Abel cobra a defesa e pede reação no Brasileiro

Créditos: Cesar Greco

Abel cobra a defesa e pede reação no Brasileiro

outubro 3, 2021 0 Brasileiro 2021, Notícias

Abel Ferreira tentou corrigir a equipe, mas reconheceu que faltou foco contra o Juventude (FOTO: CESAR GRECO/PALMEIRAS)

Menos arisco e mais resignado, o técnico Abel Ferreira reconheceu o desempenho muito ruim contra o Juventude, no Allianz Parque, na entrevista após o jogo. Cobrou melhor performance da defesa e exigiu reação no Campeonato Brasileiro.

“O que é ser propositivo? É ter 73% de posse de bola, chegar ao último terço e cruzamentos e nada, finalizar e nada…”, reclamou o treinador. “Ter 73% de posse de bola e não criar não é propositivo. Fizemos, na minha opinião, um mau jogo. Os números não mentem. Não posso entrar em campo e sofrer gol da forma que estamos a sofrer. Não posso ter 22 jogos e ter 26 gols sofridos. É falta de compromisso coletivo defensivo.”

Ele realmente estava irritado, e com toda a razão – e finalmente admitiu que o time está jogando abaixo do esperado no Brasileiro. Criticou bastante a forma como o time está tomando gols – embora o gol do Juventude tenha tido uma enorme colaboração do goleiro Weverton.

“Não podemos sofrer o primeiro gol como sofremos. Foram avisados que iam procurar bola parada e transição, era fundamental ter segurança, paciência e velocidade”, reclamou Abel. “Foram avisados. Os números são claros como água. Temos média de gols sofridos de equipe de rebaixamento. Não me venham falar em retranqueiro. Temos de melhorar o compromisso coletivo defensivamente. É o que essa equipe tem na Libertadores.”

A questão é que os mesmos problemas se repetem, as mesmas falhas, e a comissão técnica não consegue corrigir. E Abel Ferreira assume parte da culpa, mas não perde a oportunidade de repetir a arrogante avaliação a respeito do jogador brasileiro.

“O jogador brasileiro joga 50% com bola, faltam os outros 50% sem bola”, insiste o treinador. “Quando falo da equipe eu sou parte da equipe, quando critico critico o treinador da equipe. É uma crítica coletiva e o treinador está dentro. É compromisso e solidariedade defensiva coletiva. Não é da defesa ou dos avançados, é de todos. Por que temos um empenho na Libertadores extraordinário? Porque está com foco e atenção no máximo. Não foi por falta de aviso. Mas entrar no jogo e sofrer um gol da maneira que sofremos… Dá ao adversário confiança.”

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