas pautas, entre elas a de hoje.

Abraço,

Claudio Baptista Jr. – ansioso pela aprovação
da nossa Arena junto a Prefeitura e muito contrariado com a falta de
transparência nas discussões sobre a sede paulista e investimentos públicos na
cidade para a Copa de 2014.

50650cookie-checkA Euro 2016 e os estádios italianos

6 comentários em “A Euro 2016 e os estádios italianos

  • Alberto Cunio
    março 28, 2010
    Responder
  • Claudio Baptista Jr.
    março 26, 2010
    Responder
  • Ricardo Alberto Galassi
    março 25, 2010
    Responder
  • Marco Túlio de Vasconcelos Dias
    março 25, 2010
    Responder
  • Fernando Talarico
    março 25, 2010
    Responder
  • Antonio Manara
    março 25, 2010
    Responder

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