Dívida dos clubes versus receita – Parte 1

Dívida dos clubes versus receita – Parte 1

novembro 10, 2021 0 Análise Finanças, Futebol com Números, Notícias

Por Luis Fernando Tredinnick

Ansiosos (essa final que não chega nunca) Alviverdes,

No último post vimos a situação da dívida líquida dos clubes e vimos que muitos clubes têm valores semelhantes de dívidas líquidas. Mas também sabemos que muitas coisas da vida são relativas. E esse é o caso das dívidas – não interessa apenas o seu valor, mas também o valor relativo em relação à receita e ao lucro do clube.

Nós deveríamos comparar a dívida com os lucros dos clubes, porém a maioria dos clubes dá prejuízo. Então vamos comparar com a receita… mas a receita em 2020 desabou por causa da pandemia (e parte da receita de 2020 foi “transferida” para 2021) então a solução é comparar com a receita de 2019 – está longe do ideal, mas é o que tem para hoje.

Por sinal, com esse descolamento de receita de 2020 para 2021 realizar análises sobre as receitas será algo extremamente complicado.

Outro ponto importante: devemos comparar com a receita sem a venda de jogadores. Por quê? Porque ao contrário das demais receitas, essa é a típica receita que não tem relação com a receita dos anos anteriores. A receita de bilheteria, por exemplo, é relativamente estável, então o que você fatura em um ano de bilheteria acaba sendo próximo do que você faturou no ano anterior (guardadas as proporções caso o time avance muito em um torneio mata-mata em um ano e saia precocemente em outro ano), o mesmo vale para direitos de TV. Porém, se o clube conseguir vender R$ 300 milhões de jogador em um ano, não há nenhuma garantia de que sequer ele irá conseguir vender jogadores em outro ano. Por isso eu utilizo a receita líquida sem a venda de jogadores.

Observem no gráfico abaixo a receita líquida dos clubes:

Aqui temos alguns pontos interessantes:

  • O Flamengo claramente se descolou em termos de receita dos demais clubes.
  • O Palmeiras ainda que esteja longe do Flamengo, está em um patamar bem acima dos demais competidores.
  • O Santos continua a depender demais das vendas de jogadores para se manter “competitivo” em termos de receitas.
  • Alguém se lembra de quando o São Paulo costumava vender jogadores a preços exorbitantes? Puxa, o que terá acontecido?
  • Se o Corinthians era o time que gostaria de competir com o Flamengo pelo protagonismo no Brasil ficou muito atrás em termos de receita (e nessa receita há R$ 62 milhões de arrecadação de jogos).

Bom, no próximo post completaremos a análise

Saudações AlviVerdes

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