Convocação de Arthur Cabral reacende a sua ‘polêmica negociação’

Convocação de Arthur Cabral reacende a sua ‘polêmica negociação’

outubro 2, 2021 0 Notícias

Arthur Cabral treina na Academia em 2019 (FOTO: CESAR GRECO/DIVULGAÇÃO)

Na era das polêmicas, foi só nos livrarmos da bobagem de anular o jogo contra o Atlético-MG – por causa da estupidez de Deyverson – para que as redes sociais encontrassem outra “contestação” em relação ao vai-e-vem de jogadores.

Devemos aplaudir e reverenciar a convocação de Arthur Cabral para a seleção brasileira do técnico Tite, em substituição ao lesionado Matheus Cunha, do Atlético de Madrid.

Atualmente no Basel, da Suíça, está fazendo muitos gols e se destacando como um atacante ágil e oportunista. Chamou a atenção no Brasil jogando bem no Ceará e foi contratado pelo Palmeiras em 2019. Jogou pouco e logo embarcou para a Europa. Hoje há times da Alemanha e da Inglaterra cobiçando-o, e ele deve se transferir na janela do final do ano.

Por que o Palmeiras se desfez do jogador que supostamente tinha potencial, coisa que ocorreu na Suíça?

Antes de mais nada, é bom salientar que o atacante desabrochou, finalmente, dois anos após a transferência. Fez seis jogos com a camisa do Palmeiras e marcou um gol. Demorou a estrear porque teve uma lesão séria no púbis nos primeiro dia de treino.

No entendimento de muita gente que acompanhou a passagem de Arthur Cabral pela Academia, Borja e Deyverson estavam em melhores condições físicas e técnicas em 2019 quando Luiz Felipe Scolari era o treinador. A equipe vinha do título brasileiro do ano anterior com os dois atacantes se destacando.

Com a equipe em alta, Arthur Cabral e o outro centroavante Artur, hoje no Bragantino e fazendo sucesso), não encontraram espaço.

A comissão técnica de Felipão logo deu o veredicto: os dois Arturs não tinham velocidade a imposição física que julgavam necessárias. Seriam mais lentos, embora bastante técnicos. Levavam desvantagem na disputa com zagueiros mais altos e mais fortes.

Quem acompanhou Arthur Cabral no Palmeiras garante que ele não deixou saudades e que todo mundo ganhou com a negociação com o Basel. Foi negociado por 4,4 milhões de euros (cerca de R$ 26,9 milhões na cotação da época).

O Palmeiras dividiu esse valor com o Ceará, que tinha a outra parte dos direitos, e ainda ficou com 30% de mais-valia (em cima do lucro) sobre uma eventual nova venda. Portanto, não faz sentido a celeuma criada por conta da convocação do jogador e o suposto “desprezo” do clube verde em relação a ele.

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