As Finanças do Palmeiras – 2

maio 23, 2014 11 Futebol com Números

Por Luís Fernando Tredinnick

Amigos, hoje falaremos sobre a venda de jogadores, dentro da nossa série de artigos sobre as finanças do Palmeiras.

Já vimos ontem que estamos atrás dos nossos concorrentes em termos de receitas e muito disse se deve à nossa completa incapacidade de gerar receitas com a venda de jogadores.

Vocês já devem ter observado no gráfico a evolução das receitas com a venda de jogadores.

Receita Negociação Atletas<em

Temos que considerar que o que aconteceu em 2013 com o São Paulo é algo completamente fora da realidade. Não são poucos que dizem que a venda do Lucas foi “inflada” por ser lavagem de dinheiro e coisas do gênero. Eu particularmente não sei se foi o caso, mas certamente um jogador vendido por preços exorbitantes é algo que não vai se repetir.

O Santos vendeu Neymar e o Corinthians vendeu quem dava no elenco que foi campeão em 2012.

O problema não é o que aconteceu em 2013 – que foi fora do normal para todos os clubes, e nem em 2008 – que foi atípico para o Palmeiras. O problema é o que vem acontecendo desde 2009 onde os adversários do Palmeiras conseguem receitas substanciais enquanto o Palmeiras consegue resultados ridículos.

Entre 2009 e 2012 o Corinthians teve receitas totais de R$ 158 milhões, o São Paulo teve 115 milhões e o Santos teve 94 milhões.

E o Palmeiras? Bom, teve ridículas receitas de R$ 38 milhões. Ou seja, apenas 40% das receitas do Santos que foi o time que menos teve receita com a negociação de atletas nesse período.

Obviamente os resultados vistos são resultados de duas incapacidades do nosso clube: (i) a falta de categorias de base que realmente revelem jogadores e (ii) a incapacidade de contratar jogadores ainda no status de “promessa” e que se tornem efetivamente bons jogadores – e que possam ser vendidos posteriormente com lucro.

Nesse caso o Palmeiras perde em dois aspectos importantíssimos. Por um lado deixamos de revelar jogadores e/ou contratar promessas – o que é muito mais barato do que contratar jogadores já consagrados. Por outro lado deixa de ter receitas que ajude o clube a equilibrar as contas.

Bom, já cansamos de dizer que precisamos investir nas categorias de base e melhorar a nossa descoberta de talentos. Isso precisa melhorar. Urgentemente!

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

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11 comentários em “As Finanças do Palmeiras – 2

  • Marcelo Vaccari
    maio 23, 2014
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  • Manuel
    maio 23, 2014
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  • Tiago Serrano
    maio 23, 2014
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  • Levi
    maio 23, 2014
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  • Lucas
    maio 23, 2014
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    • Lucas
      maio 23, 2014
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    • Luiz Fernando M.
      maio 23, 2014
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  • João Carlos
    maio 23, 2014
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