O Contrato de Produtividade

janeiro 3, 2014 33 Futebol com Números

Por Luís F. Tredinnick

Feliz Ano Novo, Palmeirenses! Esperemos que o ano de nosso Centenário traga as alegrias que todos nós merecemos!

Como todos nós andamos lendo, o Palmeiras quer adotar uma política de “contratos de produtividade”. A minha opinião é bastante simples: é uma boa política em uma hora completamente equivocada.

Ainda que não tenhamos nenhuma informação relevante sobre os moldes da política do Palmeiras, podemos descrever de maneira simples como o Barcelona faz essa mesma política.

No seu livro, “A Bola Não Entra por Acaso”, Ferran Soriano descreve como a política de produtividade foi implantada em 2003 no Barcelona (isso mesmo há mais de 10 anos). O esquema é: se o jogador que quer ganhar 100 de remuneração, ele tem o seu ganho fixo ajustado para 80. A remuneração variável – ou produtividade – é definida em 40.

Portanto, se os resultados forem ruins, o jogador irá ganhar 20% a menos do que o pretendido e se os resultados forem bons ele pode ganhar 20% a mais do que o pretendido originalmente.

Esse modelo simples foi implantado pelo Barcelona que já contava com um elenco montado – lembrando que lá os elencos tendem a ser muito mais estáveis do que os elencos no Brasil – em um time que disputa o campeonato Espanhol e a Copa do Rei contra basicamente dois outros times (Real Madrid e Valência, que foi o campeão de 2003). Mais do que isso, naquela época, ficar sem títulos por 3 anos era considerado crise. Ou seja, é uma equipe que tem um risco baixo de não ganhar títulos.

O Palmeiras resolveu implantar esse modelo com um elenco vindo da série B. Sejamos honestos, a maioria das pessoas sabe que esse elenco sem reforços não é sério candidato a nenhum título em 2014.

Para piorar o elenco está cheio de indefinições fazendo com que a espinha dorsal do time possa ir embora ao início de 2014. Também não se sabe ainda quais serão os reforços do time.

Uma coisa é você aceitar um contrato de produtividade sabendo qual é o elenco e entender qual o potencial de conquistas desse elenco. Outra coisa é aceitar esse contrato não sabendo com quem você vai jogar e sem saber se o seu time tem reais chances de ganhar algum título.

Meu entendimento é que o contrato de produtividade seria relativamente fácil de ser implantado com um elenco forte e definido. Por exemplo, se montamos um bom time e ele é campeão do Paulista e da Copa do Brasil em 2014, ficaria fácil atrair jogadores e fazer com que eles aceitassem o contrato de produtividade.

Enfim, para o bem do Palmeiras, espero estar errado.

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

130470cookie-checkO Contrato de Produtividade

33 comentários em “O Contrato de Produtividade

  • Leonardo Paglioni
    janeiro 6, 2014
    Responder
  • R Filho
    janeiro 5, 2014
    Responder
  • Eder
    janeiro 5, 2014
    Responder
    • R Filho
      janeiro 5, 2014
      Responder
  • Neroazzurri
    janeiro 4, 2014
    Responder
  • Vinicius
    janeiro 4, 2014
    Responder
  • HARLEY
    janeiro 4, 2014
    Responder
  • sergio marangão
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Zek
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Thiago Baise
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • João Cornetta
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • EDU, O PALESTRINO
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • ROBERVAL
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Alan
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Ivan
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Alex
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Mauser
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Wlademir Gaino
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Diogo Belotto
    janeiro 3, 2014
    Responder
    • Wagner
      janeiro 3, 2014
      Responder
  • Roger Lourenço
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Wagner
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Marcos
    janeiro 3, 2014
    Responder
    • Wagner
      janeiro 3, 2014
      Responder
      • Mauser
        janeiro 3, 2014
        Responder
  • Igão
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Rafael
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Prezoto
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Leu
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Edvaldo
    janeiro 3, 2014
    Responder
  • Rodolfo
    janeiro 3, 2014
    Responder
    • Rodolfo
      janeiro 3, 2014
      Responder
    • R Filho
      janeiro 5, 2014
      Responder

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *