O Custo Financeiro do Palmeiras

O Custo Financeiro do Palmeiras

junho 11, 2010 5 Futebol com Números

Amigos, neste quarto post sobre as finanças do Palmeiras, vamos falar um pouco sobre o custo financeiro do clube (belo assunto para um dia de abertura de Copa do Mundo,  não? ;-)).

Antes de mostrar os números sobre esse custo financeiro é bom que explicar alguns pontos:

Por que o aumento do custo financeiro é esperado?  Parte do custo financeiro é o pagamento de juros e encargos de atualização da dívida de impostos.  Como o Palmeiras entrou no Timemania e também acabou reconhecendo uma dívida do IPTU – lembremos sempre que grande parte dessa dívida se deve ao inominável ex-presidente – é óbvio que seria esperado que o custo financeiro aumentasse.

O que é alavancagem?  De uma maneira bastante simples para o raciocino de dívidas do Palmeiras: alavancagem é a capacidade que uma empresa/pessoa tem de utilizar recursos de terceiros (dívidas) para suas atividades.  Quando alguém pega dinheiro emprestado no banco para aplicar na bolsa, por exemplo, dizemos que essa pessoa está “alavancada”.  Quando o prof. Belluzzo diz que o Palmeiras pode se alavancar mais, ele quer dizer que o nível de dívida do Palmeiras é relativamente baixo e, portanto, poderíamos aumentar a dívida do clube – ou poderíamos “aumentar a alavancagem”.

Como se mede o custo financeiro?  Atualmente temos que medir o custo do Palmeiras em % da receita, já que o clube não tem lucro há alguns anos.  A pergunta óbvia seguinte seria qual a % razoável da receita do clube que pode ser comprometida com esse custo financeiro. Bom, existem discussões infindáveis sobre qual seria essa % razoável, mas digamos apenas que atualmente a do Palmeiras não é baixa, mas talvez também não seja muito alta.

Observem no quadro abaixo três informações importantes: (1) o custo financeiro líquido do Palmeiras (já exclui as receitas financeiras); (2) o quanto esse custo representa da receita total do clube e (3) quanto de dívida de impostos foram reconhecidas nos últimos anos.

 

Se por um lado, é assustador que de 2006 para 2009 o custo financeiro tenha dobrado e tenha atingido mais de R$ 1 milhão por mês, por outro lado podemos observar que em termos de % da receita o custo de manteve aproximadamente constante. 

Ou seja, independente se consideramos que gastar 10% da sua receita com pagamento de juros é alto ou baixo, o fato é que a situação do Palmeiras, em termos de gastos com juros, não se alterou ao longo dos últimos anos.  Ou seja, se tivéssemos que reconhecer mais de R$ 30 milhões de dívidas relativas a impostos não pagos, poderíamos ter investido esse dinheiro na contratação de jogadores. Imaginem quem poderíamos contratar com esse dinheiro.

De qualquer modo, permanece o desafio do clube parar de dar prejuízo e começar a dar lucro. Pelo visto, dado que as receitas estão crescendo, o clube só precisa parar com esse festival de contratações erradas (Mozart, Edmilson, Jorge Preá e mais aquela lista infindável) … cá entre nós, NÃO contratar esse tipo de jogador e NÃO pagar uma fortuna para cada um deles, não deve ser a coisa mais difícil do mundo!

 Saudações Alvi-Verdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

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5 comentários em “O Custo Financeiro do Palmeiras

  • Valter Rodrigues de Freitas
    junho 14, 2010
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  • Valter Rodrigues de Freitas
    junho 14, 2010
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  • Administrator
    junho 14, 2010
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  • Haroldo Zaniboni
    junho 14, 2010
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  • Andre Luiz Martins Oltemare
    junho 11, 2010
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