Arenas – Impacto na Vizinhança

Arenas – Impacto na Vizinhança

agosto 26, 2010 21 Allianz Parque


Porém, temos que refletir a respeito do conteúdo e forma como estes questionamentos estão aparecendo.

Está correto abrirem-se questões neste momento? 

Qual é a dinâmica de prazos? Quais são os tempos para respostas e análises?

Existe limite de conteúdo e perguntas secundárias que pode-se exigir? 

Existe lei que dê contornos claros a esse processo?

Como temos observado, nesse processo sempre aparece algo novo e em cima disso pergunto até sobre a possibilidade de uma análise jurídica a fim de que possamos enxergar os limites.  

Infelizmente não temos acesso ao conteúdo dos questionamentos o que nos possibilita apenas uma análise extremamente superficial do que pode ter sido questionado.

Quando penso em impacto com a vizinhança vem a minha mente dois tipos de ações. A parte técnica e os métodos que podem ser usados para manter um grau de pró-atividade com a comunidade.

 

– Parte técnica.

Três fatores são importes para serem analisados pelas pessoas competentes. Ruído, Iluminação e circulação.

Aparentemente o fator iluminação estaria resolvido. Vejam a figura abaixo presente nas especificações da FIFA. A primeira é considerada não recomendável e a segunda adequada. Como consta nos documentos, certamente foi feito a análise por pessoas com competência para tal.

 


 

Já a circulação, temos o parecer favorável da CET e a negociação das contrapartidas. A Arena foi aprovada pelo órgão para receber a circulação de até 60 mil pessoas no seu entorno.

Quanto ao ruído, difícil imaginar que uma Arena com cobertura para o público irá propagar para o exterior um nível de ruído maior do que uma sem a cobertura, ainda que exista um número maior de público dentro do estádio. Entretanto, esperamos que especialistas contratados pela WTorre para realizar os estudos comprovem o menor impacto.

Quando perguntado no início sobre os limites dos questionamentos técnicos para este tipo de empreendimento, vem em mente, além destes, fatores dos mais simples até análises mais complexas que vão deste circulação de torcedores barulhentos, sombras em edifícios adjacentes, ausência de atividades locais quando não há eventos até análises de vibrações.

O projeto da Arena procurou respeitar ao máximo a região. Reforma das suas instalações internas, construção de vagas de estacionamento para a região, melhoria do fluxo de pedestres no entorno do estádio e negociação para construção de contrapartidas para a região.

Há que se destacar também diversos pontos positivos quando se constrói uma Arena nova.

– Acesso privilegiado a eventos esportivos e espetáculos de qualidade.
– Criação de empregos tanto na construção como na exploração / operação das instalações.
– Afluxo de novos visitantes e as conseqüências positivas para a economia local (lojas, restaurantes, hotéis).
– Os moradores e utilizadores da região serão os primeiros a utilizar os equipamentos que são instalados junto ao estádio como ginásios, piscinas, local de convenções e outros aspectos culturais e sociais.
– O prestígio, orgulho e identificação que um novo estádio com seus eventos pode trazer para a comunidade.

– Pró-atividade com a comunidade.

Quando este espaço começou a apresentar as especificações com a FIFA, já falávamos sobre a necessidade de se estabelecer contatos constantes e proativos junto a vizinhança a fim de evitar ao máximo surpresas deste a fase de aprovações, construção e operação da Arena.

 

A documentação da FIFA trazia alerta neste sentido. Para quem quiser recordar o que falamos sobre o relacionamento com a vizinhança e o que a FIFA diz a respeito em suas especificações, acessem os links:

https://3vv.com.br/3vv/post.aspx?p0=7&p1=1329

https://3vv.com.br/3vv/post.aspx?p0=7&p1=1200

Contudo, aparentemente o clube e o parceiro adotaram a estratégia do maior silêncio possível. Talvez pelo receio que uma proatividade neste campo pudesse levantar uma série de outros questionamentos carregados de terceiros interessados mesmo que desde o princípio o que se buscou foram os caminhos legais para as aprovações junto aos órgãos responsáveis e competentes da prefeitura.

Será que foi a estratégia correta? Hoje nos deparamos com essas ações que vêem freando ainda mais o início das obras. Talvez não nos deparássemos com elas ou as dores de cabeça poderiam ser ainda maiores.  Não sei.

Agora, o que se deve fazer são clube e parceiro continuarem trabalhando dentro do que se pede e que seja de direito, mas com olhos muito, muito abertos.

Abraço,

Claudio Baptista Jr. – muito contrariado com a falta de transparência nas discussões sobre a sede paulista e investimentos públicos na cidade para a Copa de 2014.

 

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21 comentários em “Arenas – Impacto na Vizinhança

  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    agosto 30, 2010
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  • Cássio Andrade
    agosto 29, 2010
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  • weliton moura
    agosto 29, 2010
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  • Claudio Baptista Jr.
    agosto 29, 2010
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  • weliton moura
    agosto 28, 2010
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  • Antonio Manara
    agosto 28, 2010
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  • Antonio Manara
    agosto 28, 2010
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  • Antonio Manara
    agosto 28, 2010
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  • Marcos Simonetti
    agosto 28, 2010
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  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    agosto 27, 2010
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  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    agosto 27, 2010
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  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    agosto 27, 2010
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  • Waldecir Junior
    agosto 27, 2010
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  • Claudio Tanaka
    agosto 27, 2010
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  • Alberto Cunio
    agosto 27, 2010
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  • Rodrigo Bucciolli Pereira
    agosto 26, 2010
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  • Marcos Diniz Mendes Ribeiro
    agosto 26, 2010
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  • Claudio Baptista Jr.
    agosto 26, 2010
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  • Yzquierdo
    agosto 26, 2010
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  • João Paulo Perim Zago
    agosto 26, 2010
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  • Cássio Andrade
    agosto 25, 2010
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