Arenas – Desapropriação

julho 25, 2013 12 Allianz Parque

Por Claudio Baptista Jr.
Na última semana foi publicada uma notícia que a S. E. Palmeiras terá desapropriada uma parte da sua área para dar espaço ao fluxo de veículos de uma das ruas que faz o entorno do clube. Especificamente o final da Rua Padre Antônio Tomás com a esquina da avenida Antarctica. Leiam a matéria ao final do texto.
Em princípio temos que ter consciência que esta ação por parte da prefeitura deve ter sido negociada dentro do pacote de contrapartidas que terão que ser realizadas na região com a construção da Allianz Parque.
E também não precisamos voltar a repetir sobre o Consórcio Palmeiras/WTorre ter que utilizar recursos do negócio para a realização deste tipo de melhoria quando clubes rivais as ganham gratuitamente do poder público e também são agraciados com incremento de patrimônio.
Vejam a figura abaixo a imagem da esquina da Av. Antarctica e a rua Padre Antonio Tomás (a rua mais estreita entre as árvores) que deverá perder uma área até a portaria do clube para o alargamento da pista.
B
Porém, ainda existem perguntas dentro desse processo.
Durante a fase de aprovação da construção, sempre se falou que nos encontrávamos no limite de área construída, entretanto, como vemos na matéria abaixo, o shopping Bourbon instalado ao lado do clube, pagou contrapartidas por ter construído além dos limites estipulados pela Lei de Zoneamento. Nós arcamos com elas por estamos no limite?
http://vejasp.abril.com.br/materia/bourbon-shopping-um-gigante-na-pompeia
Não acompanhei a construção do shopping, mas tem amigos questionando se foi realmente construído o piscinão exigido pela prefeitura para minimizar os alagamentos na rua Turiassu com a Pompéia.
Também, questiona-se porque não foi exigida uma contrapartida similar a esta da S. E. Palmeiras se o shopping utiliza pista da rua Turiassu para a entrada e saída de veículos do seu estacionamento, causando estrangulamento da rua. Abaixo imagem do shopping com a rua Turiassu.
CAgora, e se essa desapropriação exigida da S. E. Palmeiras não aparece explicitamente nas negociações das contrapartidas?
Poderíamos, por exemplo, ter maior espaço para a elaboração de projetos como o nosso Museu que será peça importante para a S. E. Palmeiras podendo “alimentar” exposições no memorial dentro da Allianz Parque?
E quanto ao sistema Stehplatz para o qual existe uma limitação de área para estocagem das cadeiras removíveis?
Bom, vamos trazer o discurso conforme a consideração do início de texto de que a negociação para esta contrapartida foi realizada de forma evidente dentro do processo de aprovação da obra e que o clube estava consciente dos detalhes de todas as contrapartidas.
Alguns amigos trouxeram propostas para que a prefeitura também pudesse do seu lado realizar ações na região e entorno do estádio:
– Na rua em questão, eliminar a ilha que separa os fluxos de veículos ao seu final e diminuir o passeio do banco Bradesco. Primeira figura no início do texto.
– Deslocar para outro local o ponto de ônibus da Av. Antarctica quase na esquina da rua Padre Antonio Tomas que trava o fluxo de veículos de quem quer virar a direita na rua Turiassu. Primeira figura no início do texto.
– Instalação de semáforos inteligentes.
– Na Av Matarazzo existe um enorme condomínio em fase de construção para o qual está sendo construída uma rua atrás do residencial visando atender sua entrada e saída de veículos. Poderia ser útil a extensão dessa rua que aparentemente só servirá o condomínio a fim de auxiliar o fluxo da Av. Matarazzo. A figura abaixo é antiga, mas percebe-se a área onde está sendo construído o condomínio.
D
 
Reestudo da rotatória da Av Sumaré com a Av Antarctica e rua Turiassu. Imagem abaixo.
E
 
Existem muitos Palmeirenses contrariados. Lutam contra a perda da nossa identidade e utilizam esse episódio para mais uma vez trazer de volta a lembrança da luta em defesa do nosso patrimônio em 42.
Não nos esquecemos de que a Av. Antarctica e a própria Matarazzo foram alargadas no passado em áreas da S. E. Palmeiras.
E vocês? Qual é o sentimento? Poderiam propor mais alternativas para o entorno que não sucateasse o patrimônio do nosso clube?
http://www.espn.com.br/post/343373_dono-de-unico-estadio-sem-isencao-fiscal-palmeiras-tambem-tera-de-ceder-area-do-clube-social-a-prefeitura
***
Somente como complemento ao post da semana passada que falava sobre o Maracanã ( https://3vv.com.br/2013/07/arenas-maracana-presentao/ ), abaixo tem uma análise do blog Novas Arenas que traz informações mais completas e compara o modelo adotado pelo Fluminense com o que será dotado pelo Flamengo.
Interessante após a leitura deste comparativo, que vocês tentem extrapolar os modelos de negócio que estão sendo assinados para o Maracanã para a gestão global do futebol de um clube.
http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2013/07/23/maracana-qual-clube-escolheu-o-melhor-modelo-fla-ou-flu/
 
Abraço,
Claudio.

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12 comentários em “Arenas – Desapropriação

  • Sandra
    agosto 25, 2013
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  • Claudio Longo
    julho 27, 2013
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  • Claudio Longo
    julho 27, 2013
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  • Luiz
    julho 26, 2013
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  • HARLEY
    julho 26, 2013
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  • diego
    julho 26, 2013
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  • Marco
    julho 26, 2013
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  • Victor Sbrighi
    julho 26, 2013
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  • Ariel
    julho 26, 2013
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  • Cesar Pierre
    julho 26, 2013
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  • Victor Sbrighi
    julho 26, 2013
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