Corneta do Cunio – SE minha mãe fosse homem…

fevereiro 19, 2014 20 Corneta do Cunio

Por Alberto Cunio

Mulheres-Barbadas alviverdes, semana passada comentamos aqui que um simples empate contra o Audax resultou numa avalanche de críticas ao time do Palmeiras e mais sabem-se lá quantos culpados. E não ficaria só nisso.

Semana seguinte, em meio às performances midiáticas de nosso presidente-protagonista da TV Palmeiras, empatamos novamente contra nosso arquirrival. Até aí, nada de anormal, não é verdade? Ledo engano.

O palmeirense passa por um momento único. Nem nos tempos mais negros de nossa história, quando não havia perspectiva alguma de termos times ao menos razoáveis, a intolerância e a leitura exacerbada da situação foram tão agudas. Ninguém é poupado de nada. Há quem diga que o Palmeiras enfrenta os clássicos com apatia há mais de década, como se o simples fato de vestir uma camisa transmitisse o vírus da modorra aos atletas. Nossos treinadores não conseguiriam passar aos jogadores o significado de enfrentar nosso arquirrival. Afinal, eles têm que entender que “jogar contra os coirmãos itaquerenses é sinônimo de guerra!”.

Não vou entrar em detalhes a respeito deste sentimento da torcida. Apenas vou relembrar que esta postura de guerra, adotada por Felipão, já nos custou uma final de campeonato, tal o nível de estresse que ele colocou nos atletas diante do mesmo adversário. O ponto é que o torcedor alviverde, a quem eu frequentemente critico aqui, não entende uma coisa muito simples: no futebol, não existe SE.

A fronteira que separa a glória e a tragédia no esporte bretão é mais tênue do que se imagina. De que adianta criticar a equipe SE tivéssemos perdido e reabilitado (pela enésima vez) os alvinegros? Não perdemos, empatamos, eles continuam no limbo e nós invictos. Por que não focarmos as energias em, simplesmente, continuarmos nossa boa campanha rumo ao título? Por que não facilitamos as coisas para nosso clube e o ajudamos a ganhar um simples campeonato como o Paulista, que desde os anos 90 se tornou um fardo para nós?

Enquanto metemos a CORNETA em nosso astro global que preside o clube, e que confunde “comando” com “autoritarismo”, vamos deixar um alerta aos nossos torcedores: o nosso papel é apoiar a equipe, que está correspondendo da melhor forma possível. Se por acaso o grupo “espanar” devido a pressões indevidas, não reclamem. Vamos deixar passar mais uma oportunidade de levantar o caneco, ainda mais em nosso centenário. O prato está servido para nós: basta saber SE vamos querer degustá-lo ou simplesmente jogá-lo no lixo.

A Corneta no Twitter agradece ao CEO pelo abadá usado nos jogo de domingo. Ficou LINDJO! Siga! @Corneta3VV

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20 comentários em “Corneta do Cunio – SE minha mãe fosse homem…

  • giuseppe barretta
    fevereiro 20, 2014
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  • Breno Henrique
    fevereiro 20, 2014
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  • Signorini
    fevereiro 20, 2014
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  • Victor Sbrighi
    fevereiro 19, 2014
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  • PAULO H. FRANCESCHINI
    fevereiro 19, 2014
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  • edison roberto daniel
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  • Bruno
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  • lito
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  • Luiz Menegaço
    fevereiro 19, 2014
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  • mario luiz
    fevereiro 19, 2014
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  • PAULO H. FRANCESCHINI
    fevereiro 19, 2014
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    • Victor Sbrighi
      fevereiro 19, 2014
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  • arthur
    fevereiro 19, 2014
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