O modelo (financeiro) a ser seguido

dezembro 13, 2013 39 Futebol com Números ,

Por Luís Fernando Tredinnick

“Quando você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”. Essa famosa frase pertence ao livro “Alice no País das Maravilhas” e parece se aplicar perfeitamente ao momento do Palmeiras. Por momento eu me refiro aos últimos 15 ou 20 anos, naturalmente.

O Palmeiras ainda não definiu o modelo financeiro para o futebol. Essa história de “não vamos gastar mais que arrecadamos” ou “não vamos fazer loucuras” não é um modelo – muito longe disso.
No artigo anterior discutimos um pouco que tanto Atlético-MG quanto Cruzeiro têm prejuízos semelhantes ao do Palmeiras e mesmo assim montaram times competitivos que foram campeões em 2013.

Na semana seguinte à publicação desse artigo, apareceu a notícia que o Atlético-MG não iria vender mais nenhum jogador pois com a venda do Bernard (cerca R$ 70 milhões, salvo engano) o caixa de 2013 e 2014 já estariam garantido. Obviamente o fato do jogador ter participado de um time de destaque valorizou o seu passe. Imaginem se ele tivesse jogado nesse campeonato na Portuguesa – alguém aí imagina que pagariam o mesmo valor pelo jogador?

Mas, voltemos à questão do modelo a ser seguido.

O Internacional-RS optou por um modelo de venda de jogadores para “fechar as contas”. O clube concentra esforços na busca e formação de atacantes, que segundo o próprio clube são mais valorizados, e de tempos em tempos vendes seus destaques. Alexandre Pato e Damião são os dois exemplos mais recentes desse modelo adotado.

Já clubes como o Santos e o São Paulo optaram por gerar receitas de modo a não precisar vender jogadores para “fechar as contas”. O Santos talvez tenha feito história ao manter Neymar e com isso ter aumentado receitas e conquistado títulos – entre outras coisas, o contrato com a Globo previa uma remuneração maior com o Neymar e uma menor sem ele – o que, convenhamos, faz todo sentido do mundo.

E o Palmeiras?

Bom, já tentamos diversos tipos de parcerias, tentamos a famosa “Cesta de Atletas”, tentamos também andar com nossas próprias pernas, sem estabelecer nenhum tipo de estratégia ou de modelo. E por isso, se não sabemos onde queremos ir, qualquer caminho serve.

Podemos discutir qual modelo é o melhor, mas não escolher nenhum modelo é ainda mais prejudicial para o Palmeiras.

Honestamente acredito que o Palmeiras tem condições de ter um modelo em que não seja necessária a venda de jogadores para “fechar as contas”. A nossa torcida já provou que além de numerosa, é uma grande geradora de receitas para o clube.

O grande equívoco da maioria das pessoas quando discutimos “modelos” é achar que a adoção de um modelo pressupõe algum tipo de extremismo. Se optarmos por um modelo de venda de jogadores para fechar as contas, isso não quer dizer que o elenco será completamente trocado a cada um ou dois anos! Não é isso! Para administrar esse modelo com sucesso quer dizer que temos que vender poucos jogadores pelo maior preço possível – e sempre que qualquer jogador for vendido já ter o seu substituto pronto (seja nas categorias de base, seja em uma nova contratação).

No próximo artigo vamos conversar um pouco mais sobre o modelo de sustentabilidade financeira sem a necessidade de venda de jogadores aplicado ao Palmeiras.

Enquanto isso, permitam um trocadilho mais do que óbvio: esperemos que o nosso Presidente, também um piloto de rali, encontre logo o caminho para os títulos!

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

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39 comentários em “O modelo (financeiro) a ser seguido

  • andré luiz
    dezembro 14, 2013
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    • HARLEY
      dezembro 14, 2013
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  • andré luiz
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  • andré luiz
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      dezembro 14, 2013
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        dezembro 13, 2013
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        dezembro 13, 2013
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    • HARLEY
      dezembro 13, 2013
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