Arenas – Troca do Gramado

setembro 19, 2013 3 Allianz Parque

Por Claudio Baptista Jr.
Escrevo o texto de hoje tomando como base mais a observação do que dados técnicos. Por isso as chances de se ter uma percepção incorreta é maior, mas nem por isso vou deixar de em colocar o tema em debate, pois considero importante e podem surgir informações que complementem o post.
Falo de uma troca mais constante do gramado da Allianz Parque. Algo em torno de 2 vezes ao ano.
Quem vem acompanhando a coluna sabe bem que de tempos em tempos trago o assunto referente a gramado em discussão, pois a boa qualidade do mesmo é um fator muito importante para o Palmeiras.
E esta preocupação tem origem no negócio em si onde ocorrerão grandes eventos no estádio, a arquitetura mais fechada não é tão favorável a manutenção do gramado, gerando necessidades de procedimentos e técnicas de manutenção eficazes e no trabalho de parceria dentro do consórcio envolvendo planejamento de datas, entre outros.
O assunto em relação a trocas mais constantes do gramado veio em mente recentemente quando tivemos um jogo da seleção brasileira disputado em Boston onde um gramado natural foi posicionado sobre a grama artificial que é utilizada no estádio.
 
Observando o jogo pela TV, não notei uma má qualidade do gramado e fazendo alguma pesquisa nas matérias pós jogo, não identifiquei comentários atirando contra o gramado.
Também ouvi que já existem máquinas de corte de gramado capazes de retirar uma camada de terra mais profunda o que auxiliaria na instalação de um novo gramado com um tempo reduzido para sua utilização. Não é essa abaixo hein!
Arenas-gramado-C
Mas como disse acima, a eficácia na adoção deste tipo de troca mais constante depende de análises mais apuradas que envolveriam não apenas o tempo de instalação para o uso, mas também a manutenção (posicionamento, possíveis necessidades de instalação de drenagem e irrigação, tratamento,…), a preparação do gramado em algum outro local (fazenda), a logística de transporte e os custos envolvidos nesse projeto.
Será que manter um único gramado por um longo período junto com todos os cuidados envolvidos (procedimentos, técnicas, equipamentos como iluminação artificial, turbinas de insuflamento de ar, e insumos de manutenção, como água, energia, materiais orgânicos, etc.) é economicamente mais viável do que a adoção das trocas mais frequentes?
Claro, nestes casos também são necessárias manutenções constantes e de cara já se conhecem os riscos de se jogar sob a chuva em um gramado recém-instalado. Mas será que não seria valido o estudo comparativo entre estes projetos?
Trocas constantes x Manutenção do mesmo gramado por um período longo?
Arenas-gramado-D
Um dado adicional e exemplo real. A Amsterdam Arena trocou o gramado 60 vezes em 15 anos (taxa de 4 trocas/ano) ao custo médio de EUR 100 mil cada uma. O gramado normalmente é instalado dentro do estádio em mais ou menos 24hs, ficando apto para jogo logo após a execução do serviço.
Além de maquinário próprio e não alugado, lá existem fazendas especializadas na produção de gramados esportivos de alta qualidade. Hoje no Brasil a produção de grama tem foco maior no paisagismo.
Arenas-gramado-E
O grande índice de troca do gramado de Amsterdam deve estar relacionado ao perfil do negócio, similar ao nosso, pois é uma Arena Multiuso, mas principalmente em função da arquitetura do estádio e por estar localizado em um clima rigoroso, fazendo com que o teto retrátil seja bastante utilizado reduzindo as melhores condições para um gramado natural.
Enfim, não tenho uma opinião formada a respeito por não possuir dados e informações detalhadas, e principalmente por não ser gabaritado permitindo-me emitir uma opinião certa, mas penso que esse tema pode ser alvo de estudo.
E vocês, o que acham?
Abraço,
Claudio.

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3 comentários em “Arenas – Troca do Gramado

  • Claudio Baptista Jr.
    setembro 20, 2013
    Responder
  • HamiltonJr-Mossoro/RN
    setembro 20, 2013
    Responder
  • Carlos Augusto da Silva
    setembro 19, 2013
    Responder

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