Caso Arthur Cabral: venda de direito a lucro ainda é um mistério

Caso Arthur Cabral: venda de direito a lucro ainda é um mistério

janeiro 26, 2022 0 Notícias

Arthur Cabral treina na Academia em 2019 (FOTO: CESAR GRECO/DIVULGAÇÃO)

O Palmeiras não tem mais direito a uma porcentagem de futuras negociações do atacante Arthur Cabral, hoje no Basel, da Suíça. A notícia não deveria surpreender se houvesse mais transparência nas ações administrativas do clube, sobretudo na gestão de Mauricio Galiotte, em seu final.

Os direitos foram vendidos pelo palmeiras em dezembro de 2021, segundo o site Ge/Globo Esporte.com. O valor da negociação ainda não foi divulgado, assim como o nome do comprador dos direitos.

Arthur Cabral jogou muito pouco no Palmeiras e foi negociado rapidamente com os suíços em 2019 com o aval do então técnico Luiz Felipe Scolari. Fez bastante sucesso no Basel e quase foi parar no futebol alemão. Agora está sendo negociado com a Fiorentina, da Itália, por R$ 98 milhões – o Palmeiras teria direito a, pelo menos, R$ 21 milhões – e o Ceará teria direito também a alguma porcentagem.

Segundo texto do Ge, a decisão no Palmeiras foi avaliada como uma alternativa para manter o fluxo de caixa e ter a base do time campeão da Libertadores na disputa do Mundial de Clubes da Fifa.

Uma outra possibilidade para equilibrar a situação financeira, de acordo com pessoas do clube, seria a negociação de algum destaque do time, o que não foi feito.

Os valores da operação não foram informados, segundo o texto, mas seriam um pouco inferiores ao que o Verdão teria direito agora com a negociação entre Basel e Fiorentina.

A avaliação no clube, porém, é positiva e ressaltada como importante para o fechamento de ano palmeirense. Até aí, sem problemas. A questão é o silêncio a respeito do negócio traz desconfianças e levanta suspeitas, aparentemente infundadas, de irregularidades – turbulência desnecessária `s vésperas do Mundial de Clubes.

As redes sociais, com muita frequência um caldeirão de inutilidades e lixo de todos os tipos, já começam a ferver por conta da “incompetência por conta do mau negócio”. Sobra até para a presidente Leila Pereira, que nada tem a ver com a questão.

A condução do caso demonstra uma rara inabilidade política e administrativa da gestão Mauricio Galiotte. Seria apenas um erro de avaliação a respeito da repercussão da negociação ainda envolta em mistério? Creio que sim.

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