Corneta do Cunio – Pioneirismo de risco

dezembro 4, 2013 51 Corneta do Cunio

Alberto Cunio

Bonificados alviverdes, há limites para ser vanguardista. E o Palmeiras está vivendo um momento inusitado neste final de ano, o qual não temos certeza no que vai dar.

No início dos anos 90, num lampejo inédito de modernidade para os padrões brasileiros, o Palmeiras estabeleceu com a Parmalat um sistema de cogestão futebolística que deu no que deu. E que jamais conseguiu ser copiado nos mesmos moldes, apesar de outros formatos similares terem também conseguido algum êxito.

A gestão de Paulo Nobre, desta feita num repente de “genialidade”, tenta emplacar um modelo de contrato para os profissionais de futebol do clube que inclusive foi elogiado aqui na semana passada: baseia-se na “produtividade”.

Com apenas uma pequena semelhança ao usual modelo de “contrato de risco”, quando um jogador efetivamente recebe seus vencimentos de acordo com sua assiduidade em campo, a produtividade busca estimular o profissional a empenhar-se continuamente ao longo das temporadas em busca de conquistas. Desta forma, pode angariar muito mais dinheiro do que num contrato convencional, com salários e direitos de imagens fixos. Presumem-se assim, neste modelo, polpudos prêmios por conquistas.

Sem dúvida alguma, seguindo o perfil profissional do mundo corporativo, o futebol pode começar a valorizar efetivamente as vitórias, classificações e taças, deixando os salários estratosféricos para a história. Porém, como toda novidade, vêm no vácuo os problemas.

Longe de ser um entendido do assunto, certos pedregulhos no caminho parecem óbvios. O primeiro deles é o “fator cobaia”. Se um jogador hoje ganha R$ 1000 e vai ter que renovar seu contrato, como convencê-lo a ganhar R$ 500 e se conquistar X, Y e/ou Z torneios ganhar o equivalente a R$ 3000? Da mesma forma, como um clube pode ir atrás de jogadores disputados no mercado e persuadi-los a receber R$ 500 e as promessas de R$ 3000 se há mais 3 propostas para ele no mercado que lhe dão R$ 800, R$ 1000 e R$ 1500, imediatamente, nas mãos, ganhando ou perdendo?

A tarefa está parecendo um tanto quanto ousada. E os riscos de não contratarmos ninguém e ainda perdermos os que lá já estão, cresce a cada tentativa.

O fato de GK ter aceitado uma redução salarial condicionada, não pode ser considerada um triunfo neste aspecto. Afinal, há uma sensação de que a coisa foi “ajeitada” por ambas as partes por falta de opções bilaterais, além do que é uma situação que dá margem a um breve rompimento que não onere ninguém.

Enquanto aguardamos para saber se nosso mandatário está querendo “causar” ou construir um resort no sertão do Piauí, deixo minha CORNETA para os dinossauros que elegeram nesta segunda mais 6 múmias para o sarcófago do CD palmeirense. Triste.

A Corneta no Twitter clama por profissionalismo de verdade. Siga! @Corneta3VV

126660cookie-checkCorneta do Cunio – Pioneirismo de risco

51 comentários em “Corneta do Cunio – Pioneirismo de risco

  • Giancarlo Vendramel
    dezembro 9, 2013
    Responder
  • HARLEY
    dezembro 7, 2013
    Responder
  • Yzquierdo
    dezembro 5, 2013
    Responder
  • Claudio Longo
    dezembro 5, 2013
    Responder
  • João Fausto Esteves Sartorello
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • andré luiz
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Zek
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Sergio Eduardo Pinheiro
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • cassiano
      dezembro 5, 2013
      Responder
      • Sergio Eduardo Pinheiro
        dezembro 6, 2013
        Responder
  • João Cornetta
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Wagner
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • DIEGO ROSS
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Felipe
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • DANIEL
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • HamiltonJr/Mossoro-RN
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Luiz Alves
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Rafael Sanches
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Marcos
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Mário Jr
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Marcos
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • R Filho
      dezembro 4, 2013
      Responder
    • Cleiton
      dezembro 4, 2013
      Responder
      • Marcos
        dezembro 4, 2013
        Responder
        • Zek
          dezembro 4, 2013
          Responder
  • R Filho
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • aldo londres
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Wlademir Gaino
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Wesley
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Rodolfo Degaspari
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • Alberto Cunio
      dezembro 4, 2013
      Responder
  • Julio Peres Roselli
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Marcelo
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • sergio marangão
      dezembro 4, 2013
      Responder
      • Claudio
        dezembro 4, 2013
        Responder
      • cassiano
        dezembro 5, 2013
        Responder
  • Gaetano Misiti
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • Marco Freitas
      dezembro 5, 2013
      Responder
  • Rodolfo
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • Alberto Cunio
      dezembro 4, 2013
      Responder
    • cassiano
      dezembro 5, 2013
      Responder
  • Rodolfo
    dezembro 4, 2013
    Responder
  • Ivan
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • Danilo Peressim
      dezembro 4, 2013
      Responder
    • cassiano
      dezembro 5, 2013
      Responder
  • MARCELIO SBROLINI
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • Mário Jr
      dezembro 4, 2013
      Responder
    • R Filho
      dezembro 4, 2013
      Responder
  • mario luiz
    dezembro 4, 2013
    Responder
    • Marcus Vinicius
      dezembro 4, 2013
      Responder

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *