Corneta do Cunio – Onde foi que eles erraram?

setembro 7, 2015 40 Corneta do Cunio

 

Por Alberto Cunio

Equivocados alviverdes, o empate com nosso arquirrival no último domingo serviu para escancarar feridas que já estavam nítidas em nosso desempenho este ano. Afinal, foi muito difícil de engolir estarmos três vezes à frente do placar e levarmos três vezes o empate. Ainda mais por ter ficado evidente que jogamos contra um time reativo, que em nenhum momento dominou o jogo ou se empenhou para vencê-lo.

Mas o que foi que esta partida descortinou aos nossos olhos? Realidades futebolísticas que só se constatam na prática: 1- Não existem 15 pontos de diferença entre o futebol do Palmeiras e do nosso adversário de ontem; 2- O que impõe esta diferença, se é que parte dela existe mesmo, está além do que os valores técnicos em campo, sejam eles de jogadores ou de comissão técnica.

As críticas em cima de nosso elenco são válidas, apesar de que muitas vezes exageradas. Sabemos que faltam peças-chaves no plantel, ao mesmo tempo em que algumas existentes são abaixo do nível desejável para um time campeão. Até aí, esta deficiência não é uma exclusividade nossa. Em maior ou menor intensidade, o problema é crônico, num país que tem sua seleção formada vários jogadores obscuros e pertencentes a times desse mundão afora.

O que então é mais crítico nessa “performance” recente? Certamente o atraso no planejamento das ações e a colheita tardia de resultados na gestão Paulo Nobre.

Em seu primeiro mandato, o presidente alega ter colocado uma situação financeira caótica em ordem, motivo pelo qual não chegamos a lugar algum no biênio 13-14. Ainda bem, pois se tivéssemos chegado, seria na Série B. O próprio mecenas, que nesse período injetou perigosamente milhões do seu bolso no clube, conseguiu a proeza de passar o ano de 2014 sem patrocínio-master (era apenas o centenário do clube, ano de maior e mais desejada exposição da marca, da história, etc.) e montou e desmontou times de forma desastrosa. Tudo isso para, de repente, chegar a uma solução mágica em 2015: contratar alguém competente para (tentar) montar um elenco competitivo e arrumar patrocinadores.

Tudo isso seria lindo, se não faltasse algo fundamental: o extracampo. Paulo Nobre conseguiu criar uma guerra com a proprietária-gestora de nosso Allianz Parque, o que só trouxe prejuízos aos fanáticos torcedores que entopem jogo a jogo o nosso estádio; manteve inexistente a relação entre Palmeiras/Globo/Imprensa, o que só fez reduzir nossa exposição na mídia; agiu de forma completamente passiva junto à comissão de arbitragem e CBF, resultando em inúmeros erros contra nosso time ao longo do ano, tais como nenhum pênalti marcado desde a R1 e a escalação de juízes que tradicionalmente nos prejudicam; não fez movimento algum de influência no STJD, o que pode nos causar “apenas” a suspensão de Dudu por 6 meses; teve inabilidade total na renovação de contratos e capitalização do valor real de seus ativos atléticos no mercado, tais como Valdivia, GJ33… E por aí vai uma lista.

Só neste último parágrafo, posso contabilizar 12 dos 15 pontos que nos separam da liderança. Os outros 3, credito à estabilidade do nosso arquirrival, que manteve seu padrão de jogo nos últimos 5 anos, mesmo com a perda de algumas peças fundamentais de seu elenco. Vamos lembrar que dos 6 pontos que disputamos contra eles, ganhamos 4. Logo…

O que mais preocupa é onde esta história vai acabar. O torcedor está cansado. Ou conformado. Ou resignado. Ou talvez pior: esperançoso. Uma combinação de fatores fez com que a desastrosa gestão de Arnaldo Tirone que nos rebaixou, ganhasse a Copa do Brasil. Paulo Nobre ainda tem a chance de tão somente igualar este feito, ao menos este ano. Um time de futebol é feito de títulos. Não de vagas para Copa Libertadores. Para o Palmeiras, disputar o torneio continental todo ano deveria ser obrigação. Seja qual for a via de acesso. Estamos fazendo de um meio, um fim. E isso é o início do fim.

Por estas e por outras razões, deixo aqui minha CORNETA para o nosso mandatário, responsável por praticamente 100% destes problemas. Os mesmos que estão nos levando a lugar nenhum.

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40 comentários em “Corneta do Cunio – Onde foi que eles erraram?

  • Emilio Maranga
    setembro 11, 2015
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  • Paulão
    setembro 9, 2015
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      • Victor Sbrighi
        setembro 9, 2015
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      • Alex
        setembro 9, 2015
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  • lito
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  • Levi
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    • Alex
      setembro 9, 2015
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  • Paulão
    setembro 8, 2015
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    setembro 8, 2015
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    setembro 8, 2015
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    setembro 8, 2015
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      setembro 8, 2015
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        setembro 8, 2015
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      setembro 8, 2015
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  • Paulo
    setembro 8, 2015
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