Cansaço e erros de posicionamento custaram a vitória, diz Abel

Créditos: Cesar Greco

Cansaço e erros de posicionamento custaram a vitória, diz Abel

novembro 14, 2021 0 Brasileiro 2021, Notícias

Abel Ferreira alegou cansaço. Como consertar até a final da Libertadores? (FOTO: CESAR GRECO/PALMEIRAS)

Rony reclamou do campo, e o treinador Abel Ferreira preferiu culpar o “cansaço”. E assim a comissão técnica segue se esquivando de explicações sobre apresentações pífias e erros grosseiros cometidos pelo Palmeira ao longo do Campeonato Brasileiro, fatores que colocam em risco a força necessária para a final da Libertadores.

Se o primeiro tempo da derrota contra o Fluminense foi razoável, o segundo precisa ser apagado enquanto performance – mas analisado do ponto de vista emocional e em termos qualitativos. Por que a equipe renunciou ao jogo e apenas assistiu ao adversário? Qual a razão do descontrole emocional ao final da partida?

“Acho que foram dois jogos, um no primeiro tempo e outro no segundo. No primeiro vi um Palmeiras superior e podia ter chegado no intervalo com mais gols, se a gente tivesse calma”, tentou explicar o treinador. “Querem transição, situação posicional, onde a equipe mostrou caráter, personalidade, mesmo com um gramado irregular. Tivemos calma e paciência para criar. Na minha opinião, a gente deveria ter ido para o intervalo com outro resultado.”

Em relação ao segundo tempo, mais dribles e nenhuma explicação, embora tenha culpado o cansaço e explicitado que os três volantes erraram no gol relâmpago de empate.

“No segundo tempo nosso adversário foi melhor, com mais vigor físico e tendo a crer que isso é porque nosso adversário teve um dia a mais de descanso. Nossa equipe teve erros táticos e técnicos que não são normais. Analisando os gols que sofremos, o primeiro, com um minuto quando nossos três volantes sabem o que têm que fazer, então é fácil eu mostrar para eles onde erraram. No segundo também”, disse Abel.

Sobre o cansaço, fica a pergunta: a preparação física do time está errada? Por que os adversários voam no segundo tempo e o Palmeiras perde muito rendimento? E a questão maior: como resolver esse problema grave até a final da Libertadores?

“Enquanto tivemos pernas e cabeça, acho que o time manteve o foco, foi organizado, agora quando o jogo chegou aos 60, 70, 80 minutos, foram notórios os erros de passe e posicionamento que não são normais na equipe”, reclamou o treinador que, ao menos, assumiu um erro em uma substituição, algo raro na trajetória do português no Brasil: ele reconheceu que deveria ter colocado Patrick de Paula no segundo tempo, e não Gabriel Veron, dando a entender que não tinha percebido o quanto a equipe estava “cansada”.

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