As dívidas do inominável

maio 28, 2010 7 Futebol com Números

Amigos, neste segundo posto sobre as finanças do Palmeiras, vamos falar um pouco sobre a questão dos impostos não pagos pelo inominável ex-presidente.

Eu comentei na semana passada que o inominável ex-presidente poderia ter deixado o Palmeiras financeiramente equilibrado, ou seja, com dinheiro em caixa quando finalmente saiu de uma presidência que nunca devia ter ocupado.  Li em uma entrevista dele em que afirmava que havia deixado R$ 32 milhões em caixa.

Fica difícil saber a exatidão do fato uma vez que os balanços dos clubes não eram claros como os de hoje e nem havia tamanha publicidade. Mas também nada impede (ou impedia) que os balanços fossem “maquiados”.  Então teremos que fazer as contas com o que existe de informação hoje.

IPTU

No balanço de 2009 o Palmeiras reconhece uma dívida do IPTU de R$ 7,8 milhões.  No próprio balanço a explicação é que essa dívida se refere aos anos de 1987 a 2004.  As diretorias anteriores do Palmeiras não pagavam o IPTU com base em um parecer jurídico dos seus assessores em que as entidades esportivas não deveriam pagar esse imposto.  Ainda no balanço é dito que o Palmeiras reviu essa posição e decidiu inscrever essa dívida no Programa de Parcelamento Incentivado.

Adicionalmente reconheceu que existe uma dívida de IPTU de mais R$ 3,8 que se referem aos anos de 2005 a 2008, que deverão ser inscritos nesse Programa em 2010.

Como o ex-Presidente ficou no cargo entre 1993 e 2005 a minha estimativa pessoal é que as suas dívidas em relação ao IPTU seriam da ordem de R$ 6,2 milhões.  Eu não ficaria surpreso se na verdade o número fosse ainda maior.

TIMEMANIA

Lendo os balanços de 2007 e 2008, fica realmente difícil entender a que período se refere as dívidas da Timemania.  Pelo que eu consegui entender, o Palmeiras acabou reconhecendo dívidas no valor de R$ 31 milhões.  Como não é detalhado a quais anos essa dívida se refere, fica difícil qual parcela da dívida pode efetivamente ser atribuída ao inominável ex-presidente.  

Se formos considerar a algo próximo da proporção do IPTU, teríamos que 60% da dívida seria causada pelo inominável.  Ou seja, R$ 18,6 milhões.

Isso nos levaria a um total de dívida devia a impostos que deixaram de se pagar em R$ 24,8 milhões.

Ou seja, o ex-Presidente, que teve a Parmalat para bancar grande parte das despesas do futebol do Palmeiras, que teve participação no lucro da venda dos jogadores, que não investiu nas instalações do futebol, que fez do clube sua ditadura particular, que vendeu o Wagner Love por uma ninharia, que recusou uma proposta interessante da Europa pelo Lopes (lembram dele?), que tentou transformar o Palmeiras em uma S.A. cujo principal acionista seria ele mesmo,  no final das contas deixou em caixa míseros R$ 7 milhões.

ATÉ QUANDO?

Não basta termos que conviver com essa herança maldita, ainda temos que conviver com o silêncio daqueles que conhecem os números em maior profundidade ?

Será que é tão difícil rebater as afirmações do ex-Presidente baseado em FATOS? 

Até quando o silêncio dos bons será tão ofensivo aos nossos ouvidos quanto as bravatas do inominável?

Até quando?

Saudações Alvi-Verdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

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7 comentários em “As dívidas do inominável

  • Andre Luiz Martins Oltemare
    maio 28, 2010
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  • Alberto Cunio
    maio 28, 2010
    Responder
  • LOURENÇO CORSI NETO
    maio 28, 2010
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  • Administrator
    maio 28, 2010
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  • Antonio Manara
    maio 28, 2010
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  • Marcelo Barbagallo
    maio 28, 2010
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  • Andre Luiz Martins Oltemare
    maio 28, 2010
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