Jornalistas criticam ‘intolerância’ com os primeiros dias de Leila Pereira

Créditos: Fabio Menotti / Ag. Palmeiras

Jornalistas criticam ‘intolerância’ com os primeiros dias de Leila Pereira

janeiro 19, 2022 0 Notícias

Leila Pereira (FOTO: FABIO MENOTTI/PALMEIRAS)

Por Marcelo Moreira

De forma inusitada e surpreendente, a presidente Leila Pereira começa o seu mandato pressionada de forma inacreditável e sem sentido – isso para descontar a desonestidade intelectual de muitos ressentidos políticos que não ousaram enfrentá-la na eleição de novembro.

No cargo há 33 dias – mas, efetivamente, trabalhando mesmo, são menos de 20, por conta das folgas de fim de ano, a nova presidente está sendo cobrada pelo que não prometeu e pelo que explicitamente disse que não ia fazer – usar dinheiro da Crefisa, a sua empresa e patrocinadora do clube além do que está estipulado em contrato. E isso inclui não fazer loucuras, como pagar R$ 2 milhões mensais a um jogador argentino quase obscuro que é reserva em time alemão.

Cronistas esportivos de vários matizes entendem também que a serenidade e o pragmatismo da presidente neste momento são corretos, embora não imune a críticas, por mais que não tenha tido tempo de mostrar características de sua administração.

Paulo Vinícius Coelho, por exemplo, elogia a austeridade fiscal e a análise criteriosa das opções de contratações, e desconsidera as críticas ao diretor de comunicação que torce pelo Corinthians. Mas faz um alerta: departamentos estratégicos, como o marketing, precisa estar nas mãos de profissionais competentes. Leia mais aqui.

Danilo Lavieri, do UOL, elogia a firmeza da presidente em não gastar milhões com qualquer jogador mais ou menos. “Independente da chegada de um novo nome, o elenco não é ruim e seguirá sendo competitivo. Esse mercado de camisas 9 tem uma oferta muito baixa e uma procura muito alta. Então, qualquer perna de pau está valendo milhões de euros, e o Palmeiras acerta ao não pagar milhões de euros por qualquer perna de pau só para acalmar a torcida.” Leia veja mais aqui.

Na mesma linha vai Gian Oddi, da ESPN, outrora ESPN Brasil. Quando eram necessárias e pertinentes questionamentos muito importantes sobre as nebulosas situações que permitiram a Leila se tornar conselheira, isso não ocorreu, assim como os evidentes conflitos de interesses entre ser pre presidente e dona da empresa patrocinadora.

“Seriam cobranças compreensíveis não fossem em grande parte intensificadas pela pressa e pela obsessão da chegada de um nome conhecido, uma estrela daquelas que trazem o nome e tantas vezes oferecem pouco mais que este nome quando estão em campo”, escreveu o jornalista, que ironizou as reclamações sobre o time de coração do diretor de comunicação. Leia mais aqui.

As críticas, enviesadas, da imprensa à presidente partiram de um colunista mais ponderado, que enxergou fogo onde nem havia fumaça. Como não entrou na pilha de ter de explicar o porquê de não ter contratado um centroavante caríssimo e bem mais ou menos, foi tachada de arrogante e pedante.

Luís Carlos Simon, o Menon, do UOL, entendeu que a presidente humilhou o Palmeiras e se colocou acima da instituição em um vídeo recente nas redes sociais, em uma interpretação equivocada do que ela disse. Leia e veja mais aqui.

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