Um modelo a ser seguido

janeiro 31, 2014 34 Futebol com Números

Por Luís Fernando Tredinnick

Amigos, com a venda do Henrique, zagueiro e capitão do time, voltam as perguntas: vale a pena vender nossos melhores jogadores? Esse é o modelo que queremos para o nosso time?

Um dos grandes problemas do Palmeiras foi justamente a ausência de uma definição sobre qual o modelo iríamos adotar. A nossa última parceria, que nos ajudou no título paulista de 2008, tinha o conceito de vender os melhores jogadores rapidamente e basicamente pagar uma taxa de “vitrine” para o Palmeiras (é melhor nem mencionar que junto com cada “craque” contratado pela parceira, vinham uns 4 ou 5 “cabeças de bagre”)

Minha opinião é bastante simples: só vale a pena vender os melhores jogadores por quantias irrecusáveis. Se não for para ganhar muito dinheiro é melhor manter os nossos melhores jogadores e ganhar títulos.

Para os jogadores medianos e em fim de carreira, a venda seria algo corriqueiro, evidentemente.

Se esse é o modelo a ser seguido, o desafio passa a ser em como implantá-lo.

Parte da equação é conseguir dinheiro suficiente para fechar as contas do ano. Se vocês viram a reportagem da revista VIP, puderam ver que na pesquisa realizada o torcedor Palmeirense é o que tem o maior número de camisas do seu time e que é o que mais segue alguma rede social. Conseguir fazer com que essa numerosa e apaixonada torcida consuma os produtos do clube a gere as receitas necessárias é um desafio, sem dúvida, mas convenhamos que não é um desafio tão grande assim.

Outra parte da equação é o gerenciamento do elenco.

Os times grandes italianos e o Barcelona, por exemplo, adotam como medida que apenas um jogador titular por linha pode sair a cada ano. Ou seja, a cada ano apenas um atacante, um jogador de meio-de-campo e um da defesa podem sair. Isso mantém o entrosamento do time e garante parte da sua força. Então é bastante simples: veio uma proposta irrecusável para o volante e ele vai embora. Na sequência veio uma proposta muito boa para o outro volante? Ele não é negociado esse ano e ponto final!

E claro, se você vai trocar até 3 jogadores por ano no seu elenco, você tem que ter um “plano de sucessão” bem montado. Ou seja, para cada titular do elenco você deve ter planejado o seu substituto: seja um jogador da base, um reserva que esteja ganhando experiência ou uma contratação externa.

Reparem que eu disse “para cada titular”. Isso dá trabalho, mas é o que diferencia um grande time de um time medíocre. E é isso que possibilita um time a fazer grandes negócios. Por exemplo, se ofereceram R$ 10 milhões pelo Henrique e dentro da área de “Inteligência” do clube o substituto dele seria um jogador de outro time cuja multa rescisória for de R$ 5 milhões a diretoria poderia correr, contratar o substituto do Henrique e buscar algum outro reforço que custe até R$ 5milhões.

Como em muitas das grandes realizações, o dinheiro é apenas parte da história. O talento e o bom planejamento também são fundamentais.

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

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34 comentários em “Um modelo a ser seguido

  • Mario
    fevereiro 1, 2014
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  • Claudio Longo
    janeiro 31, 2014
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  • verdi
    janeiro 31, 2014
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  • Leandro Luize
    janeiro 31, 2014
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        janeiro 31, 2014
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    • Luiz Claudio
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    janeiro 31, 2014
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    janeiro 31, 2014
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